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792.   Dinossauros & Cia V


Dakotaraptor, o Maior Raptor com Asas do Mundo


  Uma equipe de pesquisa liderada por um aluno da Universidade do Kansas (KU) identificou um novo raptor gigante, o maior espécime jamais encontrado com asas com penas.

  Eles dizem que a criatura gigante está entre as maiores já descobertas – mas era tão ágil e feroz quanto o velociraptor.

  Chamado Dakotaraptor, pensa-se que o fóssil da Formação Hell Creek em Dakota do Sul tem cerca de 17 pés (5 metros) de comprimento, o que o coloca entre os maiores raptores no mundo.

  Eles dizem que é um “elo perdido”.

  “Este novo dinossauro predador também preenche o intervalo de tamanho corporal entre os menores terópodes e os grandes tiranossauros que viveram nesta época”, disse o paleontologista da Universidade do Kansas e co-autor David Burnham.

  Robert DePalma, curador de paleontologia de vertebrados no Museu de História Natural de Palm Beach e autor principal da pesquisa, chefiou a expedição à Dakota do Sul onde o espécime foi encontrado.

  Nesta época, ele era um estudante de graduação estudando com o ex-professor de paleontologia na Universidade do Kansas e curador Larry Martin, que morreu em 2014.

  “Este raptor do Período Cretáceo deve ter tido uma constituição leve e foi provavelmente tão ágil quanto os menores e ferozes terópodes, tais como o Velociraptor”, disse De Palma.

  Ele acrescentou que ambos os fósseis mostraram evidência de “calombos de penas” onde as penas eram presas aos antebraços do dinossauro.

  Isto também demonstra que a capacidade de vôo evoluiu várias vezes nesta linhagem levando aos pássaros modernos.

Fonte : Daily Mail, 03/11/2015

Autor : Mark Prigg



Os pesquisadores dizem que a criatura gigante está entre as maiores já descobertas – mas era tão ágil e feroz quanto o velociraptor

Chamado Dakotaraptor, pensa-se que o fóssil da Formação Hell Creek em Dakota do Sul tem cerca de 17 pés (5 metros) de comprimento. A representação menor mostra os elementos preservados



Pesquisadores Descobrem Dúzias de Estranhos Dinossauros em Utah


  Paleontologistas descobriram uma encosta de um despenhadeiro em Utah repleta de fósseis da era Triássica que oferece um raro vislumbre da vida no deserto naquela região no início da época dos dinossauros.

  Entre as descobertas está um novo pterossauro com longas presas que poderia ter sido o maior réptil voador daquele tempo.

  Ele usava seus dentes ferozes e poderoso crânio para devorar pequenas criaturas semelhantes a crocodilos conforme pairava sobre um deserto há uns 210 milhões de anos atrás.

  “Se você visse uma dessas coisas vindo em cima de você com suas mandíbulas abertas, isso iria deixá-lo fora de si de medo”, disse Brooks Britt, um paleontologista da Universidade Brigham Young que apresentou esta semana as descobertas preliminares na conferência da Sociedade de Paleontologia de Vertebrados em Dallas.

  Ele e colegas paleontologistas planejam publicar as descobertas em um periódico científico no próximo ano.

  Oito animais diferentes foram identificados no sítio descoberto em 2009 perto do Monumento Nacional dos Dinossauros na fronteira Utah-Colorado.

  Os pesquisadores também encontraram um tipo de réptil de aparência estranha com uma cabeça semelhante a um pássaro, braços como os de uma toupeira e uma garra na ponta da cauda, chamado drepanossauro, vários criaturas semelhantes a crocodilos com uma couraça em suas costas, chamadas sphenosuchia.

  Havia adicionalmente dois tipos diferentes de dinossauros carnívoros, um relacionado ao coelophysis, um dinossauro magro representado no filme recente “Caminhando Com Dinossauros”.

  “Provavelmente a maior parte de tudo que estamos descobrindo no sítio é anteriormente desconhecido da ciência”, disse Dan Chure do Monumento Nacional dos Dinossauros, um dos co-descobridores do sítio.

  “É realmente uma espantosa loja de doces paleontológica”.

  “É um sítio fantástico”, acrescentou Brian Andres, um paleontologista da Universidade da Flórida do Sul que assistiu à apresentação esta semana.

  “Ele está em um tempo e um lugar do qual não temos realmente um bom registro.”

  “A descoberta do pterossauro é significativa porque ela preenche um vazio no registro fóssil entre pterossauros mais antigos e menores e os gigantes que vieram mais tarde”, disse Andres.

  Ele está relacionado com outro pterossauro de terríveis mandíbulas descoberto na Inglaterra – o dimorfodonte.

  Cada lado de sua mandíbula inferior tinha duas longas presas e 28 dentes.

  “Esta coisa foi construída como um predador aéreo”, disse Andres. “O crânio e ossos da asa encontrados também são dignos de nota porque estão intactos, e não esmagados, uma raridade para pterossauros”.

  “É o primeiro pterossauro do Triássico que se conhece descoberto na América do Norte, tendo outro sido desenterrado na Groenlândia”, disse Britt.

  “É absurdamente raro encontrar esqueletos delicados e pequenos de qualquer lugar no tempo, de qualquer lugar no mundo”, disse Adam Pritchard, um paleontologista de Yale que não pertence à equipe da descoberta.

  “Tê-los do período Triássico, que é bem o início da era dos répteis, é realmente sem precedentes, especialmente no noroeste da América.”

  O sítio foi descoberto pelos paleontologistas Dan Chure do Monumento Nacional dos Dinossauros e George Englemann da Universidade de Nebraska.

  Chure disse que a dupla percebeu de imediato que haviam tropeçado na descoberta de suas vidas.

  Por enquanto, eles encontraram 11.500 ossos – e eles podem estar somente a meio caminho de escavá-los todos, disse ele.

  O novo pterossauro, ainda por ser nomeado, foi encontrado ano passado por um colega estudante que extraía cuidadosamente fósseis de um bloco de arenito de 300 libras (136 kg) do sítio.

  “Esta é a melhor coisa que eu jamais vi em minha vida”, disse Britts, 60 anos, que coletou fósseis de dinossauros por cinco décadas. “É como o Natal todo dia.”

Fonte : Daily Mail, 19/10/2015

Autor : Associated Press



Paleontologistas descobriram uma encosta de um despenhadeiro em Utah repleta de fósseis da era Triássica que oferece um raro vislumbre da vida no deserto naquela região no início da época dos dinossauros. Entre as descobertas está um novo pterossauro com longas presas que poderia ter sido o maior réptil voador daquele tempo

O sítio (na foto) foi apelidado “Santos e Pecadores”, uma brincadeira com a colaboração entre Britt, um membro da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, e os não mórmons Chure e Englemann

Oito animais diferentes, a maioria provavelmente novos, foram identificados no sítio descoberto em 2009 perto do Monumento Nacional dos Dinossauros na fronteira Utah-Colorado (indicada)

A descoberta do pterossauro é significativa porque ela preenche um vazio no registro fóssil entre pterossauros mais antigos e menores e os gigantes que vieram mais tarde. Ele está relacionado com outro pterossauro de terríveis mandíbulas descoberto na Inglaterra – o dimorfodonte (na ilustração)

Dinossauros no Frio do Alasca

Descobertas sobre a espécie "Ugrunaaluk kuukpikensis", que viveu em região remota do estado americano, pode mudar
conceitos da Paleontologia, afirmam cientistas








Veja o artigo original no periódico Acta Palaeontologica Polonica : A new Arctic hadrosaurid from the Prince Creek Formation (lower Maastrichtian) of northern Alaska (22/09/2015)


Giant 30 foot long duck billed dinosaur found in Alaska is a new species, researchers reveal

  Researchers have uncovered a new species of giant 30 foot long duck billed plant-eating dinosaurs in Alaska, according to a report published Tuesday.

  The animal was a variety of hadrosaur, a duck-billed dinosaur that roamed in herds, said Pat Druckenmiller, earth sciences curator at the University of Alaska Museum in Fairbanks.

  Northern Alaska likely was once covered by forest in a warmer climate. 

  The dinosaur lived in darkness for months and probably experienced snow, researchers said.

  The fossils were found in rock deposited 69 million years ago.

  For at least 25 years, the fossils were lumped in with another hadrosaur, Edmontosaurus, a species well-known in Canada and the U.S., including Montana and South Dakota. 

  The formal study of the Alaska dinosaur revealed differences in skull and mouth features that made it a different species, Druckenmiller said.

  The differences were not immediately apparent because the Alaska dinosaurs were juveniles. Researchers teased out differences in the Alaska fossils, Druckenmiller said, by plotting growth trajectories and by comparing them with juvenile Edmontosaurus bones.

  Researchers have dubbed the creature Ugrunaaluk kuukpikensis (oo-GROO'-nah-luk KOOK'-pik-en-sis). 

  The name means 'ancient grazer' and was chosen by scientists with assistance from speakers of Inupiaq, the language of Alaska Inupiat Eskimos.

  The dinosaurs grew up to 30 feet long. 

  Hundreds of teeth helped them chew coarse vegetation, researchers said. They probably walked primarily on their hind legs but could walk on four legs, Druckenmiller said.

  Most of the fossils were found in the Prince Creek Formation of the Liscomb Bone Bed along the Colville River, more than 300 miles northwest of Fairbanks. 

  The bed is named for geologist Robert Liscomb, who found the first dinosaur bones in Alaska in 1961 while mapping for Shell Oil Co.

  Museum scientists have excavated and catalogued more than 6,000 bones from the species, more than any other Alaska dinosaur. 

  Most were small juveniles estimated to have been about 9 feet long and 3 feet tall at the hips.

  'It appears that a herd of young animals was killed suddenly, wiping out mostly one similar-aged population to create this deposit,' Druckenmiller said.

  UA Fairbanks graduate student Hirotsugu Mori completed his doctoral work on the species. 

  Florida State University researcher Gregory Erickson, who specializes in using bone and tooth histology to interpret the paleobiology of dinosaurs, also was part of the study. 

  They published their findings in the 'Acta Palaeontologica Polonica,' an international paleontology quarterly journal.

  Researchers are working to name other Alaska dinosaurs.

  'We know that there's at least 12 to 13 distinct species of dinosaurs on the North Slope in northern Alaska,' he said. 'But not all of the material we find is adequate enough to actually name a new species.'

Fonte : Daily Mail, 22/09/2015

Autor : Mark Prigg

The new species is a variety of hadrosaur, a duck-billed dinosaur that roamed in herds, said Pat Druckenmiller, earth sciences curator at the University of Alaska Museum in Fairbanks

A handful of dinosaur bones are seen after they were discovered at the Liscomb Bonebed on the Colville River, near Nuiqsut , Alaska



Descoberta Nova Espécie de Dinossauro Com Asas e 1,5 m de Comprimento


  Uma recém identificada espécie de dinossauro emplumado foi desenterrada na China – e é um primo próximo do Velociraptor, tornado famoso pelos filmes Jurassic Park.

  É o maior dinossauro jamais desenterrado com um bem preservado conjunto de asas semelhantes às dos pássaros, disseram os pesquisadores.

  O dinossauro, chamado Zhenyuanlong suni pelos pesquisadores – crescia até mais de cinco pés (1,5 m) de comprimento, e tinha asas muito curtas comparadas com as de outros dinossauros da mesma família, consistindo de múltiplas camadas de largas penas.

  “Os filmes mostraram isto errado – o Velociraptor teria tido este mesmo aspecto”, disse o Dr. Steve Brusatte, da Escola de Geociências da Universidade de Edimburgo, um co-autor do estudo.

  Esta última descoberta sugere que dinossauros com asas com penas maiores e mais complexas apresentavam mais diversidade do que se supôs anteriormente.

  A espécie pertenceu a uma família de dinossauros com penas, muito comum durante o Período Cretáceo, e viveu cerca de 125 milhões de anos atrás, de acordo com a equipe.

  O esqueleto quase completo do animal – que está notavelmente bem preservado – foi estudado por cientistas da Universidade de Edimburgo e da Academia Chinesa de Ciências Geológicas.

  Eles descobriram que as penas da espécie eram complexas estruturas formadas por finos ramos emergindo de um talo central.

  Embora grandes dinossauros emplumados tenham sido identificados antes, nenhum possuía tais complexas asas formadas por largas penas, disse a equipe.

  Os cientistas souberam durante certo tempo que muitas espécies de dinossauros tinham penas, mas muitos deles foram cobertos por filamentos simples que se pareciam mais com cabelo do que penas dos pássaros modernos.

  O Zhenyuanlong suni entretanto tinha penas cobrindo densamente suas asas e cauda.

  Apesar de ter asas parecidas com as dos pássaros, ele provavelmente não podia voar, pelo menos não com o uso do mesmo tipo de vôo impulsionado por fortes músculos como os pássaros modernos, disseram os pesquisadores.

  Não está claro para que função as curtas asas serviam.

  A espécie pode ter evoluído de ancestrais que podiam voar e usou suas asas só para fins de exibição, de um modo similar ao dos pavões e suas caudas coloridas.

  “Este novo dinossauro é um dos primos mais próximos do Velociraptor, mas ele se parece quase exatamente com um pássaro”, disse Brusatte.

  “É um dinossauro com asas enormes formadas por largas penas, como uma águia ou abutre.”

  O Professor Junchang Lu, do Instituto de Geologia, Academia Chinesa de Ciências Geológicas, que chefiou o estudo, disse : “ A parte oeste da Província de Liaoning na China é um dos mais famosos lugares do mundo para se encontrar dinossauros.”

  “O primeiro dinossauro emplumado foi encontrado aqui e agora nossa descoberta do Zhenyuanlong indica que há ainda uma maior diversidade destes dinossauros do que pensávamos.”

  “É ótimo que novos dinossauros emplumados estão ainda sendo descobertos.”

  O estudo foi publicado no periódico Scientific Reports.

Fonte : Daily Mail, 16/07/2015

Autor : Jack Millner



O Zhenyuanlong suni (impressão artística) crescia até mais de cinco pés (1,5 m) de comprimento, e tinha asas muito curtas comparadas com as de outros dinossauros da mesma família, consistindo de múltiplas camadas de largas penas

O Zhenyuanlong suni é o maior dinossauro jamais desenterrado com um bem preservado conjunto de asas semelhantes às dos pássaros (foto do fóssil)



Veja o artigo original : A large, short-armed, winged dromaeosaurid (Dinosauria: Theropoda) from the Early Cretaceous of China and its implications for feather evolution (16/07/2015)

Relações filogenéticas do Zhenyuanlong suni entre os terópodes dromeossaurídeos



Enorme Criatura Que Vagueou Pela Terra 70 Milhões de Anos Atrás É Recriada em 3D


  Um enorme dinossauro corcovado lembrando um avestruz, mais alto que um ônibus londrino e com braços de oito pés (2,4 metros) de comprimento terminando em garras afiadas como navalhas, foi modelado com base em fósseis da Mongólia.

  Dois esqueletos quase completos – que incluem os restos de peixe digerido na barriga de um deles – ajudaram a construir uma imagem acurada do estilo de vida do misterioso Deinocheirus mirificusone.

  Por quase 50 anos ele foi conhecido somente por dois braços gigantescos, mas a nova coleção de fósseis foi agora reunida a eles.

  Análises indicam que o Deinocheirus foi o maior membro dos ornitomimossauros – um grupo de dinossauros que possuía uma semelhança superficial com os avestruzes modernos, informaram o Dr. Yuong-Nam e colegas na Nature.

  Estima-se que a criatura media uns incríveis 36 pés (11 metros) de comprimento e se elevava a 16 pés (4,9 metros) de altura, e teria pesado cerca de sete toneladas.

  Os esqueletos, descobertos em duas pedreiras diferentes em 2006 e 2009, mostram que o Deinocheirus vagueou pela Terra 70 milhões de anos atrás.

  O espécime de 2006 do Deinocheirus foi encontrado na pedreira Altan Utul IV; o espécime de 2009 em Bugiin Tsav.

  Ambas as pedreiras estão na Formação Nemegt no deserto de Gobi, um conjunto de rochas datado de 70 milhões atrás.

  O dinossauro tem características únicas não vistas em outros ornitomimossauros, tais como um focinho alongado sem dentes com ostentosas saliências laterias e uma corcova nas costas.

  Também tinha uma enorme mandíbula inferior como os terópodes tais como o T-Rex.

  Vértebras dos dois novos espécimes também mostraram longos e achatados espinhos neurais sobressaindo do meio das costas do dinossauro para criar uma corcova óssea com rampas suaves.

  Nenhum outro ornitomimossauro foi encontrado com tal estrutura, mas outros tipos de dinossauros não relacionados – tais como o espinossauro com focinho de crocodilo e o ouranossauro com o focinho de pá do ornitorrinco – tinham “velas” similares.

  “Velas” carnudas poderiam ter ajudado os dinossauros a regular sua temperatura corporal, mas outros cientistas acreditam que os ossos suportavam alguma coisa mais parecida com uma espessa corcova de bisão.

  Os pesquisadores disseram que o Deinocheirus teria vivido em rios com um bico semelhante ao do pato ajudando-o a conseguir comida no fundo das correntes. Ossos rombudos e achatados sob suas garras poderiam ter evitado que ele afundasse em terreno úmido.

  Restos de peixe foram encontrados entre o que parece ser o conteúdo do estômago, mas os esqueletos do Deinocheirus também têm características associadas ao consumo de plantas – sugerindo que a criatura era onívora.

  Mais de um milhar de pequenas pedras polidas foram descobertas ao redor da região da barriga de um dos fósseis. O Dr. Lee descreveu-as como gastrolitos – ou pedras de estômago – que o dinossauro intencionalmente engolia para triturar material resistente de plantas.

  A estranha besta foi identificada originalmente em 1965 a partir de um par de membros dianteiros com oito pés de comprimento (2,4 m) – o recordista para os mais longos braços conhecidos em um animal bípede. O seu nome latino significa “mão horrível incomum”.

  O Dr. Lee, do Instituto de Geociência e Recursos Minerais da Coréia, em Daejeon, disse : “Estes fósseis fornecem novos conhecimentos sobre as criaturas e revelam características inesperadas que não poderiam ter sido preditas a partir dos esqueletos parciais originalmente descobertos em 1965.”

  “A descoberta do espécime original quase um século atrás sugeriu que era um dinossauro incomum – mas não nos preparou para quão diferente o Deinocheirus é – um verdadeiro conto sobre cautela em predizer formas corporais a partir de esqueletos parciais mesmo para animais nos quais o parentesco é conhecido.”

Fonte : Daily Mail, 22/10/2014

Autor : Jonathan O'Callaghan

Nota 1 do Site : Não deixe de ver na página da Nature o vídeo que mostra o dinossauro andando.

Referência : doi:10.1038/nature.2014.16203 (Fossils reveal 'beer-bellied' dinosaur, Nature, 22/10/2014)



Os cientistas se espantaram com um estranho dinossauro chamado Deinocheirus mirificusone por quase 50 anos depois de descobrir dois de seus enormes braços. Agora um par de novos esqueletos escavados na Mongólia lhes permitiu montar as peças perdidas do quebra cabeças. Na imagem é apresentado um modelo 3D da criatura

Análises indicam que o Deinocheirus foi o maior membro dos ornitomimossauros – um grupo de dinossauros que possuía uma semelhança superficial com os avestruzes modernos, informaram o Dr. Yuong-Nam e colegas na Nature

O espécime de 2006 do Deinocheirus foi encontrado na pedreira Altan Utul IV; o espécime de 2009 em Bugiin Tsav. Ambas as pedreiras estão na Formação Nemegt no deserto de Gobi (na imagem), um conjunto de rochas datado de 70 milhões atrás

Mais de um milhar de pequenas pedras polidas foram descobertas ao redor da região da barriga de um dos fósseis. O Dr. Lee descreveu-as como gastrolitos – ou pedras de estômago – que o dinossauro intencionalmente engolia para triturar material resistente de plantas

Restos de peixe foram encontrados entre o que parece ser o conteúdo do estômago, mas os esqueletos do Deinocheirus também têm características associadas ao consumo de plantas – sugerindo que a criatura era onívora

O Dr. Lee, do Instituto de Geociência e Recursos Minerais da Coréia, em Daejeon, disse : “Estes fósseis fornecem novos conhecimentos sobre as criaturas e revelam características inesperadas que não poderiam ter sido preditas a partir dos esqueletos parciais originalmente descobertos em 1965” (na imagem)



Dente de Réptil Marinho de 220 Milhões de Anos Encontrado Embebido em Osso da Coxa de um Antigo Lagarto Terrestre


  Durante o Período Triássico, o predador rauissúquio dominou a terra, enquanto o fitossauro foi o senhor do mar – e os especialistas durante muito tempo acreditaram que os dois grandes répteis viveram vidas separadas.

  Mas, um dente encontrado embebido no osso da perna de um rauissúquio habitante da terra pode criar dúvidas sobre esta teoria.

  O velho dente de 220 milhões de anos foi identificado como tendo pertencido ao fitossauro semi-aquático e foi deixado no osso da coxa ao longo de uma selvagem batalha entre as duas criaturas.

  E múltiplos ferimentos sugerem que as duas feras devem ter lutado regularmente, apesar de seus habitats diferentes.

  Rauissúquios tinham tipicamente cabeças grandes, dentes afiados, longas pernas traseiras, e escamas em suas costas.

  Mediam até 25 pés (7,6 metros) de comprimento, com cabeças de 2 pés (0,6 metros).

  Por comparação, o fitossauro, que significa “lagarto planta”, crescia tipicamente até 6 pés (2 metros) de comprimento.

  A professora Stephanie Drumheller, da Universidade do Tennessee em Knoxville, disse : “Encontrar um dente de fitossauro no osso de um rauissúquio é muito surpreendente.”

  “Esses rauissúquios foram os maiores predadores em seus ambientes.”

  “Você pode esperar que eles fossem também os predadores do topo, mas aqui temos evidência de que os fitossauros, que eram menores, animais semi-aquáticos, potencialmente atacavam e comiam esses grandes carnívoros.”

  Embora o osso tenha sido desenterrado no oeste dos Estados Unidos, no tempo do Triássico os répteis teriam perambulado pelo super continente Pangea, que estava começando a se fragmentar nas massas de terra que vemos hoje.

  Isto desafia crenças sobre os estilos de vida destas antigas criaturas, que foram parentes distantes dos crocodilos de nossos dias e que teriam se sobressaído acima dos primeiros dinossauros do tamanho de cães.

  Alguns viviam em terra, enquanto outros viviam na água – e se acreditava, até agora, que eles não interagiam.

  A análise das marcas de mordidas em dois ossos da coxa sugere que ambas as espécies predadoras no topo de suas respectivas cadeias alimentares não somente cruzavam seus caminhos, mas a criatura menor pode ter potencialmente comido a maior.

  Os ossos estão guardados no Museu de Paleontologia da Universidade da Califórnia, Berkeley.

  Para estudar o dente, sem destruir o osso, os pesquisadores usaram escaneamentos com tomografia computadorizada (CAT) para construir um modelo 3D.

  Isto, junto com um exame de marcas de mordidas, revelou uma história de múltiplos embates.

  A equipe encontrou tecido envolvendo as marcas de mordidas, revelando que o rauissúquio foi atacado duas vezes e sobreviveu.

  Mas, evidência de esmagamento, impacto e arrancamento de carne, sem recuperação, mostraram que o animal morreu mais tarde em outro ataque.

  A professora Drumheller disse : “A descoberta de dentes embebidos diretamente em ossos fósseis é muito, muito rara.”

  “Esta é a primeira vez que foi identificada entre fitossauros, e nos dá um indício para interpretar este conjunto de marcas de mordidas.”

  As descobertas também sugerem que distinções anteriores entre cadeias alimentares com base na água e em terra nesta época, o Período Triássico Superior, podem ter sido construídas em cima de suposições equivocadas feitas a partir de restos fósseis.

  A paleontologista Dra. Michelle Stocker, do Cirginia Tech, acrescentou : “Esta pesquisa nos compele a voltar atrás e olhar para algumas das suposições que temos a respeito dos ecossistemas do Triássico Superior.”

  “As distinções feitas entre aquático e terrestre foram simplificadas demais, e eu penso que temos um caso em que as duas esferas estiveram intimamente relacionadas.”

  A pesquisa também coloca em questão a importância do tamanho em uma luta.

  A professora Drumheller acrescentou : “Ambos os fêmures que examinamos vieram de algum animal dentre as espécies carnívoras fisicamente maiores presentes em ambos os ambientes.”

  “Contudo eles foram atacados por outros membros da região, fitossauros especificamente. Então, tamanho não pode ser o único fator na determinação de quem está no topo da cadeia alimentar.”

Fonte : Daily Mail, 30/09/2014

Autor : Victoria Woollaston



Para estudar o dente, sem destruir o osso, os pesquisadores usaram escaneamentos com tomografia computadorizada (CAT) para construir um modelo 3D (em azul)

Rauissúquios tinham tipicamente cabeças grandes, dentes afiados, longas pernas traseiras, e escamas em suas costas. Mediam até 25 pés (7,6 metros) de comprimento, com cabeças de 2 pés (0,6 metros). O polonosuchus – um gênero de rauissúquio – é mostrado na imagem

Por comparação, o fitossauro, que significa “lagarto planta”, crescia tipicamente até 6 pés (2 metros) de comprimento. Esta imagem é uma ilustração do belodon – um gênero de fitossauro



Descoberto Hadrossauro Com um Gigantesco Nariz


  Os cientistas o estão chamando “ o Jimmy Durante” dos dinossauros.

  Não por causa de seus talentos como um pianista de jazz, mas porque – como Durante – o recém identificado dinossauro Rhinorex condrupus tinha um nariz consideravelmente grande.

  Os paleontologistas Dr. Terry Gates, um pesquisador pós-doutorado da Universidade da Carolina do Norte e do Museu de Ciências Naturais da Carolina do Norte, e o Dr. Rodney Scheetz, um pesquisador do Museu de Paleontologia da Universidade Brigham Young (BYU), descobriram o dinossauro com bico de pato, um hadrossauro, guardado na BYU.

  Embora o dinossauro tenha sido originalmente desenterrado na formação Neslen no Utah nos anos 1990, Gates e Sceetz foram os primeiros a reconstruir inteiramente o crânio, quando então perceberam que haviam descoberto uma nova espécie.

  “Nós tínhamos o crânio quase inteiro, que era maravilhoso”, disse Gates em uma declaração escrita, “mas a preparação foi muito difícil. Levou dois anos para livrar o fóssil do arenito em que estava embebido – foi como desenterrar um crânio de dinossauro do concreto de uma entrada de garagem.”

  Os pesquisadores estimam que o Rhinorex (o que significa mais ou menos “Rei dos Narizes”) tinha em torno de 30 pés (9 metros) de comprimento, pesava mais de 8.500 libras (3,9 toneladas), comia plantas, e vivia em um ambiente costeiro pantanoso.

  Quanto àquele nariz – bem, sua função permanece um pouco misteriosa.

  “Se este dinossauro é qualquer coisa parecido com seus parentes, então ele não tinha um super senso de olfato”, disse Gates na declaração, “mas talvez o nariz fosse usado como um meio de atrair parceiros, membros reconhecidos de sua espécie, ou mesmo como um grande suporte para um bico mastigador de plantas. Já estamos investigando respostas para estas questões.”

  Um artigo descrevendo a nova pesquisa foi publicado na edição de 17 de setembro do Jornal de Paleontologia Sistemática.

Fonte : Huffington Post Science, 20/09/2014

Autor : Ryan Grenoble



O recém descoberto Rhinorex condrupus

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