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350.   O Barco da Alma do Faraó

Egito resgata embarcação na Grande Pirâmide que serviria de transporte após morte









O Barco de Khufu e a Técnica Ímpar de Construção de Barcos dos Antigos Egípcios


  Mais de sessenta anos atrás, dois antigos barcos de madeira, foram descobertos em buracos separados cavados na pedra, localizados perto da Grande Pirâmide de Gisé no Egito.

  Até agora, ainda é debatido se esses barcos eram barcos solares simbólicos para uso do rei em sua vida após a morte, ou barcos funerários, usados para transportar equipamento funerário de Khufu para sua pirâmide.

Ao longo dos anos, o barco do faraó foi diferentemente chamado de “Barco de Khufu”, “Barca Solar” ou simplesmente “Navio do Faraó”

  De acordo com alguns egiptologistas, o navio era uma Barca Solar, um barco para transportar o rei morto do Egito, ressurreto e navegando com o Deus-Sol em sua eterna jornada através do céu. Outros propuseram que era um barco de peregrinação, usado por Khufu durante seu tempo de vida. De fato os arqueólogos que estudaram os restos do barco, encontraram evidência de marcas de cordas mostrando claramente que o barco tinha sido usado na água.

  Adicionalmente, o barco não cabia inteiramente no buraco, mas teve de ser desmontado, o que significa que o buraco na pedra não foi construído especialmente para ele.

O barco não cabia inteiramente no buraco, mas teve de ser desmontado, o que significa que o buraco na pedra não foi construído especialmente para ele

  Parece que o Barco de Khufu não teve nada a ver com um uso religioso; nenhum objeto ritual ou inscrições foram descobertos no buraco. O bote desmontado foi enterrado por volta de 2.500 a.C.

  Ao longo dos anos, o barco do faraó foi diferentemente chamado de “Barco de Khufu”, “Barca Solar” ou simplesmente “Navio do Faraó”.

  Os especialistas dizem que é a maior embarcação real antiga jamais encontrada no Egito e uma das mais antigas embarcações construídas com pranchas no mundo. Foi construída para Khufu (Queóps), o segundo faraó da Quarta Dinastia do Antigo Reino do Egito, que foi governante do Egito Superior e Inferior por volta do terceiro milênio a.C.

O Navio de Khufu – um barco intacto e em tamanho natural do Antigo Egito

  As mais antigas representações de embarcações do Nilo egípcio são imagens muito simples que remontam a 4.500 a.C.

  Uma importante e sensacional descoberta aconteceu em 1991.

  Pesquisadores liderados por David O’Connor, então curador assistente de Egiptologia do museu da Universidade da Pensilvânia, descobriu na antiga cidade de Abidos, doze covas paralelas com barcos de 50 a 60 pés (15 a 18 metros) datando das Dinastias I e II, o que é aproximadamente mil anos antes do Barco de Khufu.

  A equipe desenterrou um dos barcos, o qual forneceu evidência para a construção de barcos no Antigo Egito.

  Curiosamente, “os barcos de Abidos foram provavelmente usados ao invés de construídos somente como veículos funerários... Eles foram também 'costurados' (Nota 1) como o Barco de Khufu mil anos mais tarde...” (Uma História do Mundo em Dezesseis Naufrágios, Gordon S.).

  Retornando ao Barco de Khufu, descobrimos que após 13 anos de penosos trabalhos de reconstrução, tanto quanto 1224 peças do navio foram reunidas. O barco, construído com cedros das montanhas do Líbano, tem 45 metros de comprimento de proa à popa e 5,9 metros de largura.

Como parte dos bens funerários destinados ao uso no após-vida, o Barco de Kufhu não continha corpos, ao contrário dos barcos funerários do norte europeu, como por exemplo, aqueles dos vikings. Os chefes vikings de alta posição recebiam barcos funerários e eram queimados ou enterrados junto com seu navio

  Os antigos egípcios tinham uma longa tradição de construção de barcos, mas eles usaram técnicas diferentes dos vikings que montavam seus navios com pregos de ferro. O Barco de Khufu e outros barcos egípcios não eram pregados.

  Montando as peças do quebra-cabeça, seus construtores reuniam pranchas vizinhas com juntas de encaixes e pinos, um tipo de técnica de cavilhamento. Eles também amarravam juntas as placas do casco com cordas feitas de um capim chamado halfa. Eles não enrolavam a corda em volta ou através das placas do casco, o que poderia produzir vazamentos. Ao invés, eles as fixavam em milhares de sulcos em forma de V escavados laboriosamente na face interna das placas.

  Esta foi sua única técnica para construir um navio; os antigos egípcios literalmente costuravam o navio.

Fonte : Ancient Pages, 20/06/2017

Autor : A. Sutherland

Nota 1 do Site : Refere-se ao modo como as pranchas eram reunidas. Veja a imagem abaixo:

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