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907.   Terão Pesquisadores Descoberto uma Megaestrutura Alienígena ?

Estrela “bizarra” poderia estar rodeada por uma Esfera de Dyson construída por extraterrestres,
afirmam pesquisadores



  Pesquisadores revelaram uma “bizarra” estrela que, dizem eles, poderia estar circundada por uma imensa estrutura alienígena.

  KIC 8462852, localizada a 1.480 anos luz de distância, foi monitorada pelo Telescópio Espacial Kepler por mais de quatro anos, começando em 2009.

  Agora pesquisadores dizem que não podem explicar estranhas flutuações na luz que ela emite – levando alguns a afirmar que poderia haver uma imensa megaestrutura alienígena em frente a ela.

  “Nunca vimos nada como esta estrela”, disse Tabetha Boyajian, pós-doutorada em Yale, ao The Atlantic.

  “Isto foi realmente estranho.”

  “Pensamos que pudesse ser dados errados ou movimento da espaçonave, mas tudo estava certo.”

Ela publicou recentemente um artigo no jornal online Arxiv descrevendo as possíveis causas – e descartando muitas delas.

  “Ao longo da duração da missão Kepler, KIC 8462852 foi observada passando por quedas de brilho de mais de 20%, de forma irregular e aperiódicas”, descobriram Boyajian e sua equipe no site de astronomia Planet Hunters, que disponibiliza os dados do Kepler para astrônomos amadores e outros voluntários na busca de planetas.

  Lá, os pesquisadores assinalaram a estrela como bizarra desde 2011.

  “A atividade de queda no brilho pode durar entre 5 e 80 dias”, dizem eles.

  A equipe também procurou por possíveis explicações, tais como dados defeituosos ou uma recente colisão.

  “Neste artigo, descrevemos vários cenários para explicar os misteriosos eventos na curva de luz do Kepler, a maioria dos quais tem problemas na explicação dos dados que possuímos”, escreveram eles.

  “Pela consideração de restrições observacionais de amontoados de poeira orbitando uma estrela normal na sequência principal, concluímos que o cenário mais consistente com os dados em mãos é a passagem de uma família de fragmentos de exocometas, todos eles associados com um único evento anterior de fragmentação.”

  Entretanto, alguns especialistas dizem que a causa real poderia ser alguma coisa de longe mais excitante.

  “Alienígenas sempre deveriam ser mesmo a última hipótese que você considera”, disse Jason Wright, astrônomo da Penn State University ao The Atlantic, “mas isto parece com alguma coisa que você poderia esperar que uma civilização alienígena construísse.”

  Wright e seus co-autores dizem que o padrão de luz incomum da estrela é consistente com “um enxame de megaestruturas”, talvez coletores de luz estelar, tecnologia projetada para capturar energia da estrela.

  Wright está agora trabalhando com o Instituto SETI em Berkeley e Boyajian para desenvolver uma proposta de apontar um grande radiotelescópio (o telescópio Green Bank da NRAO no estado de West Virginia ou o telescópio do Observatório Parkes na Austrália) para a estrela, e tentar ouvir um sinal de tecnologia alienígena.

  Pesquisadores do SETI há muito sugeriram que podemos ser capazes de detectar distantes civilizações extraterrestres, procurando por enormes artefatos tecnológicos orbitando outras estrelas.

  “A idéia por trás de nossa pesquisa é que, se uma galáxia inteira foi colonizada por uma avançada civilização de navegantes espaciais, a energia produzida pelas tecnologias daquela civilização seria detectável em comprimentos médios de ondas infravermelhas”, disse Wright sobre sua pesquisa.

  “Se uma avançada civilização de navegantes espaciais usa as grandes quantidades de energia das estrelas de suas galáxias para alimentar computadores, vôo espacial, comunicação ou alguma coisa que não podemos ainda imaginar, a termodinâmica elementar nos diz que esta energia deve ser irradiada finalmente como calor nos comprimentos médios de radiação infravermelha”, disse Wright.

  “Esta mesma física básica faz seu computador irradiar calor enquanto está ligado.”

Fonte : Daily Mail, 14/10/2015

Autor : Mark Prigg



KIC 8462852, localizada a 1.480 anos luz de distância, produziu uma série de bizarras flutuações de luz que os pesquisadores não foram capazes de explicar conclusivamente

“Ao longo da duração da missão Kepler, KIC 8462852 foi observada passando por quedas de brilho de mais de 20%, de forma irregular e aperiódicas”, descobriram Boyajian e sua equipe no site de astronomia Planet Hunters, que disponibiliza os dados do Kepler para astrônomos amadores e outros voluntários na busca de planetas

Uma teoria para uma avançada raça alienígena é que eles poderiam aproveitar a energia de uma estrela inteira, com o uso de uma Esfera de Dyson (na imagem). Entretanto, se tal estrutura existisse, teorizou-se que seríamos capazes de detectar sua assinatura infravermelha, mas um estudo recente não encontrou tal evidência



Veja também :

Sai um extraterrestre para a mesa 4, se faz favor! (21/10/2015)

KIC 8462852 - Where Is the Flux ? (Planet Hunters, 17/10/2015)

Has Kepler Discovered an Alien Megastructure? (14/10/2015)

Scientists can’t explain what huge object is blocking the light from this distant star (15/10/2015)

Bizarre Data From Far-Off Star May Suggest a Solar-Collecting Megastructure (15/10/2015)

Did Astronomers Find Evidence of an Alien Civilization? (Probably Not. But Still Cool.) (14/10/2015)


Veja também :

Search For Intelligent Aliens Near Bizarre Dimming Star Has Begun (19/10/2015)

Falha primeira busca por sinais alienígenas em estrela piscante (09/11/2015)


Astrônomos Eliminam Possibilidade de uma Megaestrutura Alienígena


  A possibilidade de que tenhamos encontrado uma “Esfera de Dyson” alienígena foi rejeitada por cientistas.

  A megaestrutura foi primeiramente sugerida em outubro, quando uma estrela de nome KIC 8462852 surpreendeu os astrônomos com seu piscar errático.

  Uma teoria que prendeu a imaginação mundial dizia que uma megaestrutura alienígena passava em frente à KIC 8462852 e bloqueava sua luz.

  Mas agora, segundo um estudo mais profundo, pesquisadores do SETI dizem que não encontraram sinais de atividade extraterrestre ao redor do corpo da estrela.

  “A hipótese de uma megaestrutura alienígena ao redor da KIC 8462852 está rapidamente se desintegrando”, disse Douglas Vakoch, presidente do SETI Internacional.

  “Não encontramos evidência de uma civilização avançada enviando sinais intencionais de laser em direção à Terra”.

  Os pesquisadores chegaram a esta conclusão depois de fazer observações durante seis noites entre 29 de outubro e 28 de novembro no Observatório Ótico do SETI no Panamá.

  Os cientistas procuraram por pulsos tão curtos quanto um bilionésimo de segundo vindos da estrela, que está 1.480 anos luz distante.

  O telescópio relativamente pequeno do observatório usa um método de detecção único com uma sensibilidade ampliada para sinais pulsantes.

  Se quaisquer extraterrestres hipotéticos enviaram pulsos de laser intencionais no espectro visível em direção à Terra, o observatório poderia tê-los detectado.

  Mas eles não encontraram sinais “modulados” que pudessem transportar mensagens alienígenas, ou qualquer outra coisa fora do comum, tal como sinais produzidos por uma espaçonave alienígena.

  “Dada a grande distância da KIC 8462852, perto de 1.500 anos luz, qualquer sinal recebido hoje na Terra deve ter deixado a estrela logo depois da queda do Império Romano”, disse Marlin Schuetz, diretor do Observatório Ótico do SETI e um dos autores do artigo.

  “Precisamos de um método sensível para detectar quaisquer pulsos de laser que viajaram tanto”, ele acrescentou.

  A KIC 8462852 confundiu os astrônomos porque ela apresenta diminuições irregulares de brilho diferentes de qualquer coisa vista em outra estrela.

  A curva de luz anômala foi medida com o uso do telescópio Kepler da NASA, como parte de sua busca por exoplanetas.

  Mas, mesmo que um planeta do tamanho de Júpiter causasse um escurecimento em torno de um por cento, o escurecimento observado na KIC 8462852 foi muito maior – até 22 por cento.

  E também estranho, o escurecimento não segue o padrão regular de um planeta orbitando uma estrela, mas ao invés disso, é imprevisível.

  A melhor explicação até o momento é que o escurecimento pode ser causado por fragmentos de cometa em uma órbita altamente elíptica ao redor da KIC 8462852, interceptando a luz da estrela ao mesmo tempo em que a missão Kepler a estava observando.

  “Se algum dia nós realmente detectarmos um sinal de uma civilização extraterrestre, precisamos estar prontos para segui-lo em observatórios ao redor do mundo, tão rápido quanto possível”, disse Vakoch.

  Mês passado, um estudo dedicado ao mistério usando dados do Telescópio Espacial Spitzer da NASA, descobriu mais evidência para o cenário envolvendo um enxame de cometas.

  O estudo, chefiado por Massimo Marengo da Universidade Estadual de Iowa, foi aceito para publicação no Astrophysical Journal Letters.

  Entretanto, de acordo com Marengo, mais observações são necessárias para ajudar a resolver o caso da KIC 8462852.

  “Esta é uma estrela muito estranha”, disse ele. “Ela me lembra de quando descobrimos os pulsares.”

  “Eles estavam emitindo sinais estranhos que ninguém havia jamais visto antes, e o primeiro a ser descoberto foi chamado LGM-1, de “Pequenos Homens Verdes” (Little Green Men).”

  No final, os sinais LGM-1 revelaram-se como um fenômeno natural.

  “Podemos não saber ainda o que está acontecendo ao redor desta estrela”, disse Marengo. “Mas é o que torna o caso tão interessante.”

Fonte : Daily Mail, 10/12/2015

Autor : Ellie Zolfagharifard, Mark Prigg



A esperança da descoberta de uma “Esfera de Dyson” alienígena se desvaneceu. A megaestrutura foi primeiramente sugerida em outubro, quando uma estrela de nome KIC 8462852 surpreendeu os astrônomos com seu piscar errático. A imagem mostra uma representação artística para uma Esfera de Dyson – um método proposto para aproveitar a energia de uma estrela inteira

A melhor explicação até o momento é que o escurecimento pode ser causado por fragmentos de cometa em uma órbita altamente elíptica ao redor da KIC 8462852, interceptando a luz da estrela ao mesmo tempo em que a missão Kepler a estava observando. Na imagem uma representação artística



Veja o resumo do primeiro artigo :

Optical SETI Observations of the Anomalous Star KIC 8462852

To explore the hypothesis that KIC 8462852's aperiodic dimming is caused by artificial megastructures in orbit (Wright et al. 2015), rather than a natural cause such as cometary fragments in a highly elliptical orbit (Marengo et al. 2015), we searched for electromagnetic signals from KIC 8462852 indicative of extraterrestrial intelligence. The primary observations were in the visible optical regime using the Boquete Optical SETI Observatory in Panama. In addition, as a preparatory exercise for the possible future detection of a candidate signal (Heidmann 1991), three of six observing runs simultaneously searched radio frequencies at the Allen Telescope Array in California. No periodic optical signals greater than 67 photons/m2 within a time frame of 25 ns were seen. This limit corresponds to isotropic optical pulses of 8E22 joules. If, however, any inhabitants of KIC 8462852 were targeting our solar system (Shostak & Villard 2004), the required energy would be reduced greatly. The limits on narrowband radio signals were 180 - 300 Jy Hz at 1 and 8 GHz, respectively, corresponding to a transmitter with an effective isotropic radiated power of 4E15 W (and 7E15 W) at the distance of KIC 8462852. While these powers requirements are high, even modest targeting could - just as for optical signals - lower these numbers substantially.

Fonte : Cornell University Library, 08/12/2015

Autor : Douglas A. Vakoch,...



Veja o resumo do segundo artigo :

KIC 8462852: THE INFRARED FLUX

We analyzed the warm Spitzer/IRAC data of KIC 8462852. We found no evidence of infrared excess at 3.6 ?m and a small excess of 0.43 ±  0.18 mJy at 4.5 ?m below the 3? threshold necessary to claim a detection. The lack of strong infrared excess 2 years after the events responsible for the unusual light curve observed by Kepler further disfavors the scenarios involving a catastrophic collision in a KIC  8462852 asteroid belt, a giant impact disrupting a planet in the system or a population of dust-enshrouded planetesimals. The scenario invoking the fragmentation of a family of comets on a highly elliptical orbit is instead consistent with the lack of strong infrared excess found by our analysis.

Fonte : The Astrophysical Journal Letters, 19/11/2015

Autor : Massimo Marengo,...

Referência : doi:10.1088/2041-8205/814/1/L15



Veja também :

Are comet fragments best explanation for mysterious dimming star? (25/11/2015)

Dyson Sphere Found? The KIC846252 Alien Megastructure(07/12/2015)

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