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930.   A Sonda Espacial Dawn - Missão Vesta e Ceres IV


A Sonda Dawn Revela as Imagens Mais Próximas Já Obtidas das Áreas Brilhantes


  A espaçonave Dawn da NASA mergulhou para mais perto do que nunca de Ceres, capturando as imagens mais detalhadas já obtidas dos misteriosos pontos brilhantes sobre o planeta anão.

  Obtidas a partir de 240 milhas (386 km) acima da superfície, estas imagens de perto podem ser a mais precisa vista que a nave vai conseguir antes que sua missão termine.

  As novas imagens revelam uma rara, detalhada vista da cratera Occator de 57 milhas (92 km) de diâmetro, e suas intrincadas características sugerem atividade geológica recente.

  Dados adicionais coletados pela espaçonave revelam evidência que apóia a presença de gelo e substâncias voláteis abaixo da superfície, dizem os pesquisadores.

  Pensou-se anteriormente que a cratera Occator era uma grande área brilhante.

  Dados obtidos pela espaçonave revelam uma formação mais complexa, contendo a área mais brilhante sobre Ceres.

  No centro brilhante da cratera com 2,5 milhas (4,0 km) de profundidade, as novas imagens revelam um domo repousando dentro de uma cavidade com paredes suaves.

  O topo e lados do domo são marcados com fraturas e outras características lineares, juntamente com outras fraturas similares vistas ao redor.

  Estas também correm através de áreas brilhantes menores no interior da cratera.

  “A intrincada geometria do interior da cratera sugere atividade geológica no passado recente, mas precisaremos completar o mapeamento geológico detalhado da cratera com o objetivo de testar hipóteses para a sua formação”, disse Ralf Jaumann, cientista planetário e co-pesquisador da missão Dawn no Centro Aeroespacial Alemão (DLR) em Berlim.

  Junto com as imagens, os pesquisadores também liberaram um mapa a cores intensificadas da superfície do planeta anão.

  Jaumann explica que as diferenças de cor sobre Ceres reveladas pelos dados são resultado de complexas interações, fornecendo evidência de gelo e substâncias voláteis sob a superfície.

  Isto é apoiado por dados do Detector de Raios Gama e Nêutrons (GRaND) da Dawn, que encontrou menos nêutrons perto dos pólos do que no equador.

  A variação indica uma concentração maior de hidrogênio perto dos pólos, significando que gelo de água poderia estar presente próximo à superfície nestas áreas.

  “Nossa análise testará a consagrada previsão de que gelo de água pode sobreviver logo abaixo da superfície gelada das altas latitudes de Ceres por bilhões de anos”, disse Tom Prettyman, o responsável pelo GRaND e co-pesquisador da missão Dawn no Instituto de Ciência Planetária em Tuscon, Arizona.

  Novos dados do Espectrômetro de Mapeamento em Radiação Visível e Infravermelha (VIR) também revelou variações na composição do subsolo de Ceres.

  Rastreando as reflexões na superfície de vários comprimentos de onda da luz solar, os pesquisadores são capazes de identificar os minerais particulares na região.

  Na cratera Haulani, os cientistas perceberam uma proporção diferente de materiais na superfície em relação a seus arredores, sugerindo que pode haver uma camada de materiais misturados sob a superfície.

  Os novos dados, em particular as vistas detalhadas da cratera Occator, deram aos cientistas uma visão mais profunda da formação de Ceres, lhes permitindo avançar na investigação de suas origens.

Fonte : Daily Mail, 23/03/2016

Autor : Cheyenne Macdonald



A espaçonave Dawn da NASA mergulhou para mais perto do que nunca de Ceres, capturando as imagens mais detalhadas já obtidas dos misteriosos pontos brilhantes sobre o planeta anão. Obtidas a partir de 240 milhas (386 km) acima da superfície, estas imagens de perto podem ser a mais precisa vista que a nave vai conseguir antes que sua missão termine

Os pontos brilhantes da cratera Occator em cores intensificadas

Uma parte do hemisfério norte de Ceres com dados de contagem de nêutrons obtidos pelo instrumento GRaND. A variação indica uma concentração mais alta de hidrogênio perto dos pólos, significando que gelo de água poderia estar presente próximo à superfície nestas áreas

A cratera Haulani com 21 milhas (34 km) de diâmetro apresentada em imagens do Espectrômetro de Mapeamento em Radiação Visível e Infravermelha (VIR)

Este mapa global mostra a superfície de Ceres em cor intensificada, incluindo comprimentos de onda infravermelhos além da faixa de visão humana
Crédito : NASA / JPL-Caltech /UCLA / MPS / DLR / IDA



Veja também :

MANCHAS BRILHANTES E DIFERENÇAS DE COR EM CERES (25/03/2016)

Imagens Espectaculares de Occator! (23/03/2016)

Bright Spots and Color Differences Revealed on Ceres (NASA, 22/03/2016)


Novos Detalhes de Ceres Vistos Pela Espaçonave Dawn


  Todas as fotos exibidas abaixo, com resolução de 120 pés (35 metros) por pixel, foram obtidas entre 19 e 23 de dezembro de 2015, já na órbita de baixa altitude (low-altitude mapping orbit = LAMO), 240 milhas (385 km) distante de Ceres. A espaçonave permanecerá nesta altitude pelo resto da missão, e além.

  Os outros instrumentos da Dawn também começaram a estudar Ceres intensivamente em meados de dezembro. O espectrômetro de mapeamento em luz visível e infravermelha (Nota 1) está examinando como os vários comprimentos de onda da luz são refletidos por Ceres, o que ajudará a identificar minerais presentes em sua superfície.

  O detector de raios gama e nêutrons (GRaND) da Dawn também está deixando os cientistas ocupados. Dados do GRaND ajudam os pesquisadores a entender a abundância de elementos na superfície de Ceres, juntamente com detalhes da composição dos planetas anões que guarda pistas importantes sobre como evoluíram.

  Depois de orbitar Vesta por 14 meses em 2011 e 2012, a Dawn chegou a Ceres em 6 de março de 2015.

Fonte : NASA, 12/01/2016

Autor : Elizabeth Landau

Nota 1 do Site : Nestes textos é comum usarem a palavra “light” (luz) com o significado de “radiação eletromagnética”. Por isso encontramos “luz infravermelha” que é uma faixa de radiação eletromagnética que não enxergamos.



Esta imagem mostra a cratera Kupalo, uma das mais jovens de Ceres. A cratera possui material brilhante exposto em sua borda anular e paredes, que poderiam ser sais. Seu solo plano é provavelmente formado por derretimento de impacto e destroços. A cratera mede 16 milhas (26 km) de diâmetro e está localizada nas latitudes médias do sul.
Os pesquisadores estarão examinando atentamente se este material brilhante está relacionado com os “pontos brilhantes” da cratera Occator.
“Esta cratera e seus depósitos formados recentemente serão um alvo prioritário de estudo para a equipe conforme a Dawn continue a explorar Ceres em sua fase de mapeamento final”, disse Paul Schenk, um membro da equipe de ciência da Dawn no Instituto Lunar e Planetário, Houston.

Esta imagem mostra uma cadeia de crateras chamada Gerber Catena

Esta vista de Ceres obtida no dia 10 de dezembro mostra uma área localizada aproximadamente a 29,4 graus de latitude sul, e 213,1 graus de longitude leste

O solo fraturado da cratera Dantu, com 78 milhas (126 km) de diâmetro, é visto nesta imagem com resolução de 120 pés (35 metros) por pixel. Fraturas similares são vistas em Tycho, uma das grandes crateras mais jovens da Lua. Esta densa malha de rachaduras pode ter resultado do resfriamento de derretimento de impacto, ou quando o solo da cratera foi erguido depois que a cratera se formou

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