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150 - Para Explicar o Mundo (Ciência)


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À Procura de Adão

Herbert Wendt, 1953

O autor (1914-1979) é um dos mais apreciados escritores alemães sobre assuntos científicos.

EDIÇÕES MELHORAMENTOS, 423 pág.

  “...A descoberta da Pré-História é indubitavelmente o capítulo mais emocionante da História Natural, o mais rico em incidentes e complicações, cheio de tragédias humanas. Cada crânio, cada instrumento de pedra que repousa num museu, cada obra que se ocupa com a origem do homem tem seu destino particular. Se olharmos os testemunhos da Pré-História com os olhos do pesquisador, eles adquirem uma realidade impressionante. Saem dos museus, dos gabinetes de História Natural e das bibliotecas e rasgam a névoa do desconhecido que envolve as épocas decisivas da formação do homem e da civilização.
  Por isso coloquei no centro deste romance de fatos científicos o homem, a personalidade do pesquisador, possuída por uma idéia tocada pela fagulha do gênio, sem a qual os fatos não teriam vida.
  Para isso e a fim de reconstituir cada caso dentro do seu ambiente, tive de sair do tema pròpriamente e roçar outros domínios da Ciência, citando documentos, cartas e relatórios. Esta maneira de exposição dará ao leitor uma possibilidade de participar da aventura da pesquisa, dos trabalhos de escavação, da descoberta de vestígios de tempos primitivos e das disputas científicas que vitimaram tantos descobridores incompreendidos...”


Aventuras e Descobertas de Darwin a Bordo do Beagle (1832-1836)

Richard Keynes, 2002

O autor é bisneto de Charles Darwin. Membro da Royal Society desde 1959 e professor titular de fisiologia na Universidade de Cambridge, foi responsável pela edição de diversos escritos de Darwin. Passou o ano de 1951 no Brasil, a convite de Carlos Chagas Filho, em pesquisa no Instituto de Biofísica da UFRJ. É membro estrangeiro da Ordem Nacional do Mérito Científico/CNPq, membro honorário da Academia Brasileira de Ciências e doutor honoris causa da UFRJ.

JORGE ZAHAR EDITOR, 390 pág.

  “Neste livro Richard Keynes reconstitui de modo emocionante e circunstanciado a histórica viagem do HMS Beagle naquela que talvez seja a mais importante aventura científica da era moderna. Para acompanhar as pesquisas de seu bisavô, o então jovem naturalista Charles Darwin, Keynes teve ainda o cuidado de reunir desenhos e pinturas feitos por Darwin e outros viajantes do Beagle.”

NOTA : Além do ótimo texto, a obra foi enriquecida com cerca de 120 excelentes ilustrações, algumas a cores, e mapas.


Caixa-Preta de Darwin, A (O desafio da bioquímica à Teoria da Evolução)

Michael Behe, 1996


O autor é professor adjunto de bioquímica da Universidade Lehigh, Pensilvânia, EUA.

JORGE ZAHAR EDITOR (1997), 300 pág.

  “A teoria da evolução de Darwin é em geral aceita pelos cientistas. Embora a luta por essa aceitação tenha sido longa e árdua, depois de um século de polêmicas entre os cognoscenti, a batalha parece terminada.
  Mas será mesmo assim ? O que aconteceria se descobríssemos algo que contestasse frontalmente a visão ora pacificamente admitida ? O campo da bioquímica, aberto quando Watson e Crick descobriram a forma de hélice dupla do ADN, revelou os segredos da célula. Nela os bioquímicos vislumbraram um mundo de insuspeitada complexidade...”

NOTA : Excelente livro, indicado para quem deseja conhecer os argumentos do Projeto Inteligente.


Civilizações Extraterrestres

Isaac Asimov, 1979


Sobre o autor :  www.fantasticfiction.co.uk/a/isaac-asimov

EDITORA NOVA FRONTEIRA, 311 pág.

  “Este livro parte das seguintes perguntas : Será que estamos sozinhos ? Os seres humanos são os únicos que possuem olhos suficientemente hábeis para investigar as profundezas do Universo ? Serão eles os únicos capazes de desenvolver e aperfeiçoar os seus sentidos naturais ? Os únicos a conseguirem, pelos poderes da mente, compreender e interpretar o que é visto e experimentado por eles próprios ?”

NOTA : Muito bom este texto de Asimov sobre a possibilidade de vida em outros mundos. Como Asimov escrevia baseado no ponto de vista da Ciência e também era cético, ninguém espere encontrar as fantasias que os ufoesquisotéricos adoram. Infelizmente como foi escrito em 1979, já está em parte ultrapassado, mas ainda é uma boa leitura. Pode servir de preliminar para “O Quinto Milagre” (também nesta lista) que é mais recente e mais técnico.


Escalada do Monte Improvável, A (Uma defesa da teoria da evolução)

Richard Dawkins, 1996


O autor formou-se pela Universidade de Oxford e deu aulas de zoologia na Universidade da Califórnia em Berkeley. É titular da cátedra de Compreensão Pública da Ciência de Oxford.

COMPANHIA DAS LETRAS (2009), 372 pág.

  “Ocupante da primeira cátedra acadêmica voltada para a divulgação científica em uma universidade de primeiro escalão, o biólogo Richard Dawkins oferece neste livro uma fascinante viagem em direção ao cume do “monte Improvável”, imagem que usa para representar o caminho evolutivo das espécies vegetais e animais. Ele mostra que, ao contrário do que supõem muitos críticos da evolução, o monte Improvável não se escala por uma parede proibitivamente íngreme, mas é atingido pelo outro lado, onde há uma longa e suave encosta por onde se alcança o topo com segurança. A escalada do monte Improvável é uma resposta ao mesmo tempo incisiva e fascinante àqueles que ainda acreditam num mundo criado por divindades.”

NOTA : Livro excelente, há três capítulos que, mesmo individualmente, justificam a sua leitura : capítulo 2 (sobre as teias de aranha), capítulo 5 (sobre a visão) e o capítulo 6 (sobre as conchas).


Evolução : a História da Vida

Douglas Palmer, 2009


O autor é escritor e professor de Ciências Naturais, leciona atualmente na Universidade de Cambridge e escreve para as revistas New Scientist, BBC Wildlife e Science. Já publicou diversos livros.

EDITORA LAROUSSE DO BRASIL (2009), 367 pág.

  “Partindo dos testemunhos contidos nos registros fósseis disponíveis, este livro recria os quatro bilhões de anos de história da vida na Terra num quadro extremamente abrangente e completo. Nunca nossa história coletiva foi contada de forma tão convincente, instigante, coerente e bela.
  Evolução é uma obra de referência que comemora os 150 anos da publicação do livro Origem das Espécies (1859), de Charles Darwin, e o ducentésimo aniversário do nascimento de seu autor. Foi publicada em parceria com o Museu de História Natural de Londres, um dos mais importantes centros mundiais de pesquisa sobre a evolução.”

NOTA : Uma importante obra de referência. Após a introdução de conceitos básicos da página 8 a 33, temos a parte principal do livro : “Os Cenários da Vida”, da página 34 a 247. Como o nome indica, são apresentadas as paisagens e animais de cada época, em páginas duplas. Da página 248 a 295 temos “As Árvores da Vida”, da página 296 a 323 um “Guia dos Sítios Paleontológicos”, e da página 324 a 359 um “Índice Remissivo das Espécies” e “Listagem das Espécies”. Não dá para descrever a riqueza de fotos, desenhos e diagramas que detalham o tema do livro. Edição formato 29 x 25 cm, capa dura.


Falsa Medida do Homem, A

Stephen Jay Gould (1941-2002), 1981


O autor foi professor de zoologia e de geologia em Harvard e curador da seção de paleontologia invertebrada do Museu de Zoologia Comparada da mesma universidade. Escreveu mais de 20 livros.

MARTINS FONTES EDITORA (2003, 2ª edição), 369 pág.

  “...Gould apresenta um fascinante estudo do racismo científico, rastreando a sua história das teorias do monogenismo, da frenologia, da recapitulação, do QI hereditário. Deteve-se frequentemente para ilustrar as incoerências lógicas das teorias e o uso indevido, embora não intencional, dos dados colhidos em cada caso...Uma importante contribuição para a literatura científica.”

NOTA : Excelente texto. O autor também analisa tópicos de estatística, para mostrar como dados podem ser manipulados ou interpretados de forma errônea.


Gene Egoísta, O

Richard Dawkins, 1976, 1989


O autor formou-se pela Universidade de Oxford e deu aulas de zoologia na Universidade da Califórnia em Berkeley. É titular da cátedra de Compreensão Pública da Ciência de Oxford.

COMPANHIA DAS LETRAS (2009), 540 pág.

  “O Gene Egoísta foi publicado em 1976. Se propunha a condensar o enorme corpo teórico já produzido para compreender como espécies surgem e se diversificam, como indivíduos se relacionam e colaboram entre si – e a ir além. Richard Dawkins inovou de muitas maneiras. Introduziu uma linguagem informal e metafórica numa área dominada por reflexões densas e fórmulas matemáticas. Subverteu a percepção intuitiva da importância dos organismos e dos grupos : o gene – porção do DNA capaz de produzir um efeito no organismo que seja hereditário e possa ser alvo da seleção natural – é quem comanda, quem busca perpetuar-se. Os organismos são máquinas de sobrevivência construídas pelos genes, a culminância de um processo competitivo que visa construir a máquina mais eficaz. Mas a influência dos genes não pára aí. Organismos interagem entre si e com o mundo inanimado, e assim alteram seu ambiente e promovem a propagação de genes presentes em outros corpos...”


Grande História da Evolução, A (Na trilha dos nossos ancestrais)

Richard Dawkins, 2004


O autor formou-se pela Universidade de Oxford e deu aulas de zoologia na Universidade da Califórnia em Berkeley. É titular da cátedra de Compreensão Pública da Ciência de Oxford.

COMPANHIA DAS LETRAS (2009), 759 pág.

  “O livro é uma peregrinação ao longo da árvore genealógica da vida. Partindo de onde estamos hoje, passamos por quarenta entroncamentos onde nos deparamos com ancestrais e peregrinos que vêm de outros ramos. O ponto de chegada situa-se há 4 bilhões de anos atrás, na origem da vida.
  Ao longo do trajeto, peregrinos contam suas histórias e descortinam as maravilhas da diversidade biológica que habita este planeta e os mistérios da evolução que ainda hoje desafiam biólogos...”


História da Humanidade Contada Pelos Vírus, A

Stefan Cunha Ujvari, 2008


O autor é médico infectologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz – São Paulo. Mestre em doenças infecciosas e especialista em doenças infecciosas e parasitárias pela Escola Paulista de Medicina – Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), foi professor substituto da disciplina da Emergência Médica na mesma universidade.

EDITORA CONTEXTO (2009), 203 pág.

  “O material genético dos microrganismos guarda parte da história do homem. Com o avanço da ciência e dos estudos de DNA, já é possível conhecer a globalização antiga e contínua dos germes, a história da distribuição humana pelo planeta e a origem de muitas doenças que nos afligem hoje.
  Este livro rastreia as pegadas de vírus e bactérias e identifica infecções que acometeram desde nossos ancestrais pré-históricos até o homem moderno. Os microrganismos contam a saga do homem desde muito antes de sua saída do solo africano para povoar outros continentes até as assustadoras epidemias que se alastram no século XXI...”

NOTA : Texto excelente. O livro pode ser recomendado inclusive para quem se interessa por Antropologia.


História de Quando Éramos Peixes, A (Your Inner Fish)

Neil Shubin, 2008


O autor, paleontólogo, é diretor do The Field Museum of Natural History e chairman do Departament of Organismal Biology and Anatomy da Universidade de Chicago, onde é professor de anatomia. Em 2004, Shubin e seus colegas, Ted Daeschler e Farish A. Jenkins Jr., descobriram o Tiktaalik roseae – um fóssil de 375 milhões de anos de uma espécie que possuía tanto estruturas aquáticas, como nadadeiras, quanto terrestres, com membros ainda desajeitados, além de uma cabeça parecida com a dos crocodilos atuais.

ELSEVIER EDITORA (2008), 191 pág.

  “Vivemos numa era de descobertas, quando a ciência está revelando o funcionamento interno de criaturas tão distintas quanto águas-vivas, vermes e camundongos. Agora, temos o vislumbre de uma solução para um dos maiores mistérios da ciência : as diferenças genéticas que distinguem os humanos de outros seres vivos...
  ...Segundo Shubin, se recuarmos ao longo de bilhões de anos de mudanças, perceberemos que tudo de inovador ou aparentemente ímpar na história da vida, na verdade, não passa de roupa velha que foi reciclada, reprogramada ou de alguma outra forma reformada para novos usos...
  ...Das minúsculas criaturas marinhas aos seres humanos, genes iguais são responsáveis pela estruturação do corpo, revelando a trajetória dos primórdios elementares às formas mais intrincadas ...”

NOTA : Ótimo texto. Com sua experiência em anatomia, o autor apresenta uma abordagem muito especial da questão da evolução dos seres vivos. O corpo humano, que parece superficialmente uma máquina maravilhosa, é cheio de falhas e “gatilhos” decorrentes de sua história evolutiva.


Humanos Antes da Humanidade, Os (Uma perspectiva evolucionista)

Robert Foley, 1998

O autor é vinculado ao Grupo de Pesquisas Biológicas sobre Evolução Humana da Universidade de Cambridge.

EDITORA UNESP, 294 pág.

  “Leitura de interesse para antropólogos, biólogos, arqueólogos e todos aqueles que se interessam pelo passado da espécie humana, este livro busca entender por que evoluímos e como mecanismos muito comuns atingiram um resultado tão expressivo como a nossa espécie. O autor recria o mundo perdido dos nossos antepassados que viveram e floresceram há um milhão de anos. Investiga também como, quando e onde as primeiras espécies humanas apareceram e se tornaram dominantes.
  Foley acredita que evoluímos graças a determinadas circunstâncias específicas no tempo e no espaço. Nesse sentido, analisa a vida cotidiana das primeiras populações de macacos antropóides confrontadas com problemas sociais e ecológicos muito específicos.
  A obra estabelece vínculos entre generalidades da teoria evolucionista e da biologia com especificidades de épocas e lugares onde a nossa evolução ocorreu de fato. A interação entre essas variáveis é, para o autor, a chave para a explicação da nossa evolução e para a percepção do lugar da espécie humana na natureza.”
  “Fornecer informações sobre detalhes da evolução humana, demonstrando que ela é uma série complexa de ocorrências explicável por alguns princípios evolucionistas gerais, é o objetivo deste livro, que traz importantes dados sobre a existência de antepassados humanos, como os australopitecos, o Homo erectus e o homem de Neanderthal.
  Questões filosóficas derivadas das teorias de Charles Darwin e a ecologia que embasa a biologia e a evolução humanas são abordadas. Há também a discussão de intrigantes e desafiadoras perguntas sobre a singularidade humana relacionadas ao nosso comportamento, como a inteligência, a cultura, o comportamento social e a linguagem.”


Livro de Ouro da Evolução, O (O triunfo de uma idéia)

Carl Zimmer, 1998

O autor é ex-editor sênior da revista Discover, ele escreve uma coluna regular sobre evolução para a Natural History. Também contribui com artigos para revistas como National Geographic, Audubon e Science. Outras obras : At The Water’s Edge e Parasite Rex.

EDIOURO PUBLICAÇÕES, 598 pág.

Trecho da Introdução por Stephen Jay Gould, do Museu de Zoologia Comparativa (Universidade de Harvard) :

  “Um cientista do século XIX desenvolve uma idéia, mas ela é tão perturbadora – por significar uma transformação radical de tudo o que se pensava até então sobre a origem dos seres vivos, inclusive o homem – que ele demora décadas para revelá-la ao mundo. Ao se tornar conhecida, essa idéia é contestada por pessoas influentes e cultas, seu autor é criticado e até insultado, e campanhas e mais campanhas são realizadas para que seja desacreditada. Apesar de tudo, ela sobrevive. E ganha força a cada nova descoberta das ciências biológicas.
  Essa idéia é a evolução. E seu autor é Charles Darwin (1809-1882), que enfrentou de cabeça erguida seus críticos e detratores, convicto de que estava certo. Hoje, ele é apontado, com justiça, como um dos mais importantes cientistas de todos os tempos.
  A trajetória dessa idéia, desde que começou a se formar na mente de Darwin até os dias atuais(quando contribui decisivamente para explicar variados fenômenos naturais, para confirmar o quanto o ser humano é insensato ao destruir o meio ambiente, para aperfeiçoar os computadores e até combater doenças), é o tema deste livro instigante, muito bem escrito e ilustrado. Seu autor conseguiu reunir um estilo claro e enredos que não devem nada a qualquer romance, além de generosas doses de conhecimento e cultura, em um texto capaz de prender a atenção, provocar emoções e, ao mesmo tempo, surpreender e instruir os leitores...”


Maior Espetáculo da Terra, O (As evidências da Evolução)

Richard Dawkins, 2009


O autor nasceu em Nairobi, Quênia, em 1941. Lecionou zoologia na Universidade da Califórnia em Berkeley e na Universidade de Oxford, Inglaterra. Em 2005 foi eleito o mais influente intelectual britânico pela revista Prospect, e nesse mesmo ano assumiu a cátedra Charles Simonyi de Compreensão Pública da Ciência, que ocupou até 2008.

COMPANHIA DAS LETRAS (2009), 438 pág.

  “Depois de oito livros seminais sobre ciência evolucionária, Dawkins deu-se conta de que em nenhum dos seus escritos explicitara sistematicamente as evidências de que a evolução não é apenas uma teoria, mas um fato. A essa lacuna aliou-se sua preocupação – à qual fazem coro cientistas, educadores e até religiosos de alto coturno – com a colossal porcentagem de americanos e britânicos que acreditam que todos os seres vivos foram postos no mundo há menos de 10 mil anos exatamente do modo como são hoje. E o mais grave : essas pessoas formam um grupo que determina currículos escolares, elege congressistas e hostiliza os professores que tentam ensinar a evolução aos alunos. Por isso, Dawkins concluiu que este livro é necessário. Sua proposta é ambiciosa : de um lado, dar munição infalível aos que ensinam a evolução ou desejam compreendê-la em seus mais fascinantes aspectos; de outro, apresentar aos que negam a evolução pela seleção natural uma argumentação científica tão clara, tão incontestável que não lhes será possível continuar a sustentar suas concepções errôneas depois de terem sido expostos a este livro.”

NOTA : Texto excelente, totalmente indicado para quem deseja compreender os detalhes da Teoria da Evolução.


Origem das Espécies, A (The Origin Of Species By Means Of Natural Selection)

Charles Darwin, 1859


Charles Robert Darwin (1809-1882) dedicou a vida ao estudo da natureza. Durante cinco anos (1831-1836), foi o naturalista de bordo do Beagle, um navio da marinha inglesa que fez uma viagem por todo o mundo – e esteve também no Brasil. Nessa viagem, ele pôde coletar as informações que mais tarde usaria para defender sua teoria.

EDIOURO PUBLICAÇÕES (2004), 517 pág.

  “Charles Darwin não foi o primeiro a dizer que as espécies de animais e plantas que conhecemos tinham ancestrais comuns, que foram se modificando até chegarem às características atuais. Mas neste livro, publicado pela primeira vez em 1859, ele sistematizou esta hipótese e levou-a às últimas conseqüências, demonstrando que as espécies variam muito lentamente, que as variações entre elas ocorrem ao acaso e sobrevivem os indivíduos mais adaptados ao meio, no processo que ele consagrou como “seleção natural”.
  Numa perspectiva histórica, entretanto, acredita-se que a principal revolução provocada por Darwin tenha sido o papel atribuído por ele ao acaso : num de seus efeitos mais duradouros, a teoria darwinista acabou com a idéia de um plano ou de uma mente superior e geral regendo de forma lógica a Natureza e, por extensão, o homem.”


Polegar do Panda, O

Stephen Jay Gould (1941-2002), 1980


O autor foi professor de zoologia e de geologia em Harvard e curador da seção de paleontologia invertebrada do Museu de Zoologia Comparada da mesma universidade. Escreveu mais de 20 livros.

LIVRARIA MARTINS FONTES EDITORA (2004), 297 pág.

NOTA : Livro excelente, com 31 ensaios sobre História Natural. Indicado para quem se interessa pela Teoria da Evolução.


Quinto Milagre, O (Em busca da origem da vida)

Paul Davies, 1998


O autor é físico, escritor e divulgador de ciência conhecido internacionalmente. Doutor pela Universidade de Londres, onde deu aulas, trabalhou também nas universidades de Cambridge, Newcastle upon Tyne e Adelaide, na Austrália, onde vive. Premiado diversas vezes por seu trabalho científico e de divulgação, é autor de mais de vinte livros.

COMPANHIA DAS LETRAS (2002), 359 pág.

  “Teria a vida começado na Terra por mero acaso, numa “sopa primordial” ? Ou seria ela uma lei física do Universo, portanto possível de florescer em outros planetas ? Abordando esse que é um dos maiores desafios para a Ciência, Paul Davies, físico e escritor, não se detém diante dos desafios filosóficos e técnicos da questão. Das teorias mais tradicionais às recentes descobertas da genética e da biologia molecular, dos cataclismos antediluvianos à descoberta da vida em abismos submarinos e nas profundezas da Terra, O Quinto Milagre fala da busca incessante por evidências científicas que esclareçam o surgimento do mais antigo antepassado comum de todos os seres vivos. 
  Sem medo de assumir hipóteses pouco ortodoxas, mas sem tampouco perder o espírito crítico e científico, Davies escreveu um livro para todo aquele que já se fez a mais fundamental das questões : de onde viemos ?”

NOTA : Texto excelente, que trata inclusive da questão da vida extraterrestre.


Relojoeiro Cego, O (A teoria da evolução contra o desígnio divino)

Richard Dawkins, 1986


O autor formou-se pela Universidade de Oxford e deu aulas de zoologia na Universidade da Califórnia em Berkeley. É titular da cátedra de Compreensão Pública da Ciência de Oxford.

COMPANHIA DAS LETRAS, 488 pág.

  “Neste clássico moderno da biologia, Richard Dawkins faz uma defesa vigorosa da visão darwinista e põe a nu as falácias polêmicas do criacionismo. Para o zoólogo, a síntese moderna entre as descobertas da genética e a idéia de seleção natural – antes árdua que aleatória – é capaz de fornecer respostas verificáveis e elegantes para o enigma das origens da vida e das espécies. Por outro lado, longe de sufocar nosso encantamento e nosso espanto diante da diversidade da vida que nos rodeia, o evolucionismo na verdade os torna mais vivos : não é admirável que o processo evolutivo – o relojoeiro cego do título – possa criar tanto com tão pouco ?”


Terceiro Chimpanzé, O (A evolução e o futuro do ser humano)

Jared Diamond, 1992


O autor é professor de Fisiologia da Escola de Medicina da UCLA (Universidade da Califórnia, Los Angeles). Iniciou sua carreira científica em fisiologia, ampliando seu campo de pesquisas para a biologia evolutiva e biogeografia.

EDITORA RECORD (2010), 430 pág.

  “Os seres humanos compartilham mais de 98% dos genes com os chimpanzés. Ainda assim, somos uma espécie dominante no planeta – fundamos civilizações e religiões, desenvolvemos formas complexas e diferentes de comunicação, construímos cidades, ciências e produzimos arte. Enquanto isso, os chimpanzés permanecem instintivamente voltados apenas para as necessidades básicas de sobrevivência. O que há nesses quase 2% de diferença no nosso DNA, que criam uma divergência tão grande entre esses dois “primos” ?”


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Agincourt (O rei, a campanha, a batalha)

Juliet Barker, 2005


A autora formou-se pela faculdade de St. Anne, Oxford, onde também cursou doutorado em história medieval. Em 1999, foi uma das mais jovens a receber o Hononary Doctorate of Letters, pela Universidade de Bradford, e em 2001 foi eleita membro da Royal Society of Literature. Colabora com freqüência para jornais, canais de televisão e estações de rádio.

EDITORA RECORD (2009), 502 pág.

  “Ao raiar do dia 25 de outubro de 1415, dois exércitos se defrontavam sobre uma planície de uma região remota do nordeste da França, que se tornaria o mais famoso campo de batalha da história da Europa : Agincourt.
  De um lado, cerca de 6.000 ingleses exaustos após dezoito dias em uma marcha de mais de quatrocentos quilômetros em terreno hostil, muitos sofrendo de disenteria e famintos. Do outro, aproximadamente 36.000 franceses motivados pelo desejo de vingar a tomada da cidade de Harfleur. Repousados, bem nutridos, bem armados, lutando em seu próprio território numa região escolhida por eles, este exército pode ser perdoado por ter pensado que o resultado da batalha estava previamente determinado.
  Porém não estava. A vitória inglesa foi tão inusitada e surpreendente em sua escala que os contemporâneos só puderam atribuí-la a Deus. Juliet Barker, entretanto, analisa a batalha para entender a determinação e a dedicação do rei inglês Henrique V, o principal arquiteto dessa vitória, e a razão pela qual, mesmo com toda desvantagem, ele a conquistou. Por fim, ela também examina brevemente as conseqüências históricas mais amplas de Agincourt e a literatura que essa vitória espetacular tem inspirado nos últimos seiscentos anos.”

NOTA : Livro excelente, ótimo texto. Dividido em três partes, não trata apenas da batalha em si : “A Estrada Para Agincourt” (8 capítulos), “A Campanha de Agincourt” (7 capítulos) e “As Consequências da Batalha” (3 capítulos). Dada a amplitude da pesquisa feita pela autora, o livro fornece uma série de detalhes interessantíssimos sobre a alta Idade Média.


Alexandria, a Cidade do Pensamento Ocidental

Theodore Vrettos, 2005

O autor é graduado na Harvard University e no Holy Cross Greek Theological Seminary, e já escreveu vários livros de ficção e não-ficção.

ODYSSEUS EDITORA, 313 pág.

  “Dentre as cidades do Mundo Antigo cuja simples menção suscita em nosso imaginário o esplendor de toda uma época, Alexandria ocupa uma posição singular. Fundada por Alexandre, o Grande, em 331 a.C., a cidade deslumbrava todos que a visitavam, quer chegassem por terra ou por mar, mas principalmente por mar, de onde se podia avistar o farol mais famoso da Antiguidade, o de Faros, considerado uma das sete maravilhas do mundo. Alexandria tornou-se o principal centro intelectual do mundo helenístico e foi também palco de alguns dos acontecimentos históricos mais espetaculares de todos os tempos, aos quais os nomes de Júlio César, Cleópatra e Marco Antonio se ligaram para sempre.
  No âmbito cultural, talvez nenhum outro governo do mundo tenha associado tão estreitamente o poder ao saber quanto os soberanos da dinastia dos Ptolomeus, que fundaram a famosa Biblioteca e foram patronos entusiásticos da literatura.”


Armas, Germes e Aço (Os destinos das sociedades humanas)

Jared Diamond, 1997

O autor é professor de Fisiologia da Escola de Medicina da UCLA (Universidade da Califórnia, Los Angeles). Iniciou sua carreira científica em fisiologia, ampliando seu campo de pesquisas para a biologia evolutiva e biogeografia.

EDITORA RECORD, 472 pág.

  “Por que os povos eurasianos conquistaram, desalojaram ou dizimaram nativos das Américas, Austrália e África ? Por que não foram os nativos americanos, africanos e aborígines australianos que subjugaram ou exterminaram os europeus e asiáticos ? O biólogo evolucionista Jared Diamond redireciona estas questões, frequentemente respondida em termos racistas, revelando fatores ambientais como os reais responsáveis pelo curso dos acontecimentos...
  ...Por meio de uma instigante revisão da evolução dos povos, em uma viagem através de 13.000 anos de história dos continentes, Jared Diamond conclui que a dominação de uma população sobre outra tem fundamentos militares (armas), tecnológicos (aço) ou as doenças epidêmicas (germes), que dizimaram sociedades de caçadores e coletores, assegurando conquistas...”


Ascensão e Queda das Grandes Potências

(Transformação Econômica e Conflito Militar de 1500 a 2000)

Paul Kennedy, 1988


O autor formou-se pelas Universidades de Newcastle, Oxford e Bonn. Lecionou na Universidade de East Anglia antes de transferir-se para a Universidade de Yale , em 1983, onde é Professor de História da Cátedra Dilworth.

EDITORA CAMPUS, 675 pág.

  “Neste importante e lúcido estudo, o historiador contemporâneo Paul Kennedy traça a ascensão e queda das grandes potências mundiais num período de cinco séculos. Começando no século XVI, com a ascensão do Império Habsburgo, e concluindo com uma brilhante análise das tendências econômicas e tecnológicas de hoje para o equilíbrio de forças no século XXI, ele mostra como a interação das forças econômicas e militares governa o progresso das nações...”


Ascensão e Queda do III Reich

William L. Shirer, 1960


EDITORA CIVILIZAÇÃO BRASILEIRA (1964) – Edição Esgotada

Volume I : A Ascensão de Adolf Hitler / Triunfo e Consolidação (417 pág.)
Volume II : O Caminho Para a Guerra (493 pág.)
Volume III : Primeiras Vitórias e o Momento Decisivo, 1939-1942 (482 pág.)
Volume IV : O Começo do Fim e a Queda do Terceiro Reich (382 pág.)

EDITORA AGIR

Volume I : Triunfo e Consolidação, 1933-1939 (875 pág.)
Volume II : O Começo do Fim, 1939-1945 (763 pág.)

NOTA : Leitura indispensável para quem se interessa pelos assuntos 2ª. Guerra Mundial e Nazismo.


Batalha de Salamina, A (O combate naval que salvou a Grécia e a civilização ocidental)

Barry Strauss, 2004


O autor é professor de História e Antiguidade Clássica na Universidade de Cornell. Historiador e classicista, é especialista em guerras antigas.

EDITORA RECORD, 359 pág.

  “A batalha de Salamina, em 480 a.C., foi o mais importante confronto naval do mundo antigo. No exíguo estreito entre a ilha de Salamina e as terras da Grécia, a frota grega, em grande desvantagem numérica, derrotou a armada persa em brilhante vitória até hoje analisada por estrategistas militares. O triunfo grego em Salamina pôs fim às invasões persas e salvou a primeira democracia da história. Atenas tornou-se a Cidade-estado grega dominante e o Império ateniense surgiu, oferecendo as condições de desenvolvimento do século de Péricles...”


Bruxas – Noivas de Satã, As

Jean-Michel Sallmann, 1989

EDITORA OBJETIVA, 192 pág.

  “Por volta do século XV, o Ocidente incendeia-se. Um incêndio monstruoso, em forma de epidemia. Homens e, principalmente, mulheres são queimados. As bruxas são as noivas do Diabo. O boato afirma, os juízes civis e religiosos provam. Elas freqüentam o sabá, jogam a sorte, semeiam a doença e a morte. Durante dois séculos, milhares de bruxas são perseguidas, denunciadas, atormentadas, antes de serem lançadas às chamas. Será preciso esperar o fim do século XVII para que se imponham as vozes que clamam pela razão e para que, pouco a pouco, as últimas fogueiras sejam extintas.
  Para além do mito, Jean-Michel Sallmann analisa, como historiador, o modo de representação do mundo que foi a bruxaria, dos primeiros processos às figuras que povoaram o imaginário romântico.”

NOTA : O livro é profusamente ilustrado.


Canhões de Agosto

Bárbara W. Tuchman, 1962


Notável historiadora norte-americana, tem seus livros aclamados em todo o mundo. Foi duas vezes laureada com o Prêmio Pulitzer de literatura.

BIBLIOTECA DO EXÉRCITO EDITORA, 510 pág.

  “Clássico da história do nosso tempo, mostra como os primeiros dias do conflito mundial de 1914 foram decisivos para o mundo, ao definir os rumos da guerra, os termos da paz e a geografia política das nações deste século. Consagrada pela crítica e aclamada pelo público, a americana Bárbara Tuchman é capaz de transformar a história numa brilhante narrativa literária. Cenas de batalha, questões estratégicas, ascensão e queda de personalidades poderosas : este é o cenário de “Canhões de Agosto”, vencedor do Prêmio Pulitzer de 1963.”


Carga da Brigada Ligeira, A (Anatomia de um desastre)

Cecil Woodham-Smith, 1953


A autora figura entre os mais aclamados historiadores e biógrafos britânicos. Sua reputação se firmou pelos quatro clássicos de sua autoria, cada qual versando sobre um aspecto diferente da Era Vitoriana : Florence Nightingale, The Reason Why (*), The Great Hunger e Queen Victoria : Her Life And Times. Recebeu título de doutor honoris causa em Literatura da Universidade Nacional da Irlanda em 1964 e da Universidade de Saint Andrews em 1965. Faleceu em Londres em 1977.

(*) É o livro em título.

BIBLIOTECA DO EXÉRCITO EDITORA, 310 pág.

  “Em outubro de 1854, os arredores da pequena cidade balneária de Balaclava, situada na Península da Criméia, haveriam de servir de palco para um dos maiores desastres da História Militar moderna, quando a Brigada de Cavalaria Ligeira, pertencente à Divisão de Cavalaria da Força Expedicionária Britânica no Oriente, desfechou uma carga contra a artilharia russa posicionada na extremidade leste do chamado Vale Norte.
  Fazendo tabula rasa dos mais comezinhos princípios da doutrina militar inglesa e ignorando o mais elementar bom senso, o ataque teve trágico desfecho. Dos cerca de seiscentos homens e cavalos que dele participaram, pouco mais que uma centena e meia sobreviveu, e o Vale Norte, apropriadamente, passou a ser conhecido como o Vale da Morte.
  A Carga da Brigada Ligeira, designação com o qual o episódio entrou na História, não durou mais do que meros vinte minutos, mas parece encerrar, em tão curto espaço de tempo, todo o sofrimento, todo o heroísmo e toda a incompetência que marcaram a chamada Guerra da Criméia...”

NOTA : Livro excelente, imperdível, pois a autora optou por não se ater apenas à campanha da Criméia e à batalha em Balaclava. O livro tem 14 capítulos, e nos 7 primeiros capítulos são analisados os antecedentes dos principais oficiais envolvidos na desastrosa batalha, e ao mesmo tempo um vívido quadro social e político da época é apresentado.


Cientistas de Hitler, Os (Ciência, guerra e o pacto com o demônio)

John Cornwell, 2003


O autor é um premiado historiador e jornalista que escreveu largamente sobre questões científicas. Desde 1990, dirige o Projeto Dimensão Científica e Humana no Jesus College, Cambridge, e é Pesquisador Filiado do Departamento de História e Filosofia da Ciência da Universidade de Cambridge.

IMAGO EDITORA (2003), 454 pág.

  “A Alemanha nazista teve uma vantagem inicial em ciência e tecnologia que transformou de maneira dramática o conflito armado no século XX, levando a armas derradeiras de destruição em massa e aos meios de lançá-las, os mísseis balísticos.
  A vigorosa nova obra de John Cornwell conta a história dos cientistas alemães, desde a subida de Hitler ao poder, em 1933, até sua queda, em 1945. Descreve o comportamento de pesquisadores no largo âmbito das disciplinas científicas em que a Alemanha se distinguiu e liderou o mundo. Alguns eram entusiastas do nazismo, muitos outros, apenas simpatizantes. Poucos resistiram ou se rebelaram, e seus esforços prolongaram a guerra. O fato de não haverem traduzido tecnologia de ponta em sucesso militar é um ponto crucial da história mundial. Sua degenerada exploração de vítimas de campos de morte e trabalho escravo trouxe eterna vergonha para toda a comunidade científica alemã. O inquietante livro de Cornwell, porém, suscita questões sobre a conduta de todos os cientistas, quaisquer que sejam suas nacionalidades ou ideologias...”

NOTA : O autor vai além da Segunda Guerra Mundial, e discute o papel dos cientistas durante a Guerra Fria e nos dias atuais.


Civilização (Ocidente x Oriente)

Niall Ferguson, 2011


Nascido em 1964, o autor é um dos mais renomados historiadores da Grã-Bretanha. Leciona na Universidade Harvard, na Harvard Business School e na London School of Economics e é pesquisador nas Universidades Oxford e Stanford. O autor também escreve regularmente para jornais e revistas do mundo inteiro, como o jornal Financial Times e a revista Newsweek. Em 2004, a revista Time o considerou uma das cem pessoas mais influentes do mundo. Ele escreveu e apresentou cinco séries de documentários de grande sucesso na TV britânica e é autor de diversos livros, muitos deles best-sellers. O autor divide o tempo entre o Reino Unido e os Estados Unidos.

EDITORA PLANETA DO BRASIL (2012), 431 pág.

  “Em 1411, se você desse uma volta ao redor do mundo, ficaria impressionado com as civilizações do Oriente. A China da dinastia Ming estava em pleno desenvolvimento. No Oriente Médio, os otomanos estavam se aproximando de Constantinopla, que seria tomada em 1453. Já a Europa Ocidental era composta de Estados miseráveis (como Inglaterra, França, Portugal), assolados pela peste, por péssimas condições sanitárias e por guerras intermináveis. Quanto à América do Norte, era uma selvageria anárquica em comparação com os reinos astecas, maias e incas nas Américas Central e do Sul. Quando você terminasse sua volta ao mundo, a noção de que o Ocidente dominaria o restante pareceria bem fantasiosa. No entanto, foi exatamente isso o que aconteceu.
  O que fez que a civilização européia sobrepujasse os impérios do Oriente ? Segundo o historiador Niall Ferguson, tudo se deve a seis incríveis ‘aplicativos’ que o Ocidente desenvolveu e que ninguém mais tinha : a competição, a ciência, o direito de propriedade, a medicina, o consumo e a ética do trabalho, e cada um desses ‘aplicativos’ são abordados nesta obra. Por fim, o autor se pergunta se o Ocidente continua tendo condições de dominar o mundo hoje da mesma forma que sempre fez – ou se, na verdade estaria indo rumo à decadência e à queda.”


Código de Hamurabi, O (Cerca de 1780 a.C.)

MADRAS EDITORA, 2005, 78 pág.


Colapso (Como as sociedades escolhem o fracasso ou o sucesso)

Jared Diamond, 2005

O autor é professor de Fisiologia da Escola de Medicina da UCLA (Universidade da Califórnia, Los Angeles). Iniciou sua carreira científica em fisiologia, ampliando seu campo de pesquisas para a biologia evolutiva e biogeografia.

EDITORA RECORD, 683 pág.

  “...Assim como em sua obra anterior Armas, Germes e Aço, Diamond tece uma tese global abrangente por meio de uma série de fascinantes narrativas histórico-culturais. Abordando desde a cultura da Polinésia pré-histórica na ilha de Páscoa às outrora florescentes civilizações nativas americanas dos anasazis e maias, o autor analisa as causas da decadência da colônia viking medieval na Groenlândia e chega ao mundo moderno. Com isso, traça um panorama catastrófico e mostra o que acontece quando desperdiçamos nossos recursos, ignoramos os sinais de nosso meio ambiente, quando nos reproduzimos rápido demais ou cortamos árvores em excesso. Danos ambientais, mudanças climáticas, rápido crescimento populacional , parcerias comerciais instáveis e pressões de inimigos foram fatores na queda de algumas sociedades; contudo outras encontraram soluções para esses mesmos problemas e subsistiram...”

NOTA : O livro é dividido em quatro partes,

Parte 1 – Montana Contemporânea (1 capítulo)
Parte 2 – Sociedades do Passado (8 capítulos)
Parte 3 – Sociedades Modernas (4 capítulos)
Parte 4 – Lições Práticas (3 capítulos)

O autor analisa os seguintes casos modernos : Estado de Montana nos EUA, Ruanda, República Dominicana, Haiti, China e Austrália.


Como a Natureza Mudou a História (The Weather Factor)

Erik Durschmied, 2000


O autor nasceu em Viena, em 1930, e emigrou para o Canadá depois da Segunda Guerra Mundial. Por muitos anos, foi correspondente de guerra das TVs BBC e CBS e cobriu os conflitos no Afeganistão, Belfast, Beirute, Chile, Irã, Iraque e Vietnã, obtendo vários prêmios por seu trabalho. Atualmente, vive entre Paris e Provence com sua família.

EDIOURO PUBLICAÇÕES, 350 pág.

  “Quanto sangue, suor e lágrimas, já foram derramados por causa de mudanças no clima ? Como a Natureza Mudou a História mostra como os insondáveis fenômenos atmosféricos mudaram batalhas, fizeram história e cobraram caro em vidas e sofrimento. Desde um tufão dizimando a frota mongol que invadiria o Japão, no século XIII, ao frio que congelou os panzers alemães na Segunda Guerra Mundial, o texto leve e elegante de Erik Durschmied nos leva às batalhas decididas mais pelo clima do que pela coragem ou a estratégia.”


Crimes de Napoleão, Os (Le crime de Napoléon)

Claude Ribbe, 2005


O autor é historiador, filósofo e defensor da memória dos escravos.

EDITORA RECORD, 206 pág.

  “Cento e quarenta anos antes do Holocausto nazista, Napoleão Bonaparte utilizou câmaras de gás embrionárias para exterminar a população civil das Antilhas, criou campos de concentração na Córsega e em Alba, e restabeleceu o tráfico de escravos, provocando a morte de mais de cem mil africanos nas colônias francesas. Neste polêmico Os crimes de Napoleão, o historiador Claude Ribbe expõe as atrocidades pioneiras praticadas pelo imperador da França, anos depois assimiladas por ditadores como Adolf Hitler.”
  “A partir de 1802, uma série de atrocidades contra os africanos e as populações de origem africana nas colônias francesas teve início. Por ordem do imperador Napoleão Bonaparte, milhares foram torturados, massacrados e escravizados. Apesar de a Revolução ter tornado ilegais a escravidão e o tráfico de escravos oito anos antes, Napoleão não hesitou em mantê-los em suas possessões antilhanas. E como a resistência dos haitianos, após a luta heróica dos guadalupenses, impossibilitou a aplicação de seu programa na principal daquelas colônias, então denominada Saint-Domingue, ele perpetrou massacres cujo caráter genocida não somente é inquestionável, como prefigura de modo óbvio – em especial devido aos métodos empregados – a política de extermínio executada contra judeus e ciganos durante a Segunda Guerra Mundial, quase um século e meio depois...”

NOTA : O livro é estarrecedor, sua leitura não é recomendada para pessoas muito sensíveis.


Crimes dos Papas, Os (Mistérios e iniqüidades da corte de Roma)

Maurice Lachâtre (1814-1900) , 1842 a 1843


MADRAS EDITORA (2004), 435 pág.

  “Nesta obra, o autor revela os mistérios e as iniqüidades da corte de Roma, os crimes dos reis, das rainhas e dos imperadores, os deboches e as torpezas dos pontífices romanos, desde São Pedro até o 111º Papa, João VIII, no século IX...”

NOTA : Maurice Lachâtre, editor e escritor, foi sempre um contestador em choque com regimes políticos e a Igreja Católica. Esta sua obra foi publicada de 1842 a 1843 na Espanha, onde morava na época, devido à uma sentença de prisão que pesava sobre ele na França. Em 1869 a justiça espanhola, por pressão da Igreja Católica, ordenou a apreensão e destruição dos livros.


Cruzadas Vistas Pelos Árabes, As (Les Croisades vues par les Arabes)

Amin Maalouf, 1983


EDITORA BRASILIENSE (2007), 255 pág.

  “...O livro é épico e narra a história da defesa dos árabes em relação ao ataque das Cruzadas, na Idade Média. Percorrendo uma longa galeria de figuras de realce na defesa das Terras Santas, os fatos belicosos são combinados com casos pitorescos que em conjunto formam uma história continuada. A unificação dos árabes, nesse sentido, passa a ser o resultado de uma provocação contínua do ocidente “bárbaro” e agressor de uma civilização muito mais adiantada, no estilo oriental.”


Fantasma do Rei Leopoldo, O

Adam Hochschild, 1998


COMPANHIA DAS LETRAS, 378 pág.

NOTA : Livro incrível, sobre a criação do Congo Belga pelo rei Leopoldo II, que resultou no extermínio (estimado) de 10 milhões de pessoas.


Fogo Persa (O primeiro império mundial e a batalha pelo Ocidente)

Tom Holland, 2005


O autor é formado em inglês e latim pela Universidade de Cambridge e doutorou-se em literatura pela Universidade de Oxford.

EDITORA RECORD, 446 pág.

  “Há 2.500 anos, o Oriente e Ocidente entraram em guerra pela primeira vez. No começo do século V a.C. , uma superpotência global estava determinada a impor a verdade e a ordem a dois Estados que considerava terroristas. A superpotência era a Pérsia, cujos reis haviam fundado o primeiro império mundial, incomparavelmente rico em ambição, ouro e homens. Os Estados terroristas eram Atenas e Esparta, exóticas cidades situadas em uma pobre e montanhosa terra longínqua, a Grécia...”


Fora de Controle (Como o acaso e a estupidez mudaram a história do mundo)

Eric Durschmied, 1998


O autor nasceu em Viena, em 1930, e emigrou para o Canadá depois da Segunda Guerra Mundial. Por muitos anos, foi correspondente de guerra das TVs BBC e CBS e cobriu os conflitos no Afeganistão, Belfast, Beirute, Chile, Irã, Iraque e Vietnã, obtendo vários prêmios por seu trabalho. Atualmente, vive entre Paris e Provence com sua família.

EDIOURO PUBLICAÇÕES, 430 pág.

  “O que será que decide uma guerra e o destino de tantas vidas ? Você verá como a vida humana tem sido espantosamente desvalorizada em vários pontos da História e se surpreenderá ao constatar as idiotices de alguns comandantes militares, que causaram a morte de 10, 100, 150 mil soldados – resultado usual do acaso e da estupidez em situações que acabam ficando completamente fora de controle...”


Guerra Antes da Civilização, A (O mito do bom selvagem)

Lawrence H. Keeley, 1996


O autor é professor de Antropologia na Universidade de Illinois, e especialista em Europa pré-histórica.

REALIZAÇÕES EDITORA (2011), 398 pág.

  “...A maioria das opiniões com relação à guerra e à paz pré-histórica (e tribal) reflete dois mitos antigos e duradouros: o do progresso e o da Idade do Ouro.
  O mito do progresso retrata o estado original da humanidade como ignorante, miserável, brutal e violento. Quaisquer complexidades artificiais introduzidas pela invenção humana ou deuses úteis serviram apenas para aumentar a felicidade do homem, o conforto e a paz, resgatando os humanos de seu horrível e danoso estado de natureza.
  O mito contrário assevera que os humanos civilizados perderam a graça – de uma simples e primeva felicidade, uma era de ouro pacífica. Todos os acréscimos do progresso meramente multiplicam a violência e o sofrimento; a civilização é uma condição lamentável, a conseqüência de nosso estado pecaminoso, ambição e lixo tecnológico.
  No período moderno, esses temas míticos antigos foram elaborados por Hobbes e Rousseau e se transformaram em atitudes filosóficas duradouras em relação aos povos primitivos e pré-históricos.
  ...Neste trabalho, reuni provas e evidências para convencer não apenas arqueólogos e historiadores, mas também o público culto de que a noção da guerra pré-histórica e primitiva não é um paradoxo.”

NOTA : Texto excelente, que preenche uma importante lacuna ao abordar os vários aspectos do conflito armado nas sociedades primitivas.


Guerreiro, o Soldado e o Legionário, O (Os exércitos no mundo clássico)

Giovanni Brizzi, 2002


O autor é professor de História Romana na Faculdade de Letras e Filosofia da Universidade de Bolonha. Também foi professor na Sorbonne.

MADRAS EDITORA, 155 pág.

  “A figura do legionário romano, do soldado de infantaria que domina os campos de batalha da Antiguidade, traduz valores que são a expressão de um profundo sentimento de dever nos confrontos do Estado. A partir dos arquétipos homéricos do guerreiro e da análise das batalhas e dos armamentos hoplíticos, o livro segue a evolução da figura do soldado no contexto dos regulamentos militares, primeiro gregos, depois romanos, compreendendo as transformações das eras monárquica, republicana e imperial...
  ...descrevem-se táticas, armas e equipamentos dos legionários e também seu universo cultural, político e social, em um amplo quadro da evolução histórica dos exércitos no mundo clássico.”

NOTA : A tradução correta do título original é “O Guerreiro, o Hoplita, o Legionário”.


Guerreiros de Deus (Ricardo Coração de Leão e Saladino na Terceira Cruzada)

James Reston Jr., 2001


IMAGO EDITORA, 383 pág.

  “James Reston Jr., autor de Galileo: A Life (chamado de “magistral” e “brilhante” pelo Washington Post) e do aplaudido pela crítica The Last Apocalypse, um retrato de estonteante originalidade do mundo cristão na virada do primeiro milênio, agora recria a colisão das guerras santas cristãs e a jihad muçulmana no fim do século XII. Dupla biografia do lendário Ricardo Coração de Leão e do Sultão Saladino, herói ícone do mundo islâmico, Guerreiros de Deus conta a vida de cada um deles e revela as paixões da época que os pôs face a face na batalha final da Terceira Cruzada...”


História da Guerra (Armas e homens; uma história da guerra, do armamento e da agressão)

Robert L. O’Connell, 1989


O autor é Doutorado em História pela Universidade de Virgínia. É analista no U.S. Army Intelligence Agency’s Foreign Science and Technology Center. Foi membro da Delegação dos E.U.A. à Conferência de Desarmamento de Genebra.

EDITORIAL TEOREMA, 427 pág.

  “Neste excelente e exaustivo trabalho, que abarca praticamente toda a história da humanidade, O’Connell mostra como as condições econômicas e sociais determinam os tipos de armas e as táticas utilizadas na guerra e como, por sua vez, as inovações tecnológicas introduzidas no armamento alteram muitas vezes os valores sociais...”


História da Guerra, Uma (A History Of Warfare)

John Keegan, 1993


O autor foi professor de história militar na Real Academia Militar Sandhurst, e é editor de assuntos de defesa do Daily Telegraph de Londres. É autor ou co-autor de nove obras sobre assuntos militares.

COMPANHIA DAS LETRAS, 442 pág.

  “...Partindo da premissa de que todas as civilizações nasceram da guerra, o autor examina o significado, as motivações e os métodos de guerra nas diferentes sociedades ao longo de mais de três mil anos de história, dos rituais guerreiros dos povos primitivos à carnificina em massa do século XX. Ianomanis, zulus, samurais, mongóis, árabes, gregos, romanos, cada povo tem sua própria forma de guerrear e participa do quadro multifacetado da agressividade humana.
  Em sua análise, o autor examina detidamente as grandes mudanças da tecnologia militar e suas conseqüências para o desenvolvimento da guerra : a descoberta do bronze e do ferro, a utilização do cavalo para tração e montaria, o progresso das fortificações, a introdução da pólvora e a mobilização da ciência e da indústria, culminando com a criação da bomba atômica...”


História das Cruzadas

Volume I : A Primeira Cruzada e a Fundação do Reino de Jerusalém (340 pág.)
Volume II : O Reino de Jerusalém e o Oriente Franco, 1100-1187 (454 pág.)
Volume III : O Reino de Acre e as Últimas Cruzadas (467 pág.)

Steven Runciman (1903-2000), 1951 a 1954


O autor foi um dos mais eminentes historiadores do mundo, com diplomas honorários das universidades de Oxford, Cambridge, Durham, Glascow, St. Andrews, Birmingham, Londres, Chicago, Wabash e Salonica; foi sagrado cavaleiro em 1958 e, em 1984, nomeado Companion of Honour.

IMAGO EDITORA (2002, 2003)

NOTA : Leitura indispensável para quem se interessa pelo assunto “Cruzadas”.


História Universal da Destruição dos Livros (Das tábuas sumérias à guerra do Iraque)

Fernando Báez, 2006

EDIOURO PUBLICAÇÕES, 438 pág.

  “Desde que surgiram as primeiras formas de livros na Suméria, o homem empreendeu uma verdadeira saga que reduziria a cinzas um número incalculável de obras. Medo, ódio, soberba, intolerância e sede de poder são o que sempre motivaram os biblioclastas, cuja intenção na verdade nunca foi simplesmente destruir o objeto em si, mas o que este representava : o vínculo com a memória, o patrimônio de idéias de toda uma civilização.”


Homens do Fim do Mundo, Os (O verdadeiro Dr. Fantástico e o sonho da arma total)

P. D. Smith, 2007

O autor é professor na Universidade College London, onde é também pesquisador no departamento de Estudos da Ciência e da Tecnologia.

COMPANHIA DAS LETRAS, 572 pág.

  “Este é um livro sobre o trabalho insano empreendido por vários países e cientistas em busca de uma arma total capaz de destruir o mundo. Até que ponto chegamos e, principalmente, como chegamos a esse ponto são as perguntas lançadas por P.D. Smith. Ao longo do século XX, com o argumento de que uma bomba muito poderosa iria dissuadir os países de insistirem na guerra, cientistas de todas as ideologias buscaram desenvolver armas de aniquilação, numa corrida sem precedentes. Da dinamite de Alfred Nobel, em fins do século XIX, aos gases venenosos usados na Primeira Guerra pelo alemão Fritz Haber e às experiências cruéis com armas biológicas elaboradas pelo general japonês Ishii nos anos 1930, o homem se dispôs ao sonho louco da destruição, que passou depois pela bomba atômica, culminou na terrível bomba H – testada no começo dos anos 1950 com resultados até então inimagináveis – e, finalmente, na possibilidade de uma bomba fatal para o mundo, a bomba de cobalto, até hoje um mito de assustadora especulação militar.”
  “...Descrevendo minuciosamente desde testes inumanos com armas químicas até a primeira explosão experimental da bomba H, Smith consegue a façanha de narrar a absurda corrida pela superarma de maneira leve, fluente. Um de seus trunfos são as várias e saborosas citações de livros, da ficção científica barata feita nos anos 1950, pautada pelo medo da destruição nuclear, até os clássicos do visionário H.G. Wells, que antecipou várias das situações futuras; e de filmes, como a comédia de humor negro Dr. Fantástico, de Stanley Kubrick. O leitor vai reconhecer vários Dr. Fantásticos reais nas páginas deste livro difícil de esquecer.”


Império (Como os britânicos fizeram o mundo moderno)

Niall Ferguson, 2003


O autor é um dos mais renomados historiadores da Grã-Bretanha. Leciona História na Harvard University e é pesquisador graduado na Oxford University e na Stanford University. Também escreve regularmente para jornais e revistas do mundo inteiro. Escreveu e apresentou quatro séries tipo documentário de grande sucesso na TV britânica.

EDITORA PLANETA DO BRASIL (2010), 427 pág.

  “Na época que antecedeu a Segunda Guerra Mundial, o Império Britânico cobria mais de um quarto da superfície terrestre. Ainda que, para as novas gerações, esse período possa ser visto como nada além do que uma época remota, o momento é propício para uma reavaliação. Neste novo trabalho, Niall Ferguson argumenta que o Império Britânico não deve ser visto apenas como um passado vitoriano, mas sim, como o berço da modernidade. Quase todas as características existentes no século XXI podem ser identificadas na extraordinária expansão econômica, populacional e cultural da Grã-Bretanha desde o século XVII até a metade do século XX : economia globalizada, revolução nas comunicações, mudanças raciais na América do Norte, a noção de humanitarismo, a natureza da democracia. Com a originalidade e o rigor que fizeram do autor um destaque entre os historiadores britânicos, Ferguson mostra que, longe de ser um assunto nostálgico, a história do Império Britânico está repleta de lições para o mundo atual.


Império à Deriva (A corte portuguesa no Rio de Janeiro, 1808-1821)

Patrick Wilcken, 2004


O autor cresceu em Sydney, na Austrália. Enquanto fazia a editoração do website de livros do jornal britânico The Daily Telegraph, passou longos períodos no Rio de Janeiro. Mais recentemente, colaborou com resenhas e artigos relacionados com o Brasil para os jornais The Times Literary Supplement, The Guardian e Index On Censorship. Este é seu primeiro livro.

EDITORA OBJETIVA, 326 pág.

  “Império à Deriva recria com vitalidade narrativa e apuro histórico o extraordinário período em que o Rio de Janeiro foi a capital do Império Português. Em 1808, fugindo de Napoleão, o príncipe regente D. João VI decidiu transferir sua corte para o Brasil. Depois de dois meses de viagem em uma frota de mais de trinta navios, desembarcaram na Praça XV não só a família real dos Braganças - a princesa Carlota Joaquina, a rainha-mãe Maria I e o jovem Príncipe Pedro -, mas uma corte de dez mil pessoas, incluindo religiosos, ministros, militares, familiares e criados. Pela primeira e única vez na história, uma colônia passava a sediar uma corte européia.
  Essa história singular, recheada de personagens extravagantes, é contada com notável maestria pelo jornalista australiano radicado em Londres, Patrick Wilcken, que baseou-se em documentos brasileiros e portugueses, além de pesquisas no Ministério de Relações Exteriores britânico. Da estranheza dos europeus diante da exuberância tropical às maquinações dos governantes e diplomatas, da fundação do Jardim Botânico ao cruel tráfico negreiro, a vida carioca do início do século XIX surge vibrante nas páginas deste livro, revelando um pedaço excepcional da história da Cidade Maravilhosa.”


Inquisição, A

Michael Baigent & Richard Leigh, 1999

IMAGO EDITORA, 331 pág.

  “Para a maioria das pessoas de hoje, qualquer menção à Inquisição sugere a Inquisição da Espanha. Ela, como existiu na Espanha e em Portugal, tinha de prestar contas tanto à Coroa quanto à Igreja.
  A Inquisição existiu e atuou em outras partes. A Inquisição Papal ou romana diferiu daquela da Península Ibérica. Ao contrário de suas correspondentes ibéricas, ela não tinha de prestar contas a nenhuma autoridade secular. Atuando por toda a maior parte da Europa, só tinha aliança com a Igreja.
  Criada no século XIII, precedeu a Inquisição espanhola em 250 anos. Também durou mais que as correspondentes ibéricas. Enquanto a Inquisição na Espanha e Portugal se achava extinta na terceira década do século XIX, a papal ou romana sobreviveu.”
  “...Tomando a controvérsia sobre os Manuscritos do Mar Morto como caso-exemplo recente, os autores demonstram como a Igreja nunca deixou de tentar controlar e manipular a informação ou as idéias que impingiu, e agressivamente exigiu obediência de seus bispos e outros membros, utilizando uma variedade de ferramentas, desde a excomunhão até um catálogo de livros proibidos...”


Inquisição, o Reinado do Medo

Toby Green, 2007


O autor é inglês, formado em Filosofia e especialista em História da África ocidental na época do tráfico negreiro. Escreveu biografias, críticas literárias, livros de História e relatos literários de viagens.

EDITORA OBJETIVA (2011), 463 pág.

  “A Inquisição, estabelecida na Espanha, em 1478, e em Portugal, em 1536 – a instituição mais temida do mundo durante trezentos anos – surgiu de preocupações políticas, não religiosas. O papado havia criado uma Inquisição no fim do século XII, mas a versão espanhola, criada supostamente para extirpar a heresia, serviu acima de tudo para que os “reis católicos” espanhóis Fernando de Aragão e Isabel de Castela impusessem uma hegemonia monolítica na Espanha.
  Ao criar um inimigo, fortalecia-se o poder central numa época de crescente ressentimento popular. Portanto, judeus e mouros convertidos ao catolicismo viraram alvos; depois, hindus, luteranos, huguenotes, francomaçons, seitas místicas, bígamos, padres fornicadores, marinheiros sodomitas, homossexuais e bruxas.
  Aos poucos, as atrocidades espalharam-se até os povoados e as colônias mais remotas; como resultado, grandes faixas de território espanhol ficaram desabitadas, sem mão de obra ou conhecimento agrícola. Em razão da Inquisição e de suas proibições aos livros, a Península Ibérica não viveu a efervescência intelectual do século XVIII que tomou conta do resto da Europa...
  ...O terror chegou ao fim nas primeiras décadas do século XIX, com a chegada do Iluminismo e das tropas de Napoleão. Mas não foi um fim sem reflexos. Green nos surpreende com sua conclusão : as divisões sociopolíticas que levaram aos regimes de Franco e Salazar na Península Ibérica seriam, em grande parte, legados da Inquisição. Pois seu enorme alcance burocrático, chegando inclusive aos cantos mais longínquos da alma, foi precursor do estado totalitário de nossos tempos.”

NOTA : O livro é fruto de quatro anos de pesquisa em bibliotecas da Inglaterra, Espanha, Portugal e Vaticano.


Legião de César, A (A saga épica da Décima Legião da elite de Júlio César e dos exércitos de Roma)

Stephen Dando-Collins, 2005


O autor é um pesquisador, editor e autor australiano que há três décadas estuda o império romano e as legiões que auxiliaram os generais a expandir ainda mais seus territórios.

MADRAS EDITORA, 336 pág.

  “O autor retrata nesta obra a vida diária dos componentes da 10ª. Legião, que acompanhou César em suas lutas sangrentas pela expansão do império romano. Sua história sem precedentes revela inúmeros detalhes desconhecidos sobre as práticas militares romanas, assim como o relacionamento que César mantinha com seus oficiais e legionários.”

NOTA : Imperdível para quem gosta de história militar, pois inúmeras batalhas são descritas com detalhes de armas e táticas. Por exemplo, o cerco de Jerusalém em 70 d.C. por Tito e suas tropas, é narrado detalhadamente.


Loucura dos Reis, A (História de poder e destruição, de Calígula a Saddam Hussein)

Vivian Green, 2005


EDIOURO PUBLICAÇÕES, 463 pág.

  “São examinados governantes do passado que foram qualificados de “loucos”, a natureza de sua loucura e o efeito que ela teve sobre a história de seus países. Eram os líderes sob consideração realmente insanos, ou o adjetivo “louco” teria sido aplicado a eles por seus inimigos para explicar algum defeito de seu governo ou caráter ? Se de fato eram loucos, teria sua loucura durado a vida inteira, sido esporádica ou progressiva ? Como a doença se expressou em padrões de pensamento e ação ? É possível, dadas as limitações, a natureza duvidosa dos dados disponíveis e dos longos lapsos de tempo transcorridos, explicar a doença, reconstituir seu começo e fazer um diagnóstico aceitável ? Em que medida os julgamentos e decisões desses soberanos, políticos e ditadores foram significativamente afetados por doença física e mental ? Por fim, em que medida suas políticas públicas foram moldadas por seus traumas privados e constituíram uma exteriorização deles ?”


Marcha da Insensatez, A (De Tróia ao Vietnã)

Bárbara W. Tuchman, 1984


Notável historiadora norte-americana, tem seus livros aclamados em todo o mundo. Foi duas vezes laureada com o Prêmio Pulitzer de literatura.

JOSÉ OLYMPIO EDITORA, 448 pág.

  “...Pesquisando com rigor vasto espectro de documentos históricos de nosso passado, a autora traça e registra aqui, um dos mais estranhos paradoxos da condição humana : a sistemática procura, pelos governos, de políticas contrárias aos seus próprios interesses.
  Através de amplo painel de exemplos históricos em que tal paradoxo se torna manifesto, a autora estabelece a distinção capital entre insensatez e outros tipos de desgoverno, identificando sua característica : o ato autodestrutivo não considera a existência disponível de uma alternativa viável e reconhecida. Dá como exemplos, entre outros, a dispersão das dez tribos de Israel (930 a.C.), a inexplicável submissão do Imperador Montezuma (1520), o ataque japonês a Pearl Harbour...”

NOTA : Três casos são estudados com mais detalhes,
      - Os Papas da Renascença Provocam a Cisão Protestante 1470-1530 (6 partes)
      - Os Britânicos Perdem a América (5 partes)
      - A América Atraiçoa-se no Vietnã (6 partes)


Maria Antonieta : A Última Rainha da França

Evelyne Lever, 2000


EDITORA OBJETIVA, 384 pág.

  “Um trabalho de meticulosa erudição que supera facilmente qualquer biografia recente da trágica rainha.”
  “Um livro evocativo...a mais importante contribuição ao tema desde os estudos de Pierre de Nolhac no início do século XX... As qualidades de Lever como biógrafa, já demonstradas em suas biografias de Luís XVI e de Luís XVIII, novamente aparecem em seu hábil tratamento da narrativa.”


No Coração da África

Martin Dugard, 2003


EDITORA RECORD, 433 pág.

NOTA : Livro excelente, sobre a procura do explorador David Livingstone pelo jornalista Henry Stanley.


Pirâmides

Joyce Tyldesley, 2003

A autora tem doutorado em arqueologia pela Universidade de Oxford e é pesquisadora honorária da Escola de Arqueologia e Estudos Clássicos e Orientais da Universidade de Liverpool, Inglaterra.

EDITORA GLOBO, 333 pág.

  “Neste livro, a autora procura, com bastante êxito e numa linguagem acessível para o não-especialista, apresentar os resultados mais recentes dos estudos sobre as pirâmides. Esses monumentos não são vistos, aqui, como o milagre excepcional de uma civilização, mas em seu contexto histórico. Sem deixar de apresentar com ricos detalhes a obra arquitetônica em si mesma, a autora explicita o conjunto de concepções religiosas que permitiram o surgimento das pirâmides, a organização social e política que criou as condições para sua realização e os esforços intelectuais e materiais exigidos por essas gigantescas obras”.


Por que o Ocidente Venceu (Massacre e cultura – da Grécia antiga ao Vietnã)

Victor Davis Hanson, 2001


O autor é historiador militar e professor de clássicos na Universidade Estadual da Califórnia, em Fresno, e escreveu vários livros populares sobre a guerra clássica.

EDIOURO PUBLICAÇÕES, 703 pág.

  “...Com sua marca registrada, o talento para dar vida às áridas realidades das batalhas, Hanson recria de forma vívida nove confrontos importantes entre exércitos ocidentais e não-ocidentais, da espantosa vitória grega em Salamina, em 480 a.C., passando pela conquista da Cidade do México por Cortés, em 1521, até a extenuante guerra urbana da Ofensiva do Tet, no Vietnã.
  ...Em resposta àqueles que insistem no papel do meio ambiente e em outros fatores não-humanos, Hanson mostra que a ascensão do Ocidente não foi um acaso da geografia ou dos “germes”, mas um resultado lógico do dinamismo cultural do Ocidente expressado em seu modo de guerrear.
  Cada batalha ilustra um elemento crucial na singular e poderosa matriz da identidade ocidental. Hanson enumera as características dos exércitos bem-sucedidos – que incluem iniciativa individual, melhor organização, maior disciplina, acesso a armas exclusivas e, ainda, adaptação e flexibilidade tática.
  Ele então mostra de que maneira essas características se desenvolvem e florescem como resultado de instituições tão tipicamente ocidentais quanto o governo consensual, a liberdade de investigação e a iniciativa inovadora, o racionalismo e o valor dado à liberdade e ao individualismo...”


Primeira Guerra Total (A Europa de Napoleão e o nascimento dos confrontos internacionais como os conhecemos)

David A. Bell, 2007


O autor é formado em história pelo Harvard College e fez pós-doutorado pela Universidade de Princeton. Durante muitos anos lecionou em Yale, passando pelas mais importantes universidades americanas. Colabora, ainda, para o New York Times e para a revista Time.

EDITORA RECORD (2012), 545 pág.

  “Os conceitos indissociáveis da guerra e da paz definem os extremos do pensamento ocidental. No entanto, poucos assuntos são mais arriscados de se discutir de forma teórica - sem ouvir os gritos, ver o sangue e cheirar a pólvora - do que a guerra. O historiador David A. Bell aceita o desafio e examina a transformação do papel dos conflitos no imaginário europeu. O resultado é um estudo primoroso da cultura européia entre meados do século XVIII e as primeiras décadas do século XIX.
  Foi durante esse período que surgiram as modernas noções sobre a guerra. De um lado, o desejo de erradicar de vez os conflitos; de outro, uma tendência a sustentar guerras apocalípticas até a aniquilação total do inimigo. Desde então, o sonho da paz perpétua e duradoura e o pesadelo da guerra total – aquela que envolve mobilização completa dos recursos de uma sociedade para atingir a destruição absoluta de um inimigo – caminham lado a lado no Ocidente...”

NOTA : Texto muito interessante, com um novo insight sobre as guerras napoleônicas e seus antecedentes. Recomendado particularmente para quem se interessa pelas guerras deste período.


Prisioneiros da Inquisição

Frédéric Max, 1989

O autor foi embaixador da França e teve uma longa carreira diplomática que o levou à Ásia, África e América Latina. Orientalista, ele também se especializou na história dos países ibéricos e pesquisou as práticas da Inquisição.

L&PM EDITORES, 304 pág.

  “Eles não eram apenas condenados à tortura, à humilhação, à desonra. Eles eram obrigados a se calar. Alguns - muito poucos - desafiaram a interdição, revelando por escrito o que haviam sofrido nas mãos do Santo Ofício.
  Frédéric Max buscou durante quinze anos estas vozes perdidas e o resultado de seu trabalho é este precioso documento que reúne nove narrativas vivas, autênticas, de vítimas da Inquisição no período entre 1620 e 1818...”


Queda de Constantinopla 1453, A

Steven Runciman (1903-2000), 1965


O autor foi um dos mais eminentes historiadores do mundo, com diplomas honorários das universidades de Oxford, Cambridge, Durham, Glascow, St. Andrews, Birmingham, Londres, Chicago, Wabash e Salonica; foi sagrado cavaleiro em 1958 e, em 1984, nomeado Companion of Honour.

IMAGO EDITORA, 217 pág.

  “Este relato clássico mostra como a queda de Constantinopla em maio de 1453, após um cerco de várias semanas, constituiu um doloroso choque para o cristianismo ocidental. A difícil situação da cidade não fora considerada e a ajuda enviada na crise foi insignificante. Para os turcos, a vitória significou não só uma nova capital imperial, como também a garantia de que seu império seria duradouro. Para os gregos, a conquista representou o fim da civilização de Bizâncio e provocou o êxodo dos eruditos, o que por sua vez ensejou a tremenda expansão dos estudos gregos na Renascença européia.”


Queda do Império Romano, A (A explicação militar)

Arther Ferrill, 1986


O autor , com doutorado em história antiga, é professor de história na Universidade de Washington. Dentre os vários cursos que leciona, destaca-se o de história militar antiga.

JORGE ZAHAR EDITOR, 178 pág.

  “Qual foi a causa da queda de Roma ? Desde os tempos de Edward Gibbon, autor do clássico Declínio e Queda do Império Romano, estudiosos do assunto travam acirrado debate, apresentando as mais diversas respostas para essa questão, como, por exemplo, a excessiva burocracia ou a imoralidade crescente. Nos últimos anos, porém, a explicação mais plausível tem sido negligenciada : não teria sido, sobretudo, o colapso militar a causa fundamental da debacle ? O professor Arther Ferrill acredita nessa tese e apresenta suas razões neste livro provocativo...”


Revolução de Gutenberg, A (A história de um gênio e da invenção que mudaram o mundo)

John Man, 2002

O autor é historiador, especializado em estudos germânicos e história da ciência, com um grande interesse pela Mongólia. Atualmente vive em Londres.

EDIOURO PUBLICAÇÕES, 318 pág.

  “Em 1450, todos os livros europeus eram copiados à mão e não somavam mais do que algumas centenas. Em 1550, eles já eram impressos e podiam ser contados aos milhares. A invenção dos tipos móveis tornou possível o desenvolvimento da ciência moderna e da literatura e promoveu profundas mudanças políticas que levaram ao surgimento das nações.
  Em A Revolução de Gutenberg, John Man explica como esse homem – nascido em Mainz, Alemanha – mostrou essa invenção ao mundo, por meio de sua genialidade técnica e sua habilidade de atrair investidores e lutando contra um contexto de pragas, revoluções religiosas e batalhas legais.
  A história de Johannes Gutenberg é um paradoxo : sua ambição era reunir todo o mundo cristão, mas sua invenção foi utilizada para separá-lo; ele desejou fazer fortuna, mas lhe foi cruelmente negado o direito de aproveitar os frutos de seu trabalho.
  E uma vez que o segredo de sua invenção foi revelado, o mundo nunca mais foi o mesmo.”


Rubicão (O triunfo e a tragédia da República Romana)

Tom Holland, 2003


O autor é formado em inglês e latim pela Universidade de Cambridge e doutorou-se em literatura pela Universidade de Oxford.

EDITORA RECORD, 445 pág.

  “A República Romana foi o Estado mais notável da História. O que havia começado como comunidade de camponeses, entre colinas e pântanos, transformou-se em uma potência que dominou o mundo antigo. Se em 500 a.C. Roma era uma pequena cidade-Estado, 300 anos depois controlava um Império que se estendia da Grã-Bretanha à Síria, do Reno à Espanha. Rubicão exibe um retrato vívido da República em seu clímax e analisa como essa grandiosidade engendrou a catástrofe de sua queda...”


<<<>>>   <<<>>>   Astrofísica, Astronomia, Cosmologia   <<<>>>   <<<>>>


À Luz das Estrelas (Ciência através da Astronomia)

Lilia Irmeli Arany-Prado, 2006


DP&A EDITORA (2006), 160 pág.

  “Este é um livro sobre estrelas : como nascem, vivem e morrem. E, especialmente, como fabricam os elementos químicos que – muito tempo depois – vão se aglutinar para formar estruturas, como as pedras, árvores e nós mesmos.
  Mas este não é apenas um livro sobre estrelas. Ele começa com um passeio pela Astronomia, pelos elementos químicos, e logo mergulha na evolução do Universo, desde o Big Bang até a formação da nossa Galáxia e de outras galáxias, das nebulosas e do Sistema Solar. Fala dos modelos “pensados” do Universo, aqueles que foram propostos basicamente a partir da imaginação fértil de seus autores, como Wright e Kant, sem o auxílio dos instrumentos que seriam desenvolvidos depois.
  Na segunda parte, mais detalhada, o livro introduz conceitos básicos, como a contração gravitacional, responsável pela existência das estrelas, a natureza da luz, os espectros e as propriedades físicas das estrelas. Para isso, discute a teoria quântica e suas aplicações na interpretação da luz das estrelas, concluindo com os processos básicos da Astrofísica Nuclear, que estão na origem da energia das estrelas e da sua composição química.
  As duas últimas partes aproveitam os conceitos introduzidos nas seções iniciais e contém o núcleo da estrutura e da evolução das estrelas...”


Big Bang

Simon Singh, 2004


O autor é Ph.D. em Física pela Universidade de Cambridge.

EDITORA RECORD (2006), 499 pág.

  “...Além de explicar a teoria do Big Bang, o autor esclarece por que ela é considerada pelos cosmólogos uma descrição acurada da origem do universo. Aqui ele também percorre a história e os confrontos entre cientistas brilhantes e excêntricos que lutaram contra a idéia estabelecida de um cosmos eterno e estático.
  ...Mais que a história de uma teoria, Big Bang é uma demonstração das engrenagens do progresso científico e uma celebração do poder iluminador da razão.”


Dança do Universo, A (Dos mitos de Criação ao Big-Bang)

Marcelo Gleiser, 1997


O autor é físico e professor de Filosofia Natural e de Física e Astronomia no Dartmouth College, onde dirige um grupo de pesquisa em física teórica. Participa com freqüência de documentários para a TV no Brasil e no exterior.

COMPANHIA DAS LETRAS (2010, 4ª edição), 413 pág.

  “O que aconteceu no momento da Criação ? Houve um instante determinado em que o Universo que nos rodeia surgiu ? Essas são questões tão antigas como a própria humanidade. Muitos procuram a resposta nos mitos e na religião. Outros, nas teorias científicas. Neste livro, o físico brasileiro Marcelo Gleiser mostra em linguagem clara que esses dois enfoques não são tão distantes quanto imaginamos, apresentando versões de diversas culturas para o mistério da Criação, até desembocar na explicação da ciência moderna para a origem do Universo.

NOTA : Excelente texto, é uma pequena história da Cosmologia. Muito boa a idéia de começar pelos antigos mitos da Criação e continuar daí até chegar aos modelos atuais.


Do Big Bang ao Universo Eterno

Mário Novello, 2010


O autor é brasileiro, Doutor em Física pela Universidade de Genebra (Suíça) e pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), onde coordena a seção brasileira do Centro Internacional de Astrofísica Relativista (Icra), com sede em Pescara, Itália.

JORGE ZAHAR EDITOR (2010), 130 pág.

  “Nas últimas décadas do século XX, os cientistas produziram uma descrição da história do Universo segundo a qual teria havido, há poucos bilhões de anos, uma grande explosão, dando origem a tudo que existe. Talvez pela simplicidade, esse modelo conhecido como big bang assumiu o papel de verdade científica, ganhou páginas de jornais e revistas, povoou os livros didáticos e as telas de televisão.
  Apesar de sua popularidade, a explicação apresentava um enorme obstáculo : tornava impossível qualquer investigação anterior àquele momento singular de condensação máxima – e, portanto, qualquer tentativa de ir além dele.
  No presente livro, o autor conta essa história e explica por que o big bang foi considerado uma boa descrição científica do começo do Universo, tornando-se uma espécie de mito da criação. Introduz o leitor não especialista à questão de saber se o Universo teve um começo com tempo finito ou se ele é eterno. Novello expõe, com sua habitual perícia, quais são os fundamentos do cenário do Universo eterno...”


Do Universo ao Multiverso (Uma nova visão do cosmos)

Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, 2001


O autor nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 1935. É Doutor em Astronomia pela Universidade de Paris, dedica-se à pesquisa e à divulgação científica, já tendo publicado mais de 60 livros.

EDITORA VOZES (2001), 293 pág.

  “...Estamos cercados de mistérios, a começar pelo grande mistério do Universo em que vivemos. Quando começou? Quando terminará? Qual a sua idade? Vivemos num Universo aberto ou fechado? O Universo é estacionário ou inflacionário?...”


Fim da Terra e do Céu, O (O apocalipse na ciência e na religião)

Marcelo Gleiser, 2001


O autor é físico e professor de Filosofia Natural e de Física e Astronomia no Dartmouth College, onde dirige um grupo de pesquisa em física teórica. Participa com freqüência de documentários para a TV no Brasil e no exterior.

COMPANHIA DAS LETRAS (2011), 379 pág.

  “O Sol brilhará para sempre ? Nossa vida na Terra tem futuro ? Ou estarão certas as profecias apocalípticas e o mundo realmente acabará ? Essas perguntas fascinam e aterrorizam o homem desde que ele assistiu ao primeiro eclipse solar e viu o primeiro cometa atravessar os céus. As religiões procuram responder à nossa angústia e, em geral, prometem-nos algum tipo de salvação. As ciências, preocupadas com as mesmas perguntas, oferecem-nos suas respostas exatas, em meio a muitas dúvidas.
  Ao tratar das relações entre religião e ciência diante da questão do fim de tudo, Marcelo Gleiser homenageia a imaginação e a criatividade do homem – esse ser mortal, habitante de um planeta minúsculo que gira em torno de uma pequena estrela, em meio a bilhões e bilhões de galáxias.”

NOTA : Indicado para quem gosta de Astronomia e Cosmologia.


História da Astronomia, A

Heather Couper e Nigel Henbest (prefácio de Arthur C. Clarke), 2007


Ambos os autores tem formação em Astrofísica.

EDITORA LAROUSSE DO BRASIL (2009, 1ª. edição brasileira), 288 pág.

  “A história da astronomia é um reflexo da história da humanidade. Não fosse assim, por que então chamaríamos o firmamento cósmico de “Céu” e o veríamos ocupados por divindades – como o Sol, a Lua e os planetas ? Por que então projetaríamos as nossas tão acalentadas lendas sobre o céu, materializando-as nos desenhos das constelações ? Por que as civilizações acreditariam que as estrelas determinavam sua existência ?...
  ...Ao longo de séculos e milênios, os astrônomos demonstraram a verdadeira natureza do Universo. A cada progresso, o nosso planeta Terra foi parecendo cada vez menor e menos importante. Essa mudança colocou os astrônomos em confronto com os filósofos e os religiosos.
  Atualmente, chegamos a uma perspectiva humilde em relação ao Cosmos. A Terra é um planeta médio, que gira em torno de uma estrela de meia-idade, em uma galáxia sem nada de excepcional. No entanto, podemos nos orgulhar de uma conquista : o nosso planeta desenvolveu uma forma de vida que é capaz de contemplar o Universo – e de se perguntar sobre o significado disso tudo.”

NOTA : O livro apresenta uma ótima visão panorâmica da Astronomia, desde a antiguidade até os dias atuais. O texto é valorizado por magníficas fotos e ilustrações, e o formato 24,5 x 29,5 cm em capa dura.


Kepler, a Descoberta das Leis do Movimento Planetário

Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, 2003

O autor nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 1935. É Doutor em Astronomia pela Universidade de Paris, dedica-se à pesquisa e à divulgação científica, já tendo publicado mais de 60 livros.

ODYSSEUS EDITORA, 241 pág.

  “Poucos personagens na História da Ciência são tão fascinantes quanto o astrônomo alemão Johannes Kepler. Ele viveu em uma época em que a Europa estava dividida pelas disputas religiosas, e passou sua vida buscando paz e serenidade em meio a esse tumulto religioso e político. Sua vida privada foi também marcada por uma seqüência de inúmeras desgraças e doenças. Os detalhes das idéias e da vida de Kepler vocês aprenderão no excelente texto de Ronaldo Rogério de Freitas Mourão. Vocês saberão que Kepler foi o primeiro a unir a Física à Astronomia, buscando explicações físicas por trás dos fenômenos celestes, e verão que, após anos de trabalho, ele elaborou as Três Leis, que descrevem as órbitas planetárias, válidas não só em nosso sistema solar mas em qualquer outro no Universo.”


Livro Que Ninguém Leu, O (Em busca das Revoluções de Nicolau Copérnico) 

Owen Gingerich, 2004


O autor é um experiente astrônomo emérito do Smithsonian Astrophysical Observatory, professor e pesquisador de astronomia e de história da ciência na Universidade de Harvard.

EDITORA RECORD (2008), 375 pág.

  “Em 1543, quando Copérnico estava em seu leito de morte, amigos clérigos entregaram a ele um aguardado pacote : as páginas impressas do livro que foi sua obsessão por anos, De revolucionibus – no qual o astrônomo sugere pela primeira vez que o Sol, e não a Terra, é o centro do universo.
  ...Instigado pela afirmação de Arthur Koestler de que, à época de sua primeira publicação, ninguém havia lido De Revolutionibus, o renomado historiador Owen Gingerich embarcou numa aventura de trinta anos para ver pessoalmente as 600 cópias que restaram da primeira e segunda edições da obra, inclusive as que haviam pertencido e sido comentadas por Galileu e Kepler.”

NOTA : Além do tema central, isto é, a busca pelas primeiras edições do Revolutionibus, o livro contém esclarecimentos sobre o heliocentrismo de Copérnico, e interessantes informações sobre a impressão, encadernação e distribuição de livros nos séculos XVI e XVII.


Manual do Astrônomo (Uma introdução à astronomia observacional e à construção de telescópios)

Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, 1995

O autor nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 1935. É Doutor em Astronomia pela Universidade de Paris, dedica-se à pesquisa e à divulgação científica, já tendo publicado mais de 60 livros.

JORGE ZAHAR EDITOR, 149 pág.

NOTA : Livro indicado para quem deseja adquirir conhecimentos básicos de Astronomia.


<<<>>>   <<<>>>   Biografias   <<<>>>   <<<>>>


Asas da Loucura (A extraordinária vida de Santos-Dumont)

Paul Hoffman, 2003

EDITORA OBJETIVA, 342 pág.

  “Pela primeira vez, o premiado jornalista americano Paul Hoffman narra a verdadeira e extraordinária história da vida do aviador brasileiro Alberto Santos-Dumont e dos primórdios da aviação. Fruto de abrangente pesquisa, Asas da Loucura explora em minúcias, sem mitificação, os aspectos pessoais da vida do aviador e os detalhes de sua personalidade controversa. De suas páginas emerge o retrato sincero de um homem que contribuiu de forma única para a conquista dos céus pela humanidade...”


Galileu Anticristo : Uma Biografia

Michael White, 2007

O autor é jornalista de divulgação científica, foi diretor de estudos científicos em Oxford, consultor do Discovery Channel, editor da revista GQ e colunista do Sunday Express, e já escreveu diversas biografias de cientistas.

EDITORA RECORD, 334 pág.

  “...Cada biografia de Galileu é, em essência, a história de suas extraordinárias realizações científicas. Mas, a partir do momento em que sua ideologia começa a ir de encontro à Igreja de Roma, esse relato adquire outra perspectiva : Galileu se torna um símbolo das diferenças entre religião e ciência, que ainda hoje parecem tão grandes quanto eram séculos atrás.
  Michael White detalha o embate entre Galileu e as autoridades de Roma que o forçaram a se retratar de suas posições científicas e o mantiveram em prisão domiciliar, e explica os fatores propulsores dessa colisão : alguns prosaicos, outros profundamente arraigados em um conflito de visões de mundo.
  Esta é a história da vida de Galileu, mas também uma trama de intriga e conflito.A história de um homem cujo intelecto e radicalismo foram atacados por Roma em um ato de autopreservação. A vida de Galileu foi surpreendentemente fértil e repleta de triunfo e agonia, ademais, graças à perseguição à qual foi submetido, ele se tornou um símbolo da luta pela liberdade de pensamento, o epítome do indivíduo iluminado que enfrenta a ignorância institucional e vence no fim...”


Issac Newton, uma Biografia

James Gleick, 2003

COMPANHIA DAS LETRAS, 271 pág.

  “Autor da obra que pôs ciência e filosofia em campos separados do conhecimento. Criador de um sentido puro para os conceitos de tempo e espaço. Formulador das leis do movimento, inventor do cálculo, descobridor da gravitação universal. Nesta biografia, esses predicados de Issac Newton dividem espaço com os de estudioso incansável de teologia, pesquisador obcecado por experimentos de alquimia, diretor autoritário da Casa da Moeda, polemista de vida pessoal inescrutável. Do equilíbrio entre essas facetas surge um relato breve e revelador, capaz de jogar nova luz sobre o pensador que traçou alguns dos contornos definidores do mundo moderno.”


Papa e o Herege, O (Giordano Bruno)

Michael White, 2002

O autor é jornalista de divulgação científica, foi diretor de estudos científicos em Oxford, consultor do Discovery Channel, editor da revista GQ e colunista do Sunday Express, e já escreveu diversas biografias de cientistas.

EDITORA RECORD, 207 pág.

  “Com uma narrativa ágil que funde história da filosofia, história da religião e biografia, Michael White retraça a trajetória do ex-padre dominicano do século XVI, ocultista, cujas teorias radicais abalaram dogmas da cultura ocidental e fizeram dele o primeiro mártir da Ciência. Visionário, filósofo racionalista do Renascimento, Giordano Bruno construiu um sistema de pensamento abrangente, conjugando idéias que abarcavam desde a filosofia atomística de Demócrito, rituais do antigo Egito e de mestres da magia, assim como das tradições gnóstica e cristã.
  A abertura intelectual somada à sua genialidade garantiu-lhe o mecenato das personalidades mais poderosas de seu tempo como o rei Henrique III, da França, e Elizabeth I, da Inglaterra, e abriu caminho para o confronto com a Igreja Católica. Depois de vinte anos em passagens por diversas cortes européias, Bruno retornou à Itália do papa Clemente VIII, em uma era em que o papado buscava manter posições e parte da Europa queria se libertar de Roma. Bruno foi preso e julgado nos tribunais da Inquisição por heresia. Depois de quase oito anos de prisão e torturas, foi condenado à fogueira em Roma, em 1600. Os restos mortais foram reduzidos a pó com marteladas...”


<<<>>>   <<<>>>   Ceticismo, Filosofia, Religião   <<<>>>   <<<>>>


Babuíno de Madame Blavatsky, O (Místicos, médiuns e a invenção do guru ocidental)

Peter Washington, 1993


O autor vive em Londres, onde é editor geral da Everyman Library. Crítico e ensaísta, foi professor de inglês e literatura européia na Universidade de Middlesex.

EDITORA RECORD (2000), 458 pág.

  “Na primeira metade do século XIX, a Europa e os Estados Unidos viviam um surto religioso, com o cristianismo abrindo alguns espaços para crenças espíritas. Na América, nessa busca do paraíso, fantasmas deixavam de representar o mal e passavam a ser vistos como mensageiros de um outro “plano espiritual”, uma irmandade que supervisionava o destino do homem; já na Inglaterra, por exemplo, o espiritismo fazia parte de uma receita que incluía vegetarianismo, homeopatia, feminismo...
  ...Em O Babuíno de Madame Blavatsky, Peter Washington traça a ascensão e a queda da Teosofia e de Blavatsky, que polemizaram com o darwinismo, propondo, contra a evolução por necessidade adaptativa, um princípio de evolução espiritual. Como Washington destaca, a obra principal de Blavatsky, A Doutrina Secreta, parecia uma sátira à Origem das Espécies, com espíritos interplanetários ocupando o papel dos macacos. O livro também estuda personagens como Gurdjieff, Krishnamurti e outros gurus ocidentais que buscaram inspiração no Oriente para oferecer respostas para a revolta contra o materialismo, o desejo de imortalidade e a busca de um caminho entre ciência e religião.”

NOTA : O texto é excelente, e através de um cuidadoso trabalho de pesquisa (as Notas e Bibliografia ocupam 40 páginas), o autor, que é um não-teosofista e não-espiritualista, revela vários esqueletos que os teosofistas atuais certamente bem gostariam que ficassem esquecidos em seus armários.


Capelão do Diabo, O (Ensaios escolhidos)

Richard Dawkins, 2003


O autor formou-se pela Universidade de Oxford e deu aulas de zoologia na Universidade da Califórnia em Berkeley. É titular da cátedra de Compreensão Pública da Ciência de Oxford.

COMPANHIA DAS LETRAS (2007), 462 pág.

  “Escritos por Richard Dawkins ao longo de 25 anos de carreira, os ensaios aqui reunidos são uma clara demonstração do escopo de interesses do autor, da qualidade de sua escrita e do desafio imposto por suas opiniões mordazes.”


Carta a uma Nação Cristã

Sam Harris, 2006


O autor nasceu em 1957 e graduou-se em filosofia pela universidade de Stanford. Durante muitos anos dedicou-se ao estudo das religiões ocidentais e orientais. Atualmente, faz doutorado em neurociência. Seu livro “O fim da fé – religião, terror e o futuro da razão” ganhou o prêmio PEN/Martha Albrand de 2005, na categoria primeiro livro de não ficção.

COMPANHIA DAS LETRAS (2008), 91 pág.

  Poucos anos atrás, seria um ato de enorme coragem declarar-se ateu em público, e afirmar que as crenças religiosas não passam de ilusões infantis, um falso conforto contra a dura realidade do sofrimento a da morte. Mais que isso – afirmar que as religiões são maléficas e estão colocando em risco a civilização e a própria sobrevivência da humanidade.
  É exatamente o que Sam Harris faz, neste pequeno livro. Sem meias palavras, argumenta contra o suposto bem que as religiões exercem sobre o ser humano, contra a suposta existência de um Deus onipotente e misericordioso, e contra o suposto “Design Inteligente”, o novo nome dado ao criacionismo pelos conservadores religiosos.
  Harris aponta, sem medo de ser “politicamente incorreto”, o tremendo perigo que o islamismo representa para a civilização, com sua exaltação da violência contra os “infiéis”. Mostra, com igual coragem, o risco que o cristianismo conservador representa para as ciências, ao interpretar a Bíblia ao pé da letra e impedir o ensino da evolução nas escolas.

NOTA : Bom texto, simples e direto.


Criação Imperfeita (Cosmo, Vida e o Código Oculto da Natureza)

Marcelo Gleiser, 2010


O autor é físico e professor de Filosofia Natural e de Física e Astronomia no Dartmouth College, onde dirige um grupo de pesquisa em física teórica. Participa com freqüência de documentários para a TV no Brasil e no exterior.

EDITORA RECORD (2010), 366 pág.

  “Às vezes, para enxergarmos mais longe, temos que olhar por cima dos muros que nos cercam. Durante milênios, magos e filósofos, crentes e céticos, artistas e cientistas vêm tentando decifrar o enigma da existência, convencidos de que a incrível diversidade do mundo natural tem uma origem única, que a tudo engloba. A essência dessa busca é a convicção de que, de alguma forma, tudo está interligado, de que existe uma unidade conectando todas as coisas. Para representar esta unidade, a maioria das religiões invoca uma entidade divina que transcende os limites do espaço e do tempo, um ser com poderes absolutos que criou o mundo e que controla, com maior ou menor arbítrio, o destino da humanidade. Todos os dias, bilhões de pessoas vão a templos, igrejas, mesquitas e sinagogas dedicar preces ao seu Deus, a fonte de todas as coisas. Não muito longe dos templos, em universidades e laboratórios, cientistas tentam explicar as várias facetas do mundo natural a partir de uma noção surpreendentemente semelhante : que a aparente complexidade da Natureza é, na verdade, manifestação de uma unidade profunda em tudo o que existe.
  Neste livro, veremos que a crença numa teoria física que propõe uma unificação do mundo material – um código oculto da Natureza – é a versão científica da crença religiosa na unidade de todas as coisas...”

NOTA : Texto excelente, em que o autor faz uma crítica do pensamento científico, começando por origens filosóficas e religiosas desde a Antiguidade. Imperdível.


Deus, um Delírio

Richard Dawkins, 2006


O autor formou-se pela Universidade de Oxford e deu aulas de zoologia na Universidade da Califórnia em Berkeley. É titular da cátedra de Compreensão Pública da Ciência de Oxford.

COMPANHIA DAS LETRAS, 520 pág.

  “Neste livro, Richard Dawkins, um dos intelectuais mais respeitados da atualidade, arma-se mais uma vez de seu texto sagaz, sarcástico e muitas vezes divertido para atacar sem piedade, mas com muito fundamento, o que considera um dos grandes equívocos da humanidade : a fé em qualquer entidade divina ou sobrenatural, seja Alá, seja o Deus católico, evangélico ou judeu...”


Éden, Queda ou Ascensão ? (Uma visão transpessoal da evolução humana)

Ken Wilber, 1981, 1996


O autor está entre os mais conhecidos e influentes filósofos norte-americanos do nosso tempo, respeitado por criar uma verdadeira filosofia mundial. Ele é reconhecido como um importante representante da psicologia transpessoal, que surgiu da psicologia humanista no final da década de 1960 e que se interessa fundamentalmente pela inclusão da dimensão espiritual do ser humano.

VERUS EDITORA (2010), 460 pág.

  “O livro nos conta a fascinante história da jornada de evolução da humanidade ao longo de cerca de seis milhões de anos, de seu passado primitivo a seu extraordinário futuro cósmico.
  Neste clássico da psicologia transpessoal, o autor reúne o melhor da sabedoria ocidental e oriental, da mente e do espírito, para delinear sua visão original da consciência humana.
  Costurando em uma única trama insights de diversas áreas do conhecimento, como psicologia, filosofia, antropologia, religião, sociologia e mitologia, o autor descreve o caminho da sabedoria humana de maneira clara e extremamente abrangente.”


Evangelhos Perdidos

Bart D. Ehrman, 2003


O autor é professor de estudos da religião da Universidade da Carolina do Norte e uma autoridade nas pesquisas sobre a Bíblia e Jesus. Já foi destaque da revista Time e participou de programas da NBC, da CNN e do History Channel. Tem mais de vinte livros publicados. Para outras informações, visite www.bartdehrman.com.

EDITORA RECORD (3ª Edição, 2012), 404 pág.

  “A Igreja cristã primitiva era um caos de crenças conflitantes. Alguns grupos cristãos declaravam que não havia somente um Deus, mas dois, ou doze, ou trinta. Alguns acreditavam que o mundo não havia sido criado por Deus, mas por uma deidade menor, ignorante. Algumas seitas achavam que Jesus era humano, mas não divino, enquanto outras diziam o contrário.
  Em Evangelhos perdidos, o autor mostra como esses grupos cristãos, com suas formas antigas de Cristianismo, foram esmagados, reformados ou esquecidos. Todos eles diziam propagar os verdadeiros ensinamentos de Jesus e seus apóstolos, e todos possuíam escritos que confirmavam suas reivindicações, livros que se acreditava terem sido produzidos pelos próprios seguidores de Jesus. O trabalho arqueológico moderno tem recuperado alguns desses textos-chave, e, como Ehrman demonstra, essas descobertas espetaculares apontam uma diversidade religiosa muito reveladora da forma como a História termina escrita pelos vencedores...”

NOTA : Texto excelente, indicado para quem deseja conhecer alguma coisa da enorme variedade de seitas em que se dividiram os cristãos dos primeiros séculos.


Física da Alma, A (A explicação científica para a reencarnação, a imortalidade e experiências de quase morte)

Amit Goswami, 2000


O autor é conferencista, pesquisador e professor titular da Universidade de Física de Oregon. Ph.D em física quântica, é físico residente no Institute of Noetic Sciences. Nascido na Índia, filho de um guru hinduísta, Goswami alia em seu trabalho o conhecimento das tradições místicas com seu amor pela exploração científica. É autor de vários livros, incluindo “A Janela Visionária” e “O Universo Autoconsciente”.

EDITORA ALEPH (2005), 316 pág.

  “Existe mesmo uma alma que sobreviva à morte e transmigre de um corpo para outro ? Será que a reencarnação é científica ? Há uma explicação convincente para os inúmeros relatos de experiências de quase morte e de comunicações mediúnicas ? E para o fenômeno dos anjos e guias espirituais ?
  A resposta de Goswami para essas questões é “sim”.
  Suas revelações baseiam-se na física quântica, que traz novos esclarecimentos para velhíssimas indagações. O autor descreve a consciência como algo além de um conceito abstrato – como uma realidade primária e fundamental da ciência...”

NOTA : Sobre este livro, veja : Teoria Quântica e Misticismo Quântico


Gênesis (The Book Of Genesis According To R. Crumb)

Robert Crumb, 2007

CONRAD EDITORA (2009), 223 pág.

Robert Crumb é bem conhecido como cartunista underground e criador de “Fritz, the cat”, mas também tem produzido outros gêneros de quadrinhos. Esta sua adaptação do Gênesis é imperdível.


Grande Projeto, O (Novas respostas para as questões definitivas da vida)

Stephen Hawking e Leonard Mlodinow, 2010


EDITORA NOVA FRONTEIRA, 150 pág.

  “Quando e como surgiu o universo ? Por que estamos aqui ? Por que existe algo em vez de nada ? Por que as leis da natureza se alinharam de tal forma que permitisse a existência de seres como nós ? E, afinal, o “grande projeto” do nosso universo seria a evidência de um Criador benevolente operando as engrenagens – ou será que ciência oferece outra explicação ? Em seu novo livro, Stephen Hawking e Leonard Mlodinow apresentam as teorias científicas mais recentes envolvendo os mistérios do universo, numa linguagem compreensível e marcada tanto pelo brilhantismo quanto pela simplicidade.”

NOTA : O livro é interessante, mas no todo, decepcionante para uma parceria do calibre  Hawking/Mlodinow. Não é nada que se compare ao “O Tecido do Cosmo”, também nesta lista. E o argumento de que o conhecimento científico torna obsoleto o conceito de um Deus criador já é muito batido e nem abalaria qualquer teólogo.


Impostura Científica em Dez Lições, A

Michel de Pracontal, 2001


O autor é mestre em Matemática e doutor em Ciências da informação sobre divulgação científica. Jornalista científico por mais de duas décadas (desde 1990 no Nouvel Observateur).

EDITORA DA UNESP (2002), 453 pág.

  “Mais de 50% dos franceses acreditam na transmissão de pensamento e na cura por magnetizador; quase a metade confia na astrologia e 35% nos sonhos premonitórios. Como se pode imaginar, esse não é um quadro tipicamente francês e é facilmente identificável no resto da Europa, nos Estados Unidos ou no Brasil. Do horóscopo na internet ao fenômeno “Arquivo X”, da memória da água às “paramedicinas”, da reencarnação às “experiências NDE”, nunca esteve mais viva a paixão pelo irracional.
  O progresso das ciências e das técnicas é acompanhado de um surto das pseudociências e das fraudes científicas. Sábios renomados dão crédito ao teletransporte e à viagem no tempo. Alguns autodidatas inventivos propõem teorias “alternativas” às de Darwin e de Einstein.
  Longe de ser marginal, a impostura científica tornou-se uma nova norma intelectual. O novo homem chega ao século XXI acima do maçante controle da razão. Para se preparar para isso, aqui está o indispensável manual da falcatrua e da bobagem. Tanto o cidadão honesto como o aprendiz de charlatão encontrarão nele todos os conselhos úteis, ilustrados com exemplos concretos e anedotas cativantes.”

NOTA : Ótimo texto, o autor ataca com muita informação e humor ácido tanto as pseudociências quanto a má ciência, isto é, a ciência fraudada ou mal conduzida.


Jesus e Javé, os Nomes Divinos

Harold Bloom, 2005


O autor é professor de Humanidades na Universidade de Yale e já escreveu 27 livros, tendo ganho inúmeros prêmios.

EDITORA OBJETIVA (2006), 274 pág.

  “Este livro é centrado em três figuras : uma personalidade mais ou menos histórica, Yeshuá de Nazaré; um Deus teológico, Jesus Cristo; e um Deus humano, bastante humano, Javé. Essa sentença inicial não deixa de ser polêmica, mas minha intenção é apenas esclarecer (se puder fazê-lo) e não ofender.
  Quase tudo que pode ser sabido a respeito de Yeshuá procede do Novo Testamento, e de escritos afins ou heréticos. Tais escritos são todos tendenciosos : seu intento em relação a nós, leitores ou ouvintes, é evidente e catequizador. Se digo que Yeshuá é “mais ou menos histórico”, é porque quase todos os dados realmente importantes a seu respeito chegam a mim por meio de textos nos quais não posso confiar...”


Jesus Existiu ou Não ?

Bart D. Ehrman, 2012


O autor é professor de estudos da religião da Universidade da Carolina do Norte e uma autoridade nas pesquisas sobre a Bíblia e Jesus. Já foi destaque da revista Time e participou de programas da NBC, da CNN e do History Channel. Tem mais de vinte livros publicados. Para outras informações, visite www.bartdehrman.com.

EDITORA NOVA FRONTEIRA (2014), 335 pág.

  “Há centenas de anos, um grande número de ateus, humanistas e até teóricos da conspiração levanta uma das questões mais inquietantes da história da religião: será que Jesus realmente existiu ?...
  Nascido em uma família religiosa nos Estados Unidos, Ehrman já foi um evangélico fervoroso, mas, depois de mais de 35 anos de estudos, ele afirma que não é cristão nem tem o mínimo interesse de defender o cristianismo. Como historiador e professor de estudos religiosos da Universidade da Carolina do Sul, defende: ‘Simplesmente não posso negar os fatos que confirmam que o Jesus histórico existiu.’
  O livro argumenta a favor do verdadeiro Jesus de Nazaré, identifica as fontes mais confiáveis e oferece um retrato convincente do personagem principal no cerne da tradição cristã. Com este novo livro, Ehrman estabelece um critério confiável para qualquer investigação genuína do chamado Jesus histórico.”

NOTA : Texto excelente, indicado para quem se interessa pelo tema “Jesus histórico”.


Magia da Realidade, A (Como sabemos o que é verdade)

Richard Dawkins, 2011


O autor nasceu em Nairobi, Quênia, em 1941. Lecionou zoologia na Universidade da Califórnia em Berkeley e na Universidade de Oxford, Inglaterra. Em 2005 foi eleito o mais influente intelectual britânico pela revista Prospect, e nesse mesmo ano assumiu a cátedra Charles Simonyi de Compreensão Pública da Ciência, que ocupou até 2008.

COMPANHIA DAS LETRAS (2012), 273 pág.

  “De que são feitas as coisas ? Por que existe noite e dia, inverno e verão ? Quando e como tudo começou ? Existe vida fora da Terra ?
  A resposta para essas e muitas outras perguntas que fazemos sobre o planeta e o universo pode ser encontrada neste livro divertido e surpreendente sobre os cientistas e suas descobertas. Escrito pelo best-seller mundial Richard Dawkins e com ilustrações do renomado Dave McKean, A Magia da Realidade contrapõe antigos mitos em que muitos ainda acreditam a verdades científicas por vezes desconhecidas para mostrar que a realidade é bem mais impressionante que qualquer invenção.”

NOTA : O livro é muito bem ilustrado e o texto é fácil; parece ter os jovens como público alvo. Formato 25 x 19 cm, capa dura. Algumas pessoas poderão ficar chocadas com o fato de Dawkins citar os mitos da Bíblia em pé de igualdade com mitos gregos, astecas, de tribos africanas ou australianas, etc. Mas do ponto de vista da Ciência está corretíssimo, todos estes mitos têm o mesmo valor perante ela.


Martelo das Feiticeiras, O (Malleus Maleficarum)

Heinrich Kramer e James Sprenger, 1484


EDITORA ROSA DOS TEMPOS (2009), 528 pág.

  “O Martelo das Feiticeiras é um dos livros mais importantes da cultura ocidental, tanto para os leitores que se interessam pela história quanto para aqueles que estudam a história do pensamento e das leis. Documento fundamental do pensamento pré-cartesiano, bem como um dos mais importantes depositórios das leis que vigoravam no Estado teocrático, revela as articulações concretas entre sexualidade e poder, e por isso é uma peça única para todos aqueles que estudam a profundidade da psique humana e o funcionamento das sociedades.
  Durante quatro séculos este livro foi o manual oficial da Inquisição para caça às bruxas. Levou à tortura e à morte mais de 100 mil mulheres sob o pretexto, entre outros, de “copularem com o demônio”. Esse genocídio foi perpetrado na época em que se formavam as sociedades modernas européias. Uma das conseqüências, apontadas pelos especialistas, foi tornar dóceis e submissos os corpos das mulheres posteriormente...”

NOTA : Esta edição do Malleus Maleficarum foi enriquecida com dois ótimos textos introdutórios; “Breve Introdução Histórica”, de Rose Marie Muraro, e “O Martelo das Feiticeiras à Luz de uma Teoria Simbólica da História”, de Carlos Amadeu B. Byington.


Mundo Assombrado Pelos Demônios, O (A ciência vista como uma vela no escuro)

Carl Sagan (1934-1996), 1995-1996


O autor foi astrônomo, um dos mais notáveis divulgadores da Ciência e também crítico incansável das pseudociências.

COMPANHIA DAS LETRAS (2008), 508 pág.

  “...Preocupado com o vírus do analfabetismo científico, que faz com que hoje muitos acreditem em explicações místicas e ficções, como a passagem de extraterrestres pela Terra, a força dos cristais, a meditação transcendental, a existência de Atlântida e as profecias de Nostradamus, Sagan reafirma o poder positivo e benéfico da ciência e da tecnologia, revidando com informações surpreendentes, transmitidas de forma clara e irreverente.”


Nova Inquisição, A (Racionalismo irracional e a fortaleza da ciência)

Robert Anton Wilson (1932-2007), 1986


O autor foi um polêmico escritor e filósofo, defensor do agnosticismo.

MADRAS EDITORA (2004), 272 pág.

  “Com o termo Nova Inquisição, eu pretendo designar certos hábitos de repressão e intimidação que, atualmente, estão se tornando cada vez mais lugares-comuns na comunidade científica. Com o termo novo Ídolo, pretendo designar as rígidas crenças que formam a superestrutura ideológica da Nova Inquisição. Por fim, com o termo Novo Agnosticismo, pretendo designar uma atitude da mente que previamente fora denominada “modelo agnóstico”, que aplica esse princípio agnóstico não somente ao conceito de “Deus”, mas às idéias de todos os tipos em todas as áreas do pensamento e da ideologia.”

NOTA : Texto excelente, onde o autor questiona – muitas vezes de forma irônica – o ceticismo e materialismo extremados ou “fundamentalistas”. Totalmente recomendado para quem se interessa pela Ciência e sua base filosófica. Ao ler o livro, pensei em como seria interessante um debate entre o autor e o Dr. Richard Dawkins.


O Que Jesus Disse ? O Que Jesus Não Disse ?

Bart D. Ehrman, 2005


O autor é professor de estudos da religião da Universidade da Carolina do Norte e uma autoridade nas pesquisas sobre a Bíblia e Jesus. Já foi destaque da revista Time e participou de programas da NBC, da CNN e do History Channel. Tem mais de vinte livros publicados. Para outras informações, visite www.bartdehrman.com.

EDITORA NOVA FRONTEIRA, 239 pág.

  “Quando o autor começou a estudar os textos da Bíblia em suas línguas originais, ficou atônito ao descobrir a quantidade de erros e alterações intencionais feitas pelos tradutores antigos.
  Neste livro, Ehrman demonstra o grande impacto que esses ‘erros’ tiveram sobre a Bíblia que usamos hoje. Ele constrói seu relato com reflexões pessoais acerca de como o estudo dos manuscritos gregos o levou a abandonar sua ultraconservadora perspectiva bíblica de outrora, abrindo espaço para uma leitura mais isenta e interessante.
  A tentativa de chegar o mais próximo da mensagem original dos Evangelhos é um verdadeiro quebra-cabeça, no qual a etimologia, a história e a arqueologia são as ferramentas.”


Parte Divina do Cérebro, A (Uma interpretação científica de Deus e da espiritualidade)

Matthew Alper, 2006


EDITORA BEST SELLER, 301 pág.

  “Aclamado por especialistas de diversas áreas da ciência, A Parte Divina do Cérebro tornou-se um dos grandes clássicos cult da atualidade. Matthew Alper apresenta uma argumentação ao mesmo tempo racional e estarrecedora para provar que o cérebro é programado para acreditar em Deus. Fazendo uso de uma lógica inabalável, o autor explica como o ser humano herda, a cada geração, um mecanismo evolutivo que lhe permite lidar com seu maior medo : a morte...”

NOTA : O autor se baseia muito nas recentes descobertas da neurociência.


Ponto de Mutação, O (A Ciência, a Sociedade e a Cultura emergente)

Fritjof Capra, 1982


O autor é físico e teórico de sistemas.

EDITORA PENSAMENTO – CULTRIX (2009, 28ª. Edição), 447 pág.

  “Em O Tao da Física, Fritjof Capra desafiou a sabedoria convencional ao demonstrar os surpreendentes paralelos existentes entre as mais antigas tradições místicas e as descobertas da Física do século XX. Agora, em O Ponto de Mutação, ele mostra como a revolução da Física moderna prenuncia uma revolução iminente em todas as ciências e uma transformação da nossa visão do mundo e dos nossos valores.
  Com uma aguda crítica ao pensamento cartesiano na Biologia, na Medicina, na Psicologia e na Economia, Capra explica como a nossa abordagem, limitada aos problemas orgânicos, nos levou a um impasse perigoso, ao mesmo tempo em que antevê boas perspectivas para o futuro e traz uma nova visão da realidade, que envolve mudanças radicais em nossos pensamentos, percepções e valores.”


Psicologia Integral (Consciência, Espírito, Psicologia, Terapia)

Ken Wilber, 2000


O autor está entre os mais conhecidos e influentes filósofos norte-americanos do nosso tempo, respeitado por criar uma verdadeira filosofia mundial. Ele é reconhecido como um importante representante da psicologia transpessoal, que surgiu da psicologia humanista no final da década de 1960 e que se interessa fundamentalmente pela inclusão da dimensão espiritual do ser humano.

EDITORA PENSAMENTO-CULTRIX (2ª. Edição, 2007), 312 pág.

  “A meta de uma “psicologia integral” é levar em conta e abarcar todos os aspectos legítimos da consciência humana. Este livro apresenta um dos primeiros modelos realmente integrativos da consciência, da psicologia e da terapia. Fundamentando-se em centenas de fontes orientais e ocidentais, antigas e modernas, Wilber cria um modelo psicológico que inclui ondas e correntes de desenvolvimento, estados de consciência e do eu, e analisa o curso de cada um deles, desde o subconsciente, passando pelo autoconsciente e indo até o superconsciente...”


Pura Picaretagem (Como livros de esoterismo e autoajuda distorcem a Ciência para te enganar)

Daniel Bezerra e Carlos Orsi, 2013


Daniel Bezerra é bacharel em física pela UERJ e tradutor. Escreve sobre ciência e faz resenhas de livros para o site Amalgama.blog.br.
Carlos Orsi é escritor e jornalista. Escreve sobre ciência, literatura e sociedade no blog carlosorsi.blogspot.com.


TEXTO EDITORES (2013), 171 pág.

  “O poder da mente pode mesmo fazer as coisas se concretizarem ? Pode aliviar males ou até mesmo curar problemas de saúde? É possível enriquecer ou se tornar famoso pensando positivo?
  Você certamente já ouviu alguém dizer sim a alguma dessas perguntas. Com as surpreendentes descobertas da Física Quântica, muitos ‘picaretas’ passaram a afirmar que ela justificaria diversos pressupostos esotéricos ou religiosos. Inúmeros livros começaram a circular com títulos como cura quântica, ativismo quântico, metafísica quântica ou coisas do tipo.
  Mas o que seria, realmente, a Física Quântica e que tipos de fenômenos ela poderia explicar? Isso é o que os autores buscam responder neste livro. Aqui você vai conhecer um pouco mais sobre a verdadeira Física Quântica e aprender a se proteger das mais criativas picaretagens!
  O quantum nos concedeu maravilhas científico-tecnológicas, mas cada um desses avanços foi resultado dos esforços de cientistas e engenheiros trabalhando com os pés firmemente fincados no ‘paradigma científico-materialista’, e não do poder de seus pensamentos.”

NOTA : Bom texto e de fácil leitura.


Quem Escreveu a Bíblia ?

Bart D. Ehrman, 2011


O autor é professor de estudos da religião da Universidade da Carolina do Norte e uma autoridade nas pesquisas sobre a Bíblia e Jesus. Já foi destaque da revista Time e participou de programas da NBC, da CNN e do History Channel. Tem mais de vinte livros publicados. Para outras informações, visite www.bartdehrman.com.

EDITORA NOVA FRONTEIRA PARTICIPAÇÕES, 287 pág.

  "Entre os estudiosos da Bíblia, é muito comum a crença de que na Antiguidade era aceitável escrever um texto usando o nome de outra pessoa. Mas o consagrado autor Bart D. Ehrman prefere dar a isso o seu verdadeiro nome: falsificação literária, uma prática, ao contrário do que afirmam, tão condenada nos tempos antigos quanto hoje. Neste livro, Ehrman nos traz o resultado de suas recentes pesquisas, que mostram como a falsificação era usada na Antiguidade com o objetivo de estabelecer a Igreja e rebater os ataques à fé. O autor defende e apresenta argumentos de que alguns livros do Novo Testamento são, na verdade, fraudes. Mas, se alguns livros da Bíblia não foram escritos por aqueles que acompanhavam Jesus – e sim por pessoas que nasceram décadas depois, com diferentes propósitos envolvendo comunidades rivais –, como isso afeta a autoridade das Escrituras ?
  ...A obra nos faz pensar nos fatores que levaram à escolha final de que livros entrariam na Bíblia, quais entre eles são falsos, os motivos que levariam alguém a se passar por Pedro, Mateus ou Paulo, e o impacto que tudo isso teve no cristianismo como conhecemos hoje."

NOTA : Texto excelente, indicado para quem deseja esclarecimentos sobre a confiabilidade da Bíblia. Apesar do título em português, o foco do livro é o Novo Testamento.


Síntese da Teologia Católica (Imprimi Potest 1963)

Padre Pedro Cerruti S. J.


Editado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

Origem Histórica do Cristianismo (Volume 1)

Cap. I - As várias Fontes escritas (judaicas, pagãs e cristãs)
Cap. II - O valor histórico dos Evangelhos (Teses I a IV)
Cap. III - Historicidade dos Atos dos Apóstolos e das Epístolas Paulinas (Teses V e VI)

A Origem Divina do Cristianismo (Volume 2)

Cap. I - O Testemunho interno da Doutrina Cristã (Tese VII)
Cap. II - O Testemunho de Cristo (Teses VIII a X)
Cap. III - O Valor do Testemunho de Cristo (Teses XI a XVI)
Cap. IV - O Testemunho histórico do Cristianismo (Teses XVII a XIX)


Sobre o Islã (A afinidade entre muçulmanos, judeus e cristãos e as origens do terrorismo)

Ali Kamel, 2007


O autor é jornalista e sociólogo.

EDITORA NOVA FRONTEIRA, 319 pág.

  “Depois do 11 de Setembro, Islã e terrorismo transformaram-se quase em sinônimos na mídia internacional – uma distorção que vem sendo reproduzida em inúmeros livros e artigos publicados após o atentado. À diferença dessa bibliografia repetitiva, Sobre o Islã é um livro inovador, escrito com seriedade e responsabilidade, um texto fundamental para compreender, como propõe diretamente seu subtítulo, a afinidade entre muçulmanos, judeus e cristãos e as origens do terrorismo.
  Ali Kamel reafirma aqui a disposição de discutir, com rigor e independência intelectual, um tema tão espinhoso quanto o preconceito racial, abordado em seu livro anterior, Não Somos Racistas, publicado em 2006 pela Nova Fronteira. Se a nota dominante daquele era a polêmica, em Sobre o Islã prevalece a exposição, clara e didática, dos movimentos históricos de fundação da cultura islâmica...”

NOTA : Livro excelente, ideal para se obter uma boa idéia do que é a religião muçulmana, o surgimento dos Estados muçulmanos, além, é claro, da questão das bases religiosas e ideológicas do terrorismo islâmico. É fornecida também uma extensa bibliografia.
Parte I : De Adão a Maomé (7 capítulos)
Parte II : Sunitas e xiitas (4 capítulos)
Parte III : O Islã não é violento (3 capítulos)
Parte IV : As origens do terror islâmico (7 capítulos)
Parte V : Algumas perguntas sobre a Guerra do Iraque (8 capítulos)


Tao da Física, O (Um paralelo entre a Física Moderna e o Misticismo Oriental)

Fritjof Capra, 1975, 1983


O autor é físico e teórico de sistemas.

EDITORA PENSAMENTO – CULTRIX (2010, 26ª. Edição), 274 pág.

  “Este livro analisa as semelhanças – notadas recentemente, mas ainda não discutidas em toda a sua profundidade – entre os conceitos subjacentes à física moderna e as idéias básicas do misticismo oriental. Com base em gráficos e em fotografias, o autor explica de maneira concisa as teorias da física atômica e subatômica, a teoria da relatividade e a astrofísica, de modo a incluir as mais recentes pesquisas, e relata a visão de um mundo que emerge dessas teorias para as tradições místicas do Hinduísmo, do Budismo, do Taoísmo, do Zen e do I Ching.
  O autor, que é pesquisador e conferencista experiente, tem o dom notável de explicar os conceitos da física em linguagem acessível aos leigos. Ele transporta o leitor, numa viagem fascinante, ao mundo dos átomos e de seus componentes, obrigando-o quase a se interessar pelo que está lendo. De seu texto, surge o quadro do mundo material não como uma máquina composta de uma infinidade de objetos, mas como um todo harmonioso e “orgânico”, cujas partes são determinadas pelas suas correlações...”

NOTA : Imperdível. Além da instigante idéia de comparar conceitos fundamentais da Física atual com idéias das várias correntes do misticismo oriental, Fritjof Capra consegue explicar com extrema clareza as difíceis proposições da Física Relativística e da Física Quântica, nada ficando a dever em qualidade de texto aos saudosos Isaac Asimov e Carl Sagan.


Uma Teoria de Tudo (A Theory of Everything)

Ken Wilber, 2000


O autor está entre os mais conhecidos e influentes filósofos norte-americanos do nosso tempo, respeitado por criar uma verdadeira filosofia mundial. Ele é reconhecido como um importante representante da psicologia transpessoal, que surgiu da psicologia humanista no final da década de 1960 e que se interessa fundamentalmente pela inclusão da dimensão espiritual do ser humano.

EDITORA PENSAMENTO - CULTRIX (4ª. edição, 2009), 183 pág.

  “Esta obra é uma visão concisa e abrangente do pensamento revolucionário de Ken Wilber e da sua aplicação no mundo atual. Em linguagem clara, não-técnica, Wilber apresenta os modelos mais atuais que integram os domínios do corpo, da mente, da alma e do espírito. Wilber demonstra como essas teorias podem ser aplicadas nos problemas do mundo real, nos campos da economia, da política, da medicina e da educação. Ele também apresenta práticas diárias que podem ser usadas pelos leitores a fim de aplicar essa visão integral no seu dia-a-dia.”


Variedades da Experiência Científica (Uma visão pessoal da busca por Deus)

Carl Sagan (1934-1996), 2006


O autor foi astrônomo, um dos mais notáveis divulgadores da Ciência e também crítico incansável das pseudociências.

COMPANHIA DAS LETRAS (2008), 302 pág.

  “Este livro, coletânea póstuma das palestras sobre teologia natural proferidas pelo astrofísico Carl Sagan na Escócia em 1985, proporciona ao leitor o privilégio de uma experiência íntima com o grande mestre da popularização da ciência. As páginas nos levam aos auditórios lotados da Universidade de Glascow, onde Sagan discorreu sobre os bilhões e bilhões de mundos que existem no universo, sobre os mistérios da Criação, sobre os equívocos provocados pela mente humana, sobre a busca da verdade, sobre sua visão pessoal de Deus.
  O autor de Contato, grande defensor do empenho para vasculhar o espaço à procura de vida inteligente, acreditava na existência de seres superiores, e portanto não descartava Deus como hipótese. Sua ressalva, entretanto, era ao fato de as religiões tradicionais basearem-se num conhecimento de quase 2 mil anos para fazer afirmações definitivas sobre questões que fogem a sua alçada, como as ligadas à astronomia...”


Zelota (A vida e a época de Jesus de Nazaré)

Reza Aslan, 2013


O autor é especialista em temas religiosos, formado em Harvard e na Universidade da Califórnia. Estudou o Novo Testamento, grego bíblico, história, sociologia e teologia das religiões. Publicou três livros. O primeiro, No god but God, foi traduzido para treze línguas e considerado um dos cem livros mais importantes dos anos 2000. Nascido no Irã, ele vive entre Nova York e Los Angeles.

JORGE ZAHAR EDITOR (2013), 303 pág.

  “Dois mil anos atrás, um pregador judeu atravessou a Galiléia realizando milagres e reunindo seguidores para estabelecer o que chamou de ‘Reino de Deus’. Assim, lançou um movimento revolucionário tão ameaçador à ordem estabelecida que foi capturado, torturado e executado como um criminoso de Estado. Seu nome era Jesus de Nazaré. Poucas décadas após sua morte, seus seguidores o chamariam de ‘o Filho de Deus’.
  Com uma prosa envolvente, baseada em pesquisa meticulosa, o escritor e especialista em religião Reza Aslan mergulha na turbulenta época em que Jesus viveu, reconstruindo com maestria a Palestina do século I em busca do Jesus histórico. Ao fazê-lo, encontra um rebelde carismático que desafiava as autoridades de Roma e a alta hierarquia religiosa judaica – um dos chamados zelotas, nacionalistas radicais que consideravam dever de todo judeu combater a ocupação romana.
  Comparando o Jesus dos evangelhos com o das fontes históricas, Aslan descreve um homem cheio de convicção, paixão e contradições; e aborda as razões por que a Igreja cristã preferiu promover a imagem de Jesus como um mestre espiritual pacífico em vez do revolucionário politicamente conscientizado que ele foi.”

NOTA : Livro excelente, indicado para quem se interessa pela questão do Jesus histórico. O livro irá desagradar a muitos, pois o autor nos apresenta um Jesus despido das pesadas camadas de fantasias místicas incorporadas por seus seguidores.

Veja também : A Vida Privada de Jesus



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17 Equações Que Mudaram o Mundo

Ian Stewart, 2012


O autor é professor da Warwick University, Inglaterra, é conhecido mundialmente por tornar a matemática mais popular, em publicações como Scientific American - na qual tem uma coluna mensal -, Nature e New Scientist. Além disso, é consultor da Encyclopaedia Britannica.

JORGE ZAHAR EDITOR (2012), 404 pág.

  Com seu talento habitual para explicar de modo simples os temas mais intrincados da matemática e da física, o aclamado professor Ian Stewart conta aqui a história da humanidade através de dezessete equações revolucionárias.
  Começando na Grécia antiga, o autor percorre 2.500 anos para demonstrar como essas equações pavimentaram o caminho para enormes avanços científicos, filosóficos e tecnológicos. E como os insights de uma época frequentemente determinam trabalhos de muitos séculos depois.
  Stewart ensina que as equações decorrem de padrões que encontramos à nossa volta. É através delas que somos capazes de dar sentido ao nosso mundo e influenciá-lo. Ele localiza a origem de cada equação apresentada, explica seu momento histórico e elucida o pensamento matemático e filosófico necessário para a sua descoberta.

NOTA : Livro excelente, não pode faltar na biblioteca de quem gosta de Ciência. O primeiro capítulo é dedicado ao Teorema de Pitágoras, e o autor caminha desde essa origem até chegar à geometria do espaço. Todo o livro é assim, em cada capítulo Ian Stewart faz o histórico e explica a equação em título, e mostra as conseqüências deste conhecimento até os dias atuais.


Desvendando o Arco-Íris (Ciência, ilusão e encantamento)

Richard Dawkins, 1998


O autor formou-se pela Universidade de Oxford e deu aulas de zoologia na Universidade da Califórnia em Berkeley. É titular da cátedra de Compreensão Pública da Ciência de Oxford.

COMPANHIA DAS LETRAS (2011), 416 pág.

  “Quando Richard Dawkins leu O mundo assombrado pelos demônios, de Carl Sagan, afirmou que aquele era um livro que gostaria de ter escrito. Neste Desvendando o arco-íris ele dá prosseguimento à cruzada contra os obscurantismos de todo gênero. Inspirando-se num poema de Keats, para quem Newton havia destruído o encanto do arco-íris ao decompô-lo no prisma, Dawkins mostra ao leitor como uma compreensão verdadeiramente profunda da ciência pode constituir não uma inimiga, mas uma aliada dos poetas, em sua busca de temas e inspiração. Explicar racionalmente um fenômeno, afirma, não significa, em absoluto, despi-lo de sua beleza e fascínio.
  Depois de apresentar os processos que levaram à dissecção do arco-íris em luz de diferentes comprimentos de onda, à teoria do eletromagnetismo e à teoria da relatividade espacial, Dawkins investe com as armas do pensamento estatístico e da teoria das probabilidades contra um tipo muito comum de charlatanismo : aquele que, partindo do pressuposto de que a ciência é arrogante e não admite a própria ignorância, aponta um dedo acusador aos cientistas e, com a outra mão, realiza seus truques de prestidigitação para enfiar a mão no bolso dos crédulos.
  Do tema da mistificação circense dos ocultistas de plantão o autor passa ao tema da mistificação na ciência, denunciando os efeitos danosos que a “má poesia” científica (como ele a chama) exerce não apenas sobre o público em geral, mas também nos meios acadêmicos.
  Nos últimos capítulos, Dawkins retoma e faz avançar seus temas diletos : explica de que modo a pressão da seleção natural se dá no nível do gene, e não do organismo individual; como o DNA representa uma descrição codificada dos habitats ancestrais da espécie; de que maneira a mente ordena o mundo sensível segundo padrões em grande parte predeterminados; e como a linguagem e os “genes culturais” – os memes – podem ter disparado o gatilho de uma coevolução auto-alimentadora em nossa espécie, fazendo de nós o que somos hoje.”


Golem, O (O que você deveria saber sobre ciência)

Harry Collins & Trevor Pinch, 1993

EDITORA UNESP, 255 pág.

NOTA : Livro interessantíssimo, com uma visão crítica da Ciência e do método científico.


Grandes Equações, As

Robert P. Crease, 2008


O autor é filósofo e historiador da ciência. Chefe do Departamento de Filosofia da Universidade de Stony Brook, onde coordena o Trust Institute, assina a coluna mensal “Critical Point” da revista Physics World.

JORGE ZAHAR EDITOR (2011), 276 pág.

  “Os primeiros seres humanos viviam sem equações e não precisavam delas. Não havia equações no Jardim do Éden, nem na Árvore do Conhecimento. Não havia equações no paraíso sumério de Dilmun, nem tampouco no Ovo Cósmico que alguns chineses acreditam ter sido usado por P’na Ku para dar origem ao mundo, ou em qualquer dos outros lugares descritos nos mitos de criação. Os seres humanos nem tinham o conceito de equação. Este conceito é uma invenção humana, resultado de nossos esforços para dar sentido ao mundo, E mais : os homens não acordaram certo dia e de repente decidiram que iriam inventar as equações. A necessidade foi surgindo ao longo do tempo, e o conceito de equação, no sentido técnico- científico, só apareceu muito mais tarde na história...”

NOTA : Texto excelente, que pode ser encarado como uma mini-história da Ciência, de Pitágoras a Schrödinger e Heisenberg. Imperdível para quem gosta do tema “Ciência”, ou quer entender como ela funciona.


Impostura Científica em Dez Lições, A

Michel de Pracontal, 2001


O autor é mestre em Matemática e doutor em Ciências da informação sobre divulgação científica. Jornalista científico por mais de duas décadas (desde 1990 no Nouvel Observateur).

EDITORA DA UNESP (2002), 453 pág.

  “Mais de 50% dos franceses acreditam na transmissão de pensamento e na cura por magnetizador; quase a metade confia na astrologia e 35% nos sonhos premonitórios. Como se pode imaginar, esse não é um quadro tipicamente francês e é facilmente identificável no resto da Europa, nos Estados Unidos ou no Brasil. Do horóscopo na internet ao fenômeno “Arquivo X”, da memória da água às “paramedicinas”, da reencarnação às “experiências NDE”, nunca esteve mais viva a paixão pelo irracional.
  O progresso das ciências e das técnicas é acompanhado de um surto das pseudociências e das fraudes científicas. Sábios renomados dão crédito ao teletransporte e à viagem no tempo. Alguns autodidatas inventivos propõem teorias “alternativas” às de Darwin e de Einstein.
  Longe de ser marginal, a impostura científica tornou-se uma nova norma intelectual. O novo homem chega ao século XXI acima do maçante controle da razão. Para se preparar para isso, aqui está o indispensável manual da falcatrua e da bobagem. Tanto o cidadão honesto como o aprendiz de charlatão encontrarão nele todos os conselhos úteis, ilustrados com exemplos concretos e anedotas cativantes.”

NOTA : Ótimo texto, o autor ataca com muita informação e humor ácido tanto as pseudociências quanto a má ciência, isto é, a ciência fraudada ou mal conduzida.


Magia da Realidade, A (Como sabemos o que é verdade)

Richard Dawkins, 2011


O autor nasceu em Nairobi, Quênia, em 1941. Lecionou zoologia na Universidade da Califórnia em Berkeley e na Universidade de Oxford, Inglaterra. Em 2005 foi eleito o mais influente intelectual britânico pela revista Prospect, e nesse mesmo ano assumiu a cátedra Charles Simonyi de Compreensão Pública da Ciência, que ocupou até 2008.

COMPANHIA DAS LETRAS (2012), 273 pág.

  “De que são feitas as coisas ? Por que existe noite e dia, inverno e verão ? Quando e como tudo começou ? Existe vida fora da Terra ?
  A resposta para essas e muitas outras perguntas que fazemos sobre o planeta e o universo pode ser encontrada neste livro divertido e surpreendente sobre os cientistas e suas descobertas. Escrito pelo best-seller mundial Richard Dawkins e com ilustrações do renomado Dave McKean, A Magia da Realidade contrapõe antigos mitos em que muitos ainda acreditam a verdades científicas por vezes desconhecidas para mostrar que a realidade é bem mais impressionante que qualquer invenção.”

NOTA : O livro é muito bem ilustrado e o texto é fácil; parece ter os jovens como público alvo. Formato 25 x 19 cm, capa dura. Algumas pessoas poderão ficar chocadas com o fato de Dawkins citar os mitos da Bíblia em pé de igualdade com mitos gregos, astecas, de tribos africanas ou australianas, etc. Mas do ponto de vista da Ciência está corretíssimo, todos estes mitos têm o mesmo valor perante ela.


Para Explicar o Mundo (A descoberta da ciência moderna)

Steven Weinberg, 2015


O autor é físico teórico e vencedor do prêmio Nobel de física. Membro da National Academy of Sciences e da Royal Society of London, é professor da Universidade do Texas, em Austin.

COMPANHIA DAS LETRAS (2015), 494 pág.

  “...Os cientistas da Antiguidade e da Idade Média não apenas desconheciam o que sabemos hoje sobre o mundo – eles não sabiam o que era preciso conhecer, ou mesmo como descobri-lo.
  Ao longo dos séculos, porém, na luta para resolver mistérios como o movimento dos planetas ou a alta das marés, a ciência moderna encontrou espaço para emergir. Essa é a história que figura no centro deste livro memorável.
  Aristóteles, Descartes, Kepler, Copérnico, Galileu e Isaac Newton são alguns dos protagonistas deste enredo armado com leveza e humor – sem a menor cerimônia, o autor faz um acerto de contas com as contribuições de cada um deles...
  ...Weinberg demonstra de forma primorosa como a emergência do moderno método científico, entendido como um modo de interrogar o mundo em busca de explicações bem fundamentadas e confiáveis, é em si uma descoberta...”

NOTA : Livro excelente, muitíssimo recomendado. Depois do texto principal, o autor apresenta 109 páginas de Notas Técnicas, onde 35 temas são explicados com mais profundidade.


Rivalidades Produtivas (Disputas e brigas que impulsionaram a ciência e a tecnologia)

Michael White, 2001

O autor é jornalista de divulgação científica, foi diretor de estudos científicos em Oxford, consultor do Discovery Channel, editor da revista GQ e colunista do Sunday Express, e já escreveu diversas biografias de cientistas.

EDITORA RECORD, 543 pág.


Sobre as Leis da Física

Richard Feynman, 1965


Richard Philips Feynman (1918-1988) foi o mais importante físico americano da história. Trabalhou em Princeton, em Cornell e no Caltech, na Califórnia. Durante a Segunda Guerra Mundial participou do ultra-secreto Projeto Manhattan, que levou à construção da primeira bomba atômica. Em 1959 introduziu o conceito de nanotecnologia, apontando a possibilidade de manipular a matéria em escala atômica. Desenvolveu a teoria da eletrodinâmica quântica, que unificou o eletromagnetismo, a mecânica quântica e a teoria da relatividade restrita e lhe valeu o Prêmio Nobel em 1965. Deu inúmeras outras contribuições relevantes em diversas áreas, como a física de partículas, a teoria das interações fracas e a superfluidez do hélio líquido. Foi considerado um dos grandes professores de física de todos os tempos.

CONTRAPONTO EDITORA / EDITORA PUC-RIO (2012), 180 pág.

  “As leis da física têm produzido conseqüências imensas na evolução da humanidade. Elas procuram descrever com precisão todos os fenômenos naturais em seu nível mais fundamental. Sobre as Leis da Física interessa a leitores de diferentes áreas porque suscita reflexões sobre conceitos muito importantes e gerais, tais como: já descobrimos a maioria das leis? São elas imutáveis? Que relação têm com a matemática? Obedecem à reversibilidade do tempo? Como tiramos proveito dos princípios de conservação e das leis de simetria? Como passado e futuro se relacionam com a organização dos sistemas físicos? Como o caráter quântico da natureza se expressa através de leis probabilísticas?
  Ninguém melhor do que Feynmam para guiar o leitor nessas reflexões...Suas análises sobre as leis da física são, ao mesmo tempo, profundas e apresentadas com bom humor e simplicidade. Exemplos e analogias criativas não lhe faltam. A linguagem usada neste livro é coloquial e advém de palestras proferidas na Universidade de Cornell...”

NOTA : Livro excelente, indicado para quem deseja compreender o que é Ciência.


<<<>>>   <<<>>>   Criptografia   <<<>>>   <<<>>>


Livro dos Códigos, O (A ciência do sigilo – do antigo Egito à criptografia quântica)

Simon Singh, 1999

O autor é Ph.D. em Física pela Universidade de Cambridge.

EDITORA RECORD, 446 pág.


<<<>>>   <<<>>>   Estatística   <<<>>>   <<<>>>


Andar do Bêbado, O (Como o acaso determina nossas vidas)

Leonard Mlodinow, 2008


O autor tem doutorado em Física pela Universidade da Califórnia, Berkeley, e hoje ensina as teorias da aleatoriedade no Instituto de Tecnologia da Califórnia. Já escreveu para a televisão, tendo colaborado com séries famosas como Star Trek : The Next Generation. É vice-presidente de Tecnologias Emergentes e Pesquisa e Desenvolvimento na Scholastic Inc.

JORGE ZAHAR EDITORA, 261 pág.

  “...Mais do que uma visão geral sobre aleatoriedade, sorte e probabilidade, este livro oferece uma nova maneira de ver o mundo. E lembra que muitas coisas em nossas vidas são tão previsíveis quanto o próximo passo de um bêbado depois de uma noitada...”

NOTA : Livro excelente, ótimo texto. Ao longo de dez capítulos, o autor explica os conceitos básicos do cálculo das probabilidades e conta a história da matemática dos eventos aleatórios.


Freakonomics (O lado oculto inesperado de tudo que nos afeta)

Steven D. Levitt & Stephen J. Dubner, 2005

EDITORA CAMPUS, 254 pág.

  “FREAKONOMICS levanta esta premissa heterodoxa : se a moralidade representa o modo como gostaríamos que o mundo funcionasse, a Economia representa o modo como ele realmente funciona. É verdade que os leitores vão tirar deste livro enigmas e histórias para entreter interlocutores em muitas festas, mas FREAKONOMICS traz mais que isso. Ele redefine a maneira como encaramos o mundo.”


SuperFreakonomics (O lado oculto do dia a dia)

Steven D. Levitt & Stephen J. Dubner, 2009

EDITORA CAMPUS, 247 pág.

  “O ramo da Economia que trata de questões como inflação, recessões e choques financeiros é a macroeconomia. Quando a economia vai bem, os macroeconomistas são exaltados como heróis; quando não, levam boa parte da culpa. Em ambos os casos, as manchetes se concentram neles.
  Mas depois de ler SuperFreakonomics, você descobrirá que existem os microeconomistas, como Steven D. Levitt e Stephen J. Dubner, que questionam o convencional, explorando o lado oculto de tudo, e fazem perguntas não só difíceis, mas também inesperadas, como :

* O que é mais perigoso : dirigir ou andar a pé bêbado ?
* Porque prostituta de rua é como Papai-Noel de shopping ?
* Porque os médicos não lavam as mãos ?
* Qual é a melhor maneira de pegar um terrorista ?
* Será que a televisão provocou aumento na criminalidade ?
* O que os furacões, os ataques cardíacos e as mortes em rodovias têm em comum ?
* As pessoas são motivadas por altruísmo ou por egoísmo ?
* Quem cria mais valor ? O cafetão ou o corretor de imóveis ?
* Comer carne de canguru pode salvar o planeta ?"


<<<>>>   <<<>>>   Física   <<<>>>   <<<>>>


Ano Miraculoso de Einstein, O (Cinco artigos que mudaram a face da física)

John Stachel, 1998


O autor é professor de física e diretor do Center For Einstein Studies da Universidade de Boston.

EDITORA UFRJ, 222 pág.

  “Depois de 1905 – o ano miraculoso de Einstein – a física nunca mais seria a mesma. Naqueles doze meses, Einstein quebrou muitas convicções científicas em cinco grandes ensaios que o colocariam na posição de principal físico do mundo. E pela primeira vez um livro traz esses ensaios em formato acessível. A introdução de John Stachel explica seu desenvolvimento e sua significância histórica...”

NOTA : Mesmo sendo os cinco artigos de difícil leitura, principalmente devido à pesada matemática envolvida, o livro vale a pena porque cada artigo é precedido de ótimos comentários e explicações feitos pelo autor do livro, John Stachel, que aliás é professor. Os artigos são :

Artigo 1 : Uma nova determinação das dimensões moleculares.
Artigo 2 : Sobre o movimento de pequenas partículas em suspensão dentro de líquidos em repouso, tal como exigido pela teoria cinético-molecular do calor.
Artigo 3 : Sobre a eletrodinâmica dos corpos em movimento.
Artigo 4 : A inércia de um corpo depende de seu conteúdo de energia ?
Artigo 5 : Sobre um ponto de vista heurístico a respeito da produção e transformação da luz.


Breve História do Infinito, Uma (Dos paradoxos de Zenão ao universo quântico)

Richard Morris, 1997


Richard Morris é autor de mais de uma dezena de livros que explicam as maravilhas e as complexidades do mundo científico.

JORGE ZAHAR EDITOR (1998), 229 pág.

  “Há aproximadamente 2.500 anos, ao propor seu famoso paradoxo envolvendo Aquiles e a Tartaruga, o filósofo Zenão de Eléia tocou no cerne de um dos mais duradouros e enigmáticos problemas da ciência : como definir o infinito ? Desde então, nossos maiores filósofos naturais, lógicos, matemáticos e cientistas, de Aristóteles a Stephen Hawking, têm se visto aturdidos – e provocados – pela infinidade.
  ...Começando com problemas lógicos simples, para chegar às mais recentes teorias cosmológicas, Morris revela como esses mesmos problemas da infinidade contribuíram para a geração de teorias científicas tão inovadoras quanto a relatividade e a mecânica quântica. Embora sob muitos aspectos o infinito permaneça tão desnorteante hoje quanto o foi na Antiguidade, os cientistas estão investigando a natureza de nosso universo cada vez mais profundamente – e tendo vislumbres fugazes do infinito – por meios que os antigos jamais poderiam ter imaginado...”


Círculo do Tempo, O (Um olhar científico sobre viagens não-convencionais no tempo)

Mário Novello, 1997


O autor é brasileiro, Doutor em Física pela Universidade de Genebra (Suíça) e pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), onde coordena a seção brasileira do Centro Internacional de Astrofísica Relativista (Icra), com sede em Pescara, Itália.

EDITORA CAMPUS (2000), 157 pág.

  “...O autor é um cientista, e como tal, entre a sofisticação da matemática e as alternâncias do movimento da física, por exemplo, se apropria das curvas do tempo, que violam as nossas certezas, que envolvem a questão temporal, a de que um corpo só pode viajar para o futuro, afastando-se do passado. Gödel introduz a curva tipo-tempo fechada, que torna possível descrever tecnicamente o que se chama viagem ao passado. E à diferença do pensamento antigo, que subjugava o tempo às variáveis do movimento, existem curvas aceleradas, que tornam possível a um observador que se movimente sobre uma delas retornar a seu passado...”

NOTA : O livro apresenta uma abordagem muito interessante das viagens no tempo sob a ótica da Ciência. No entanto o leigo não familiarizado com a física moderna poderá achar difícil o texto.


Criação Imperfeita (Cosmo, Vida e o Código Oculto da Natureza)

Marcelo Gleiser, 2010


O autor é físico e professor de Filosofia Natural e de Física e Astronomia no Dartmouth College, onde dirige um grupo de pesquisa em física teórica. Participa com freqüência de documentários para a TV no Brasil e no exterior.

EDITORA RECORD (2010), 366 pág.

  “Às vezes, para enxergarmos mais longe, temos que olhar por cima dos muros que nos cercam. Durante milênios, magos e filósofos, crentes e céticos, artistas e cientistas vêm tentando decifrar o enigma da existência, convencidos de que a incrível diversidade do mundo natural tem uma origem única, que a tudo engloba. A essência dessa busca é a convicção de que, de alguma forma, tudo está interligado, de que existe uma unidade conectando todas as coisas. Para representar esta unidade, a maioria das religiões invoca uma entidade divina que transcende os limites do espaço e do tempo, um ser com poderes absolutos que criou o mundo e que controla, com maior ou menor arbítrio, o destino da humanidade. Todos os dias, bilhões de pessoas vão a templos, igrejas, mesquitas e sinagogas dedicar preces ao seu Deus, a fonte de todas as coisas. Não muito longe dos templos, em universidades e laboratórios, cientistas tentam explicar as várias facetas do mundo natural a partir de uma noção surpreendentemente semelhante : que a aparente complexidade da Natureza é, na verdade, manifestação de uma unidade profunda em tudo o que existe.
  Neste livro, veremos que a crença numa teoria física que propõe uma unificação do mundo material – um código oculto da Natureza – é a versão científica da crença religiosa na unidade de todas as coisas...”

NOTA : Texto excelente, em que o autor faz uma crítica do pensamento científico, começando por origens filosóficas e religiosas desde a Antiguidade. Imperdível.


Física de Jornada nas Estrelas, A

Lawrence M. Krauss, 1995


O autor é professor de Física e Astronomia no Ambrose Swasey e chefe do Departamento de Física da Universidade Case Western Reserve.

MAKRON BOOKS DO BRASIL EDITORA (1996), 151 pág.

  “...Como o universo de Jornada nas Estrelas se encaixa no universo real ? Descubra os erros e acertos científicos dos criadores do seriado neste fascinante guia escrito por um renomado físico teórico.
  Qualquer um que já se tenha perguntado “Mas isso pode mesmo acontecer?” obterá explicações úteis sobre o universo de Jornada nas Estrelas (e também sobre o mundo real da Física) através deste interessante e acessível guia. O autor vai audaciosamente onde Jornada nas Estrelas foi – e até mais além. Ele utiliza o futuro de Jornada nas Estrelas como uma plataforma de lançamento para discutir os temas atuais da Física moderna. De Newton a Hawking, de Einstein a Feynman, de Kirk a Picard, Krauss o levará a uma viagem ao mundo da física tal como o conhecemos e tal como ele um dia poderá ser.
  Com um prefácio escrito pelo mais famoso Trekker (e único bit-jogador da Nova Geração) Stephen Hawking, e incluindo uma seção sobre os dez maiores erros de Jornada nas Estrelas selecionados por ganhadores do Prêmio Nobel de física e outros Trekkers dedicados, este é um volume que acrescenta toda uma nova dimensão a seu prazer de assistir à série e de apreciar o universo em que vivemos.”

NOTA : O livro é excelente, mas pessoas não familiarizadas com a série terão certa dificuldade com as citações do texto.


Física do Impossível

Michio Kaku, 2008


O autor é um dos mais eminentes cientistas dos nossos dias, é professor de Física Teórica na City University e no City College, em Nova York. É autor de vários livros de divulgação científica e responsável por dois programas semanais em rádios dos Estados Unidos. Kaku já participou de programas televisivos e organiza séries e documentários para a BBC e o History Channel.

EDITORA ROCCO (2010), 318 pág.

  “...Recorrendo à ficção científica, Kaku analisa os fundamentos científicos de utopias como a invisibilidade, o contato com ETs e os universos paralelos, explorando possibilidades e limites de acordo com as leis atuais da Física. As tecnologias são divididas em três categorias : Classe I, para as viáveis nos próximos séculos, Classe II, para aquelas que têm alguma chance nos próximos milênios, e Classe III, para aquelas que provavelmente permanecerão como delírios da mente humana...”

NOTA : O livro também atende ao objetivo de apresentar um panorama geral da Física e Cosmologia atuais (até 2008).


Física Moderna (Origens clássicas e fundamentos quânticos)

Francisco Caruso & Vitor Oguri, 2006


Francisco Caruso (brasileiro) tem formação na área de Física de Partículas, obteve o doutorado em 1989, na Universidade de Turim. É autor de mais de uma centena de publicações, incluindo artigos na área de Fenomenologia, de História e Filosofia da Física e de Divulgação Científica. Editou, com diferentes colaboradores, 13 livros nos últimos 12 anos.
Vitor Oguri (brasileiro) tem formação na área de Física, obteve seu doutorado em 1995, no CBPF. É físico experimental de Altas Energias, e já publicou mais de uma centena de artigos científicos.


ELSEVIER EDITORA (2006), 608 pág. (Formato 28 x 21 cm)

Capítulos :
1 - A estrutura da matéria : concepções filosóficas na Antiguidade
2 - As origens do atomismo científico : contribuições da Química
3 - O atomismo na Física : o triunfo do mecanicismo
4 - O movimento browniano e a hipótese molecular
5 - A natureza da luz : concepções clássicas
6 - A Eletrodinâmica e a Teoria da Relatividade Restrita de Einstein
7 - A desconstrução do átomo : algumas evidências do século XIX
8 - Os raios catódicos : a descoberta do elétron e dos raios X
9 - A Radioatividade
10 - A radiação de corpo negro e o retorno à concepção corpuscular da luz
11 - Os modelos atômicos clássicos
12 - Os modelos quânticos do átomo
13 - A Mecânica Quântica Matricial
14 - A Mecânica Quântica Ondulatória
15 - Aplicações da equação de Schrödinger
16 - A equação de Dirac
17 - Os indivisíveis de hoje

  “Um dos maiores legados da história da humanidade é a construção do que se pode chamar de cosmovisão científica : um novo olhar sobre a Natureza, ou seja, sobre a Physis, tal qual era entendida pelos gregos. A origem do processo de construção dessa cosmovisão, lento e fascinante, corresponde à origem e ao florescimento da Filosofia e da Física na Grécia antiga. É importante compreender que esse momento histórico assinala o início de uma drástica mudança de atitude do homem com relação à Physis, de grande relevância para o pensamento ocidental, que se refletirá mais tarde, de forma marcante, na Física Moderna. É nesse período riquíssimo, de quase dois séculos, que tem início e se concretiza a ruptura com a concepção mitopoética da natureza, até então predominante, e afirmam-se alguns traços que marcarão a trajetória cultural do Ocidente. Por um lado, a busca de uma visão da Physis baseada em relações causais, estabelecidas a partir da razão, cujo expoente máximo foi Aristóteles de Estagira. Por outro, a idéia de simplicidade manifestada desde quando se buscou compreender racionalmente a natureza a partir de um único princípio, de uma matéria primordial organizada pela ação dos contrários e, finalmente, a idéia norteadora de que existe um Cosmos, termo grego que significa um todo organizado.” (1º parágrafo do Capítulo 1)

NOTA : O livro, escrito por dois brasileiros, é uma excelente indicação para quem deseja se aprofundar no conceito de “matéria”, tal como é entendida pela Ciência atual. Há bastante Matemática Superior, mas isso não é impeditivo para o leigo, pois os conceitos são explicados com grande detalhe, e a parte matemática pode ser lida por alto (ou até mesmo evitada).


Fundamentos de Física Conceitual

Paul G. Hewitt, 2009


ARTMED EDITORA (2009), 439 pág.

NOTA : Muito bom, indicado para consultas rápidas sobre qualquer tópico de Física.


Grande Projeto, O (Novas respostas para as questões definitivas da vida)

Stephen Hawking e Leonard Mlodinow, 2010


EDITORA NOVA FRONTEIRA, 150 pág.

  “Quando e como surgiu o universo ? Por que estamos aqui ? Por que existe algo em vez de nada ? Por que as leis da natureza se alinharam de tal forma que permitisse a existência de seres como nós ? E, afinal, o “grande projeto” do nosso universo seria a evidência de um Criador benevolente operando as engrenagens – ou será que ciência oferece outra explicação ? Em seu novo livro, Stephen Hawking e Leonard Mlodinow apresentam as teorias científicas mais recentes envolvendo os mistérios do universo, numa linguagem compreensível e marcada tanto pelo brilhantismo quanto pela simplicidade.”

NOTA : O livro é interessante, mas no todo, decepcionante para uma parceria do calibre  Hawking/Mlodinow. Não é nada que se compare ao “O Tecido do Cosmo”, também nesta lista. E o argumento de que o conhecimento científico torna obsoleto o conceito de um Deus criador já é muito batido e nem abalaria qualquer teólogo.

Veja mais sobre o livro : Criação Sem Criador


Sobre as Leis da Física

Richard Feynman, 1965


Richard Philips Feynman (1918-1988) foi o mais importante físico americano da história. Trabalhou em Princeton, em Cornell e no Caltech, na Califórnia. Durante a Segunda Guerra Mundial participou do ultra-secreto Projeto Manhattan, que levou à construção da primeira bomba atômica. Em 1959 introduziu o conceito de nanotecnologia, apontando a possibilidade de manipular a matéria em escala atômica. Desenvolveu a teoria da eletrodinâmica quântica, que unificou o eletromagnetismo, a mecânica quântica e a teoria da relatividade restrita e lhe valeu o Prêmio Nobel em 1965. Deu inúmeras outras contribuições relevantes em diversas áreas, como a física de partículas, a teoria das interações fracas e a superfluidez do hélio líquido. Foi considerado um dos grandes professores de física de todos os tempos.

CONTRAPONTO EDITORA / EDITORA PUC-RIO (2012), 180 pág.

  “As leis da física têm produzido conseqüências imensas na evolução da humanidade. Elas procuram descrever com precisão todos os fenômenos naturais em seu nível mais fundamental. Sobre as Leis da Física interessa a leitores de diferentes áreas porque suscita reflexões sobre conceitos muito importantes e gerais, tais como: já descobrimos a maioria das leis? São elas imutáveis? Que relação têm com a matemática? Obedecem à reversibilidade do tempo? Como tiramos proveito dos princípios de conservação e das leis de simetria? Como passado e futuro se relacionam com a organização dos sistemas físicos? Como o caráter quântico da natureza se expressa através de leis probabilísticas?
  Ninguém melhor do que Feynmam para guiar o leitor nessas reflexões...Suas análises sobre as leis da física são, ao mesmo tempo, profundas e apresentadas com bom humor e simplicidade. Exemplos e analogias criativas não lhe faltam. A linguagem usada neste livro é coloquial e advém de palestras proferidas na Universidade de Cornell...”

NOTA : Livro excelente, indicado para quem deseja compreender o que é Ciência.


Tao da Física, O (Um paralelo entre a Física Moderna e o Misticismo Oriental)

Fritjof Capra, 1975, 1983


O autor é físico e teórico de sistemas.

EDITORA PENSAMENTO – CULTRIX (2010, 26ª. Edição), 274 pág.

  “Este livro analisa as semelhanças – notadas recentemente, mas ainda não discutidas em toda a sua profundidade – entre os conceitos subjacentes à física moderna e as idéias básicas do misticismo oriental. Com base em gráficos e em fotografias, o autor explica de maneira concisa as teorias da física atômica e subatômica, a teoria da relatividade e a astrofísica, de modo a incluir as mais recentes pesquisas, e relata a visão de um mundo que emerge dessas teorias para as tradições místicas do Hinduísmo, do Budismo, do Taoísmo, do Zen e do I Ching.
  O autor, que é pesquisador e conferencista experiente, tem o dom notável de explicar os conceitos da física em linguagem acessível aos leigos. Ele transporta o leitor, numa viagem fascinante, ao mundo dos átomos e de seus componentes, obrigando-o quase a se interessar pelo que está lendo. De seu texto, surge o quadro do mundo material não como uma máquina composta de uma infinidade de objetos, mas como um todo harmonioso e “orgânico”, cujas partes são determinadas pelas suas correlações...”

NOTA : Imperdível. Além da instigante idéia de comparar conceitos fundamentais da Física atual com idéias das várias correntes do misticismo oriental, Fritjof Capra consegue explicar com extrema clareza as difíceis proposições da Física Relativística e da Física Quântica, nada ficando a dever em qualidade de texto aos saudosos Isaac Asimov e Carl Sagan.


Tecido do Cosmo, O (O espaço, o tempo e a textura da realidade)

Brian Greene, 2004


O autor graduou-se na Universidade Harvard e doutorou-se na Universidade de Oxford. Em 1990 tornou-se professor da Faculdade de Física de Cornell e, em 1995, recebeu o título de professor catedrático. Em 1996, transferiu-se para a Universidade Columbia, onde hoje é professor de física e matemática. Foi convidado para palestras em mais de 25 países e é responsável por importantes descobertas da teoria das supercordas. Seu primeiro livro, "O Universo Elegante", foi finalista do Prêmio Pulitzer.

COMPANHIA DAS LETRAS (2008), 652 pág.

  “Desde que Copérnico nos ensinou que não é o Sol que gira ao redor da Terra, e sim o contrário, nossa crença em um mundo simples, ordenado e previsível tem sofrido os mais duros golpes. Em O Tecido do Cosmo, Brian Greene, um dos físicos mais importantes da atualidade, discorre sobre os grandes temas da cosmologia através de uma viagem pelo universo que nos faz olhar a realidade de maneira completamente diferente.
  O espaço é uma abstração humana ou uma entidade física ? Porque o tempo tem uma direção ? O universo existiria sem o espaço e o tempo ? O que foi que explodiu no Big-Bang ? Podemos viajar rumo ao passado ? Tomando como guia os conceitos de espaço e tempo, Greene nos conduz ao princípio do mundo e ao futuro mais remoto; às especulações e descobertas de grandes nomes da física como Newton e Einstein; aos limites extremos do universo observável e ao mundo infinitamente pequeno das flutuações quânticas, onde tudo parece se dissolver. Para explicar o Big-Bang, o autor também nos mostra os últimos desenvolvimentos da teoria das supercordas e da Teoria-M, que pretendem chegar a um consenso sobre o comportamento de todas as coisas que existem, da menor partícula ao maior buraco negro.”

NOTA : Texto excelente, um magnífico panorama da Física e Cosmologia atuais.


Universo Elegante, O (Supercordas, dimensões ocultas e a busca da teoria definitiva)

Brian Greene, 1999


O autor graduou-se na Universidade Harvard e doutorou-se na Universidade de Oxford. Em 1990 tornou-se professor da Faculdade de Física de Cornell e, em 1995, recebeu o título de professor catedrático. Em 1996, transferiu-se para a Universidade Columbia, onde hoje é professor de física e matemática. Foi convidado para palestras em mais de 25 países e é responsável por importantes descobertas da teoria das supercordas. Seu primeiro livro, "O Universo Elegante", foi finalista do Prêmio Pulitzer.

COMPANHIA DAS LETRAS (2008), 476 pág.

  “Brian Greene escreve no prefácio deste livro : ‘Nos últimos trinta anos de sua vida, Einstein buscou sem descanso a chamada teoria do campo unificado – uma teoria capaz de descrever as forças da natureza por meio de um esquema único, completo e coerente. [...] Acreditava apaixonadamente que o conhecimento mais profundo do universo revelaria a maior das maravilhas : a simplicidade e a potência dos princípios que o estruturam. Einstein queria iluminar os mecanismos da natureza com uma luz nunca antes alcançada, que nos permitiria contemplar, em estado de encantamento, toda a beleza e a elegância do universo’.
  Como hoje acreditam físicos e matemáticos do mundo inteiro, a teoria das supercordas (ou teoria das cordas, como também é chamada) pode ser essa luz. É a chave para superar a incompatibilidade entre as ‘leis do grande’ – a relatividade geral de Einstein – e as ‘leis do pequeno’ – a mecânica quântica. A promessa revolucionária da teoria das cordas é justamente esta : explicar por um mesmo princípio a enormidade dos espaços siderais e as ínfimas proporções do microcosmos...”

NOTA : Texto excelente, indicado para o leigo que deseja conhecer a teoria das cordas.


Universo Elétrico (A impressionante história da eletricidade)

David Bodanis, 2005

EDITORA RECORD (2008), 291 pág.

  “Em Universo Elétrico, David Bodanis explica as forças maravilhosas que conhecemos como eletricidade e apresenta os virtuoses da ciência que descobriram os seus segredos.
  Durante séculos, a eletricidade foi vista como pouco mais que uma propriedade curiosa de certas substâncias que soltavam faíscas quando em atrito. Então, na década de 1790, Alessandro Volta deu início à investigação científica que proporcionou uma explosão de invenções. Aquela força até então inconseqüente revelou-se responsável por tudo, desde a estrutura do átomo até o funcionamento do nosso cérebro...”


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Montanha de Moluscos de Leonardo da Vinci, A

Stephen Jay Gould (1941-2002), 1998

O autor foi professor de zoologia e de geologia em Harvard e curador da seção de paleontologia invertebrada do Museu de Zoologia Comparada da mesma universidade. Escreveu mais de 20 livros.

COMPANHIA DAS LETRAS, 511 pág.

NOTA : Livro excelente, com 21 ensaios sobre História Natural.


<<<>>>   <<<>>>   Leonardo da Vinci   <<<>>>   <<<>>>


Ciência de Leonardo da Vinci, A

Fritjof Capra, 2007

O autor é físico e teórico de sistemas.

EDITORA PENSAMENTO - CULTRIX, 368 pág.

  “...O meu objetivo é apresentar uma visão coerente do método científico e das realizações do grande gênio da Renascença e avaliá-las da perspectiva do pensamento científico atual. Estudar Leonardo dessa perspectiva não apenas nos permitirá reconhecer na sua ciência um corpo sólido de conhecimento, mas também mostrará porque ele não pode ser entendido sem sua arte, nem sua arte sem a sua ciência...
  ...Tendo estudado em vários de meus livros anteriores as contrapartes modernas à abordagem de Leonardo, conhecidas hoje como teoria da complexidade e teoria dos sistemas, percebi que já era hora de estudar os cadernos de notas de Leonardo seriamente e avaliar seu pensamento científico da perspectiva dos mais recentes avanços da ciência moderna.”


Leonardo da Vinci

Kenneth Clark (1903-1983), 1939


O autor publicou vários livros sobre artes visuais, foi membro honorário do Royal Institute of British Architects e da Royal Academy of Arts. Foi um dos mais famosos historiadores de arte.

EDIOURO PUBLICAÇÕES (2002), 333 pág.

  “Poucos artistas renascentistas foram tão brilhantes e polêmicos quanto Leonardo da Vinci. Mesmo assim, sua capacidade criadora só passou a ser mais bem compreendida depois do lançamento de Leonardo da Vinci, de Kenneth Clark.
  Publicado pela primeira vez em 1939, seu conteúdo mantém-se igualmente vigoroso e atual nos dias de hoje. Ricamente ilustrado, habilmente redigido, o livro mudou a perspectiva da crítica de arte do seu tempo e continua sendo considerado uma leitura obrigatória para a introdução à vida e à obra do genial mestre da Renascença...”


Leonardo : o Primeiro Cientista

Michael White, 2000

O autor é jornalista de divulgação científica, foi diretor de estudos científicos em Oxford, consultor do Discovery Channel, editor da revista GQ e colunista do Sunday Express, e já escreveu diversas biografias de cientistas.

EDITORA RECORD, 361 pág.

  “...Mestre em anatomia, zoologia, botânica, engenharia, urbanismo, Leonardo foi um exímio pesquisador de ótica, hidráulica, equipamentos militares, projetista de instrumentos tão variados como o aqualung, o telescópio e o pára-quedas.
  ...Com esta biografia o autor revela mais que a trajetória do artista que melhor encarnou a idéia “Homem da Renascença”. Mostra a amplitude do talento e das investigações de Leonardo explorando o extraordinário legado de suas pesquisas, minuciosamente anotadas e ilustradas, perdidas por dois séculos depois de sua morte em 1519...”


<<<>>>   <<<>>>   Matemática, Lógica   <<<>>>   <<<>>>


Alice no País dos Enigmas

Raymond Smullyan, 1982


O autor é um renomado matemático e lógico, é professor de filosofia da Universidade de Indiana e da City University of New York. Suas diversas obras incluem volumes de lógica de entretenimento e problemas matemáticos, estudos de lógica dedutiva em xadrez e coletâneas de ensaios filosóficos e aforismos.

JORGE ZAHAR EDITOR (2000), 191 pág.

  “...Raymond Smullyan torna a lançar aqui seus fascinantes desafios, recriando com maestria o universo de Carrol. Não apenas os personagens falam e se comportam exatamente como os originais; também os jogos de palavras, os problemas de lógica e metalógica (lógica da lógica) e os complexos paradoxos filosóficos são típicos do criador de Alice.
  Lidando o tempo todo com o nonsense e a lógica, esses enigmas nos aproximam prazerosamente do mistério da vida, da dificuldade de distinguir verdadeiro e falso, real e irreal. À medida que avançamos na leitura, tomamos mais consciência das peças e dos encaixes que compõem esse grande quebra-cabeça...”

NOTA : O livro é dividido em duas partes, “Enigmas do País das Maravilhas” (5 capítulos) e “A Lógica do Espelho” (7 capítulos). No final são apresentadas as soluções para os enigmas dos capítulos 1 ao 11.


Almanaque das Curiosidades Matemáticas

Ian Stewart, 2008


O autor é professor da Warwick University, Inglaterra, é conhecido mundialmente por tornar a matemática mais popular, em publicações como Scientific American - na qual tem uma coluna mensal -, Nature e New Scientist. Além disso, é consultor da Encyclopaedia Britannica.

JORGE ZAHAR EDITOR (2009), 313 pág.

  “Neste Almanaque das Curiosidades Matemáticas, o professor Ian Stewart oferece ao leitor um conjunto de pílulas de conhecimento, em uma viagem que vai da explicação de por que não se pode dividir por zero e da história de Pitágoras (e seu teorema) até exemplos simples da teoria da complexidade e da complexidade dos juros simples. Números de Fibonacci, efeito borboleta e outros assuntos de que tanto ouvimos falar, nas mãos de Stewart ficam tão fáceis quanto as anedotas com que ele pontua aqui e ali a narrativa.”


Deus É Matemático ?

Mario Livio, 2009


O autor é físico e matemático formado pela Universidade Hebraica de Jerusalém, Ph.D. em Astrofísica. Chefe da divisão científica responsável pelo telescópio espacial Hubble.

EDITORA RECORD (2010) , 347 pág.

  “O Prêmio Nobel Eugene Wigner certa vez se perguntou sobre “a inexplicável efetividade da matemática” na formulação das leis da natureza. Deus é matemático? investiga por que a matemática tem tanto poder. Desde os tempos antigos até o presente, cientistas e filósofos se admiraram de como uma disciplina aparentemente tão abstrata era capaz de explicar perfeitamente o mundo natural. Mais que isso : a matemática com freqüência faz previsões, por exemplo, sobre partículas subatômicas ou fenômenos cósmicos que eram desconhecidos à época, mas que depois demonstraram ser verdadeiros. Afinal de contas, a matemática é inventada ou descoberta ? Se, como afirmava Einstein, a matemática for “um produto do pensamento humano independente da experiência”, como é capaz de descrever com tanta exatidão, e até prever, o mundo que nos cerca ?”


Em Busca do Infinito (Uma história da matemática dos primeiros números à Teoria dos Caos)

Ian Stewart, 2008


O autor é professor da Warwick University, Inglaterra, é conhecido mundialmente por tornar a matemática mais popular, em publicações como Scientific American - na qual tem uma coluna mensal -, Nature e New Scientist. Além disso, é consultor da Encyclopaedia Britannica.

JORGE ZAHAR EDITOR (2014), 383 pág.

  “O progresso da civilização e os avanços em matemática caminham de mãos dadas. Grandes descobertas gregas, árabes e hindus permitiram a navegação pelos oceanos e o desbravamento de novas terras. Telefones celulares não funcionariam sem a estranha idéia de cálculos em dez dimensões, e até mesmo um DVD tocar envolve o uso de álgebra abstrata. Em outras palavras, nossa sociedade não poderia funcionar sem a matemática. Nós a aplicamos em todas as áreas da vida, todos os dias.
  Dos primeiros sistemas numéricos da Antiga Babilônia aos grandes problemas modernos que desafiam as mentes mais brilhantes, o genial escritor e divulgador de ciência Ian Stewart traça uma história surpreendente e divertida deste tema tão deslumbrante e crucial. Por meio de explicações simples, ele nos conduz pelas principais áreas da matemática, resumindo as descobertas científicas mais importantes e sua utilização prática...”


Equação Que Ninguém Conseguia Resolver, A

(Como um gênio da matemática descobriu a linguagem da SIMETRIA)

Mario Livio, 2005


O autor é físico e matemático formado pela Universidade Hebraica de Jerusalém, Ph.D. em Astrofísica. Chefe da divisão científica responsável pelo telescópio espacial Hubble.

EDITORA RECORD, 398 pág.

  “Durante séculos uma equação atormentou os mais brilhantes matemáticos do mundo, que não conseguiam decifrá-la. A tarefa parecia impossível, até que dois jovens prodígios, separadamente, descobriram que ela não poderia ser resolvida pelos métodos tradicionais e revolucionaram a história da matemática. Eles eram o francês Évariste Galois (1811-32) e o norueguês Niels Henrik Abel (1802-29). Além da genialidade, a trajetória dos dois teve outro ponto em comum: ambos morreram jovens, de maneira trágica...
  ...Galois foi assombrosamente criativo e suas idéias mudaram a matemática de maneira profunda. O novo domínio criado por ele, a teoria dos grupos (linguagem matemática que descreve a essência das simetrias e explora suas propriedades), expandiu-se muito além dos limites da matemática pura e entrou no reino das artes visuais, música, física e onde quer que simetrias possam ser encontradas. A simetria permeia objetos e conceitos que vão desde os tapetes persas às moléculas da vida; da música de Bach à escolha do parceiro ideal para se casar; da Capela Sistina à cobiçada “Teoria de tudo” e flocos de neve...”


Janela de Euclides, A (A história da geometria, das linhas paralelas ao hiperespaço)

Leonard Mlodinow, 2001


O autor tem doutorado em Física pela Universidade da Califórnia, Berkeley, e hoje ensina as teorias da aleatoriedade no Instituto de Tecnologia da Califórnia. Já escreveu para a televisão, tendo colaborado com séries famosas como Star Trek : The Next Generation. É vice-presidente de Tecnologias Emergentes e Pesquisa e Desenvolvimento na Scholastic Inc.

GERAÇÃO EDITORIAL (2010), 295 pág.

  “...Das descobertas de Euclides, na Antiguidade, à teoria das cordas e do hiperespaço, Mlodinow vai descortinando as sucessivas descobertas da humanidade, desde o momento em que alguém começou a medir um terreno para cobrar impostos, ou o próprio país, para definir suas fronteiras, até que a humanidade se descobriu medindo a Terra e o Universo...”


Maiores Problemas Matemáticos de Todos os Tempos, Os

Ian Stewart, 2013


O autor é professor da Warwick University, Inglaterra, é conhecido mundialmente por tornar a matemática mais popular, em publicações como Scientific American - na qual tem uma coluna mensal -, Nature e New Scientist. Além disso, é consultor da Encyclopaedia Britannica.

JORGE ZAHAR EDITOR (2014), 390 pág.

  A matemática é uma das maiores conquistas da humanidade, e seus grandes problemas – resolvidos e não resolvidos – sempre guiaram e moveram os maiores cientistas em todo o mundo.
  Neste livro, o aclamado professor Ian Stewart faz uma seleção dos problemas realmente grandiosos, difíceis e desafiadores da matemática, descreve suas origens e explica por que são tão importantes para a ciência como um todo. Alguns ficaram sem resposta por décadas ou mesmo séculos. Há ainda os que estão por ser desvendados.


Mistério do Alef, O (A Matemática, a Cabala e a procura do infinito)

Amir D. Aczel, 2000


EDITORA GLOBO (2003), 218 pág.

  “No fim do século XIX, um brilhante matemático consumia-se em um asilo. Sua maior realização, resultado de uma série de saltos intuitivos, foi o entendimento pioneiro da natureza do infinito. Esta é a história de Georg Cantor : como ele chegou às suas teorias e as repercussões do seu trabalho, cujas conseqüências dão forma ao nosso mundo...”
  “...O trabalho desconcertante e profundamente filosófico de Cantor tem suas raízes nos matemáticos da Grécia antiga e na numerologia judaica, conforme a obra mística conhecida como Cabala. Cantor usou o termo alef - a primeira letra do alfabeto hebraico, com todas as associações místicas concomitantes - para se referir ao número misterioso resultante da soma dos números inteiros positivos. Ele não é o último número positivo porque...não existe último. É o número definitivo do qual estamos sempre nos aproximando : assim como, por exemplo, não existe última fração antes do número um.”


No Mundo dos Números

Isaac Asimov, 1959


Sobre o autor :  www.fantasticfiction.co.uk/a/isaac-asimov

LIVRARIA FRANCISCO ALVES EDITORA (1983), 144 pág.

  “Uma das ciências exatas mais importantes é a matemática. No Mundo dos Números apresenta-a ao leitor da forma mais simples e compreensível.
  Isaac Asimov é um mestre na explicação informal e, apesar de suas abordagens freqüentemente não-convencionais, deixa o leitor com sólidas noções do significado e aplicação dos números.
  Iniciando pela mais simples contagem dos dedos, segue pela utilização do ábaco, onde os números ocupam um lugar físico, e chega ao sistema decimal. Apresenta os logaritmos e até mesmo os números imaginários e finaliza em diversas fronteiras da matemática com uma discussão sobre o infinito e um conceito de um infinito de infinidades.”


Razão Áurea (A história de Φ, um número surpreendente)

Mario Livio, 2002

O autor é físico e matemático formado pela Universidade Hebraica de Jerusalém, Ph.D. em Astrofísica. Chefe da divisão científica responsável pelo telescópio espacial Hubble.

EDITORA RECORD, 333 pág.

  “Mario Livio conta neste livro a história e os mitos sobre o número Φ (fi), ou 1,6180339887...Esta curiosíssima relação matemática, conhecida universalmente como “razão áurea”, ou “proporção divina”, foi definida por Euclides há mais de dois mil anos, em virtude de sua importância na construção do pentagrama, símbolo a que se atribuiu propriedades mágicas. Desde então a razão áurea mostrou-se propensa a aparecer em uma variedade de suportes: espirais das conchas de moluscos, pétalas de girassóis, cristais ou formas de galáxias de bilhões de estrelas. Estudiosos de psicologia investigam se a razão áurea seria a mais prazerosa proporção estética existente...
  ...Razão Áurea relata curiosidades sobre uma série de personalidades fixadas no Φ (fi). Começa com os pitagóricos, defensores da tese de que esta proporção revelaria segredos de Deus. Passa pelo astrônomo Johannes Kepler, que considerava esse número um dos maiores tesouros da geometria, e por pensadores medievais como o matemático Leonardo Fibonacci de Pisa, autor da famosa seqüência Fibonacci. Livio também explora o encantamento de mestres da arte moderna como Debussy, Le Corbusier, Béla Bartók e matemáticos contemporâneos. Com um guia apaixonado pela história das idéias como Mario Livio, mesmo os que detestam números podem experimentar os prazeres das descobertas científicas. Seu trabalho é uma prova viva, como demonstrou Galileu, de que o universo é realmente “escrito” na linguagem da matemática.”


Será Que Deus Joga Dados ? (A nova matemática do caos)

Ian Stewart, 1989


O autor é professor da Warwick University, Inglaterra, é conhecido mundialmente por tornar a matemática mais popular, em publicações como Scientific American - na qual tem uma coluna mensal -, Nature e New Scientist. Além disso, é consultor da Encyclopaedia Britannica.

JORGE ZAHAR EDITOR (2011, 2ª edição), 357 pág.

  “Einstein não acreditava que Deus ‘jogasse dados’. Como os cientistas que o antecederam, ele sempre tentou entender um mundo sem lugar para o acaso. Nossa própria ignorância sobre algumas leis fundamentais, bem como a existência de ‘variáveis ocultas’, explicariam a necessidade de apelarmos para conceitos como probabilidade e acaso na descrição do universo.
  Nas últimas décadas, porém, em vez de se enfraquecerem, esses conceitos se tornaram cada vez mais importantes. A interpretação da escola de Copenhague sobre a teoria quântica, baseada num micromundo essencialmente probabilístico, superou, até aqui, todos os obstáculos, inclusive os colocados pelo próprio Einstein. E a velha mecânica experimenta um surto de renovação teórica exatamente pela descoberta do caos como conceito matemático. Caiu a barreira entre determinismo e acaso. Sistemas simples e submetidos a leis precisas podem evoluir para resultados caóticos, enquanto sistemas aleatórios podem ser capturados por atratores bem definidos, adquirindo comportamento regular.
  Desabou a idéia de um universo regido por leis simples de causa e efeito e descrito nos termos de uma dinâmica clássica que privilegia trajetórias previsíveis. A ciência do complexo mostra que a imprevisibilidade não resulta de nossa ignorância, mas da forma como o mundo existe. Num contexto cósmico em que reinam a lei e a ordem há lugar para o jogo de dados. E vice-versa.”


Solução de Poincaré, A (em busca da forma do Universo)

Donal O’Shea, 2007


O autor é professor de matemática, diretor do corpo docente e presidente de assuntos acadêmicos do Mount Holyoke College, em Massachussets. É especialista em topologia e geometria das singularidades do espaço multidimensional.

EDITORA RECORD (2009), 348 pág.

  “Henri Poincaré, um gigante entre os matemáticos dos séculos XIX e XX, transformou a então nascente área da Topologia - que estuda as propriedades das formas geométricas - num campo poderoso, essencial a toda a matemática e física modernas. E nos legou um problema que trata da forma do Universo e que se encontra no centro da Topologia e Geometria. Concebida em 1904, a conjectura de Poincaré resistiu aos esforços de gerações de matemáticos para prová-la ou negá-la...” sua significância histórica...”

NOTA : A Conjectura de Poincaré foi provada em novembro/2002 pelo matemático russo Grigori Yakovlevich Perelman (1966-), que apresentou uma demonstração da Conjectura da Geometrização de Thurston (a Conjectura de Poincaré é um caso particular). Mas ele não se preocupou em publicar formalmente a sua solução, apenas a colocou na Internet sem qualquer destaque. Por esse motivo seu mérito demorou a ser reconhecido pelo mundo acadêmico. Recusou todas as honrarias e vantagens advindas do seu trabalho, como a Medalha Fields (2006) e o prêmio de 1 milhão de dólares oferecido pelo Instituto Clay de Matemática de Cambridge (2010).


Último Teorema de Fermat, O

Simon Singh, 1997

O autor é Ph.D. em Física pela Universidade de Cambridge.

EDITORA RECORD, 324 pág.

  “Eu descobri uma demonstração maravilhosa, mas a margem deste papel é muito estreita para contê-la.” Com esta anotação incompleta, feita em 1637 no livro Aritmética, de Diofante, o matemático francês Pierre de Fermat, que morreu antes de descrever seu teorema, lançava o desafio que iria confundir e frustrar os matemáticos mais brilhantes do mundo por mais de 350 anos...
  ...O Último Teorema de Fermat é a história da busca épica para resolver o maior problema de matemática de todos os tempos. Um drama humano de grandes sonhos, brilho intelectual e extraordinária determinação.
  Em 1993 o matemático Andrew Wiles , após sete anos de trabalho sigiloso, anunciou a sua demonstração para o teorema. No entanto havia uma falha, que lhe exigiu mais quatorze meses de estudos para ser resolvida, e só em 1995 a solução definitiva foi alcançada."

NOTA : Mas Wiles usou recursos matemáticos ainda não disponíveis no século XVII, portanto o mistério permanece : a solução vislumbrada por Fermat era válida ? E se era válida, qual é essa solução ?

A série de ficção científica “STAR TREK – A Nova Geração”, cujos eventos se passariam no século XXIV, foi produzida de 1987 a 1994. Em um de seus episódios, o último teorema de Fermat é mencionado como não tendo ainda sido resolvido !


<<<>>>   <<<>>>   Neurociência, Cognição   <<<>>>   <<<>>>


Cem Bilhões de Neurônios (Conceitos Fundamentais de Neurociência)

Roberto Lent, 2002/2003


O autor é professor titular do Departamento de Anatomia, Instituto de Ciências Biomédicas, Universidade Federal do Rio de Janeiro.

EDITORA ATHENEU (2003, edição revista e atualizada), 698 pág.

  “...Outra originalidade desta obra, que merece ser destacada, tem suas prováveis raízes nas atividades de divulgação de ciência da carreira do autor. Ao longo do texto, à guisa de uma pausa para permitir a consolidação do aprendizado, há breves textos (Quadros) referentes ao que acabou de ser exposto, numa linguagem menos técnica, mais de divulgação.” (do Prefácio pelo Dr. Carlos Eduardo Rocha-Miranda, Vice-presidente da Academia Brasileira de Ciências.

NOTA : Trata-se de uma obra de referência, magnificamente ilustrada, com um texto bastante técnico mas ainda acessível a leitores leigos. Indicada para quem deseja se aprofundar nas bases da Neurociência. O livro é dividido em cinco partes : Neurociência Celular, Neurociência Sensorial, Neurociência dos Movimentos, Neurociência dos Estados Corporais e Neurociência das Funções Mentais. Edição formato 28 x 20,5 cm, capa dura.


Cérebro Executivo, O (Lobos Frontais e a Mente Civilizada)

Elkhonon Goldberg, 2001


O autor é Ph.D., divide seu tempo entre a prática clínica de neuropsicologia, pesquisa em neurociência cognitiva e ensino ao redor do mundo. Ele vive na cidade de Nova York.

IMAGO EDITORA, 282 pág.

  “Neste livro, Elkhonon Goldberg explora a parte do cérebro que define a identidade de cada um de nós; que abriga as ambições, a personalidade, a essência de cada um. A moléstia neurológica pode resultar na perda da linguagem, memória, percepção ou movimento. Contudo, a essência do indivíduo, o cerne da personalidade, geralmente permanece intacta.
  Tudo isso muda quando a moléstia ataca os lobos frontais. O que é perdido, então, não é mais um atributo da sua mente. É a sua mente, seu cerne, seu eu. Os lobos frontais são as mais especificamente humanas de todas as estruturas do cérebro e desempenham um papel crítico no sucesso ou fracasso de qualquer empenho humano. Este trabalho irá demonstrar que nenhuma outra perda cognitiva se aproxima da perda das funções executivas com o grau de devastação que o acometimento dos lobos frontais provoca na mente e no self de uma pessoa.”


Do Que É Feito o Pensamento (A língua como janela para a natureza humana)

Steven Pinker, 2007


O autor nasceu em Montreal, no Canadá, em 1958. Um dos principais cientistas cognitivos do mundo, foi, até 2003, diretor do Centro de Neurociência Cognitiva do MIT. Hoje é professor do departamento de psicologia de Harvard, onde se formou.

COMPANHIA DAS LETRAS (2008), 561 pág.

  “O psicólogo e cientista cognitivo Steven Pinker volta a se aventurar nas curvas infinitas do cérebro humano, agora investigando as origens do pensamento e sua relação com a linguagem. Seu ponto de partida, como sempre, é original. Pinker analisa as palavras, encarando a língua como ‘janela para a natureza humana’. Para isso disseca os elementos da linguagem um a um : das simples porém reveladoras preposições à construção mais complexa das metáforas. Mesmo os nomes que damos aos nossos filhos entram na dança elegante do raciocínio de Pinker – ao seu modo a um tempo divertido e cientificamente rigoroso, ele explica que essa escolha também é iluminadora da forma como funciona a mente humana...
  ...Entrando com segurança na longa discussão científica sobre o que é ou não inato às nossas mentes, ou o que vem com o nascimento e o que é adquirido culturalmente, Pinker argumenta que temos, ao abrir os olhos pela primeira vez, um esqueleto básico de noções envolvendo espaço, tempo e causalidade, ao qual vão se adicionando os tijolos do aprendizado contínuo. Nesse sentido, são valiosos os trechos em que discorre sobre a aquisição das palavras pelas crianças...”


Muito Além do Nosso Eu

Miguel Nicolelis, 2011


O autor nasceu em São Paulo, em março de 1961. Formou-se em medicina e doutorou-se pela Universidade de São Paulo. Em 1989, determinado a desvendar as leis fisiológicas que regem a interação entre grandes populações de neurônios, mudou-se para os Estados Unidos. Desde 1994 está à frente de um grande laboratório na Universidade de Duke, o Duke’s Center for Neuroengineering, base física das avançadas experiências com implantes de microeletrodos neurais em macacos que o tornaram conhecido no mundo todo. É também professor de neurociência na mesma universidade.  Suas pesquisas foram publicadas na Nature, na Science e em inúmeras outras revistas científicas. A Scientific American o elegeu um dos vinte cientistas mais influentes do mundo. Membro das Academias de Ciências do Brasil e da França e da Pontifícia Academia das Ciências em Roma, é fundador e diretor científico do Instituto Internacional de Neurociências de Natal Edmond e Lily Safra, entidade dedicada ao fomento da pesquisa científica de ponta e ao desenvolvimento educacional e socioeconômico de Rio Grande do Norte e da região nordeste do Brasil.

COMPANHIA DAS LETRAS (2011), 534 pág.

  “Imagine um mundo onde as pessoas usam computador, dirigem seus carros e se comunicam através do pensamento. Um mundo em que os paraplégicos podem voltar a andar e em que os males de Parkinson e Alzheimer são controlados. A humanidade está prestes a cruzar mais uma fronteira do conhecimento em direção à compreensão do imenso poder do cérebro, um conhecimento que poderá ser aplicado com grande proveito nas áreas de saúde e tecnologia.
  Em Muito Além do Nosso Eu, o premiado e internacionalmente reconhecido neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis torna acessível uma das áreas mais fascinantes e promissoras da pesquisa científica, seja em termos dos impactos que promete para a própria construção do conhecimento, seja em termos sociais. Ele nos explica como o cérebro cria o pensamento e a noção que o ser humano tem de si mesmo – e como isso pode ser incrementado com o auxílio de máquinas – e fala de um futuro tecnológico em que as visões catastrofistas dão lugar ao otimismo e à esperança.”

NOTA : Excelente texto, mas certas partes são talvez um pouco técnicas demais para o público em geral. O autor fornece uma ótima visão da moderna Neurociência e de suas possibilidades.


Subliminar (Como o inconsciente influencia nossas vidas)

Leonard Mlodinow, 2012


O autor tem doutorado em Física pela Universidade da Califórnia, Berkeley, e hoje ensina as teorias da aleatoriedade no Instituto de Tecnologia da Califórnia. Já escreveu para a televisão, tendo colaborado com séries famosas como Star Trek : The Next Generation. É vice-presidente de Tecnologias Emergentes e Pesquisa e Desenvolvimento na Scholastic Inc.

JORGE ZAHAR EDITORA (2013), 299 pág.

  “A todo instante tomamos decisões e reagimos obedecendo a uma parte de nosso cérebro cuja principal característica é se ocultar. Por que votei nesse candidato ? O que me levou a dar uma gorjeta maior a esse garçom ? Por que escolhi essa pessoa para ocupar o cargo ? Quando indagados, pensamos saber o que determinou nossos atos. Mas será que sabemos realmente ?
  Os julgamentos que emitimos e as percepções que temos refletem o trabalho de nossa mente em dois planos : a consciência, da qual temos conhecimento, e o inconsciente, que se oculta de nós. Este último foi por muito tempo objeto de especulação. Mas, nas últimas décadas, as pesquisas em neurociência desenvolveram instrumentos novos e fantásticos que revelam um conjunto imenso de informações sobre como essa área misteriosa e inexplorada afeta nossa maneira de viver.”

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