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943.   Dinossauros & Cia VI


Descoberto Gigantesco Parente do Diplodocus


  Um gigantesco dinossauro com pescoço comprido e cauda como um chicote foi descoberto por cientistas.

  Apelidado “Max”, o gigante gentil pesava pelo menos 15 toneladas (2.300 pedras) e tinha 100 pés (30 m) de comprimento.

  A nova espécie é similar ao famoso dinossauro Diplodocus, mas com pernas mais maciças, e um pescoço particularmente alto e triangular próximo à cabeça.

  O famoso dinossauro herbívoro Diplodocus ficou conhecido por sua enorme cauda que podia ser usada como um chicote.

  É suposto que o gigantesco saurópode vagueou por muitos lugares da Terra em torno de 150 milhões de anos atrás, de acordo com pesquisadores.

  O recém descoberto dinossauro usava seu pescoço de 30 pés (9 m) e grandes dentes semelhantes a cavilhas para desnudar por inteiro ramos de árvores, de acordo com pesquisadores.

  Tinha também uma cabeça pequena e pernas grossas como pilares que suportavam o corpo maciço.

  A besta, chamada Galeamopus pabsti, foi desenterrada na Bacia Bighorn no Wyoming mais de 10 anos atrás.

  Cientistas então acreditaram que o esqueleto pertencera a um Diplodocus, os “gentis” dinossauros herbívoros que eram famosos por seus longos pescoços e caudas.

  Mas uma nova análise de seus ossos revelou que o dinossauro é de fato uma espécie única.

  O padrão de tamanho dos ossos sugere que pertenceram a um jovem, único indivíduo que alcançara a maturidade sexual.

  Seus restos incluem uma dúzia de dentes como cavilhas rombudas que teriam sido usados para que ele se empanturrasse incansavelmente com qualquer vegetação disponível.

  Alguns dos ossos têm marcas de mordidas, incluindo duas das costelas, que foram provavelmente causadas por dinossauros alimentando-se de sua carne após sua morte.

  O Dr. Emanuel Tschopp , da Universidade de Turim, disse que o novo diplodocuscídeo está “representado por material de todas as partes do corpo exceto a cauda”.

  A descoberta sugere que pode ter havido um grande número de dinossauros semelhantes ao Diplodocus vagueando pela Terra durante o Jurássico.

  “Os Diplodocuscídeos estão entre os dinossauros saurópodes mais bem conhecidos”, disseram os cientistas em um artigo de pesquisa.

  “Numerosos espécimes das 15 espécies aceitas correntemente pertencem a 10 gêneros que foram reportados desde o Jurássico Superior (Tardio) ao Cretáceo Inferior (Inicial) das Américas do Norte e Sul, Europa e Ásia.”

  “A mais alta diversidade é observada na Formação Morrison do Jurássico Superior no oeste dos Estados Unidos.”

  O dinossauro é um de duas espécies do gênero Galeamopus, um grupo de dinossauros que descobriu-se ser diferente do Diplodocus em 2015.

  Os pesquisadores estão agora tentando descobrir porque grandes saurópodes de pescoço comprido foram tão bem sucedidos durante o Jurássico.

  Foi sugerido que os longos pescoços dos dinossauros podem tê-los ajudado a alcançar alimento que nenhuma outra espécie podia alcançar.

  “Diplodocuscídeos mostram uma surpreendente alta diversidade na Formação Morrison”, disseram os pesquisadores.

  “Isto pode ser possivelmente explicado por uma combinação de isolamento geográfico e temporal, e nicho ecológico.”

  A nova espécie está atualmente em exposição no Museu Aathal de Sáurios na Suíça.

  A pesquisa foi publicada online no periódico científico PeerJ de acesso livre.

Fonte : Daily Mail, 02/05/2017

Autor : Daisy Dunne



A imagem mostra uma reconstituição artística da recém descoberta espécie Galeamopus pabsti do Jurássico do Wyoming

A imagem mostra uma interpretação artística do Galeamopus pabsti (esquerda) junto com outros dinossauros

A besta, chamada Galeamopus pabsti, foi desenterrada na pedreira Howe-Scott na Bacia Bighorn, Wyoming

A nova espécie está atualmente em exposição no Museu Aathal de Sáurios na Suíça

A foto mostra o crânio do Galeamopus pabsti



Veja o artigo completo no PeerJ:

Osteology of Galeamopus pabsti sp. nov. (Sauropoda: Diplodocidae), with implications for neurocentral closure timing, and the cervico-dorsal transition in diplodocids




Arqueologistas Encontram Megacrocodilo de Três Toneladas


  Deve ter sido uma visão aterradora – um crocodilo gigante com duas vezes o tamanho de qualquer um visto atualmente.

Paleontologistas revelaram os restos fossilizados do Machimosaurus rex, um gigante de 30 pés (9,1 metros) de comprimento que pesava até três toneladas.

  O animal, que se acredita ter sido o maior crocodilo marinho do mundo, foi encontrado enterrado nos limites do Saara.

  Os fósseis, incluindo um crânio e um punhado de outros ossos, foram descobertos por Federico Fanti da Universidade de Bolonha na Itália e colegas, com o apoio da National Geographic Society.

  Novos estudos dataram o esqueleto, encontrado na região de Tataouine na Tunísia, como tendo 130 milhões de anos, indicando que estes grandes animais ainda viviam durante o Período Cretáceo.

  Tirando seu tamanho, ele teria se parecido muito com um moderno crocodilo exceto por seu estreito focinho, que lhe permitiria nadar no oceano, disse a equipe.

  Os cientistas acreditam que o Machimosaurus rex tinha uma mordida poderosa e dentes curtos e fortes.

  “O Machimosaurus foi o topo da cadeia alimentar em um vasto ambiente lacustre localizado entre as áridas regiões do Saara e o oceano de Tethys onde outrora a África era separada da Europa”, escreveu a equipe.

  “Estudos cuidadosos do crânio do Machimosaurus indicaram uma extraordinária força na mordida, capaz de triturar as sólidas carapaças de grandes tartarugas, das quais muitos fósseis foram achados junto com o do crocodilo,”

  O Machimosaurus pertence a um grupo de grandes crocodilos que viveram nos oceanos e regiões costeiras cerca de 150 milhões de anos atrás, no final do Período Jurássico.

  Os fósseis encontrados na Europa e América do Norte mostram que nesta época vários grupos de répteis marinhos passaram por um período de crise e sua biodiversidade caiu drasticamente.

  Por esta razão, a transição do Período Jurássico para o Cretáceo foi considerado por muito tempo como um período de extinção a nível global.

  O Machimosaurus rex e outras espécies de fósseis encontrados na Tunísia foram datados em 130 milhões de anos atrás, de modo que elas ainda viviam durante o Cretáceo, cerca de 25 milhões de anos depois do período alegado para a extinção global.

  Precisamente por esta razão, a descoberta fornece novos dados para interpretar os eventos do fim do Jurássico, uma crise biológica ainda pouco compreendida comparada com outros eventos similares, tal como a famosa extinção do fim do Cretáceo, que causou o desaparecimento dos dinossauros.

  Ele provavelmente comia tartarugas e peixes, e pode ter se alimentado de carcaças também.

  “O Machimosaurus rex tinha dentes fortes, redondos e relativamente curtos”, disse Fanti, ”e um crânio maciço capaz de uma mordida com força notável”.

  “Ele teria sido provavelmente algo como um predador de emboscada, nadando pelas águas rasas, caçando tartarugas e peixes, e talvez espreitando por algum animal terrestre que chegasse um pouco perto demais do litoral”, disse ao National Geographic o Dr. Stephen Brusatte, um paleontologista da Universidade de Edimburgo na Escócia que não esteve envolvido na nova pesquisa.

  “Esta é uma nova descoberta genial em uma parte do mundo que não tem sido bem explorada na busca de fósseis.”

  O maior crocodilo de água doce conhecido, o Sarcosuchus imperator, viveu há 110 milhões de anos atrás, crescia até 40 pés (12 metros), e pesava até oito toneladas métricas (17.500 libras).

  A Tunísia, onde o esqueleto foi encontrado, teria sido uma lagoa em frente ao oceano e o ambiente poderia ter abrigado enormes peixes e tartarugas.

  A descoberta lança nova luz sobre uma extinção em massa que especialistas dizem ter acontecido entre o Jurássico e o Cretáceo, cerca de 150 milhões de anos atrás.

  Acredita-se que o Machimosaurus rex tenha então se extinguido, mas a descoberta sugere que o evento de extinção não foi tão abrangente como pensavam alguns paleontologistas.

  “O fato de que o Machimosaurus rex (pertencente a um grupo que estava bem vivo no Jurássico) viveu há 130-120 milhões de anos atrás indica que não houve extinção em massa”, disse Fanti.

  “Todo mundo pensava que este grupo de crocodilos extinguiu-se no Jurássico, mas nós o encontramos bem dentro do Cretáceo”, disse ele.

  “Nós simplesmente estendemos a faixa de existência dos animais. Vinte milhões de anos é um bocado de tempo.”

Fonte : Daily Mail, 11/01/2016

Autor : Mark Prigg



Tirando seu tamanho, ele teria se parecido muito com um moderno crocodilo exceto por seu estreito focinho, que lhe permitiria nadar no oceano, disse a equipe

Os cientistas acreditam que o Machimosaurus rex tinha uma mordida poderosa e dentes curtos e fortes

Ele provavelmente comia tartarugas e peixes, e pode ter se alimentado de carcaças também

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