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951.   O Animal Mais Estranho Que Já Viveu ?


  Com um estranho corpo tubular de até 1 pé de comprimento (30 cm), barbatana caudal, olhos na extremidade de hastes e dentes no final de uma longa e fina tromba, é uma criatura marinha que deixou perplexos os cientistas desde que foi descoberta há 58 anos atrás.

  Mas agora o Monstro de Tully, como a bizarra criatura marinha foi apelidada, foi finalmente identificada por cientistas que dizem que o animal de estranha aparência foi um vertebrado predador aparentado com as lampreias.

  Supõe-se que vagueou pelas águas costeiras lamacentas no que é hoje conhecido como município Grundy, Illinois, cerca de 300 milhões de anos atrás e alguns biologistas pensaram que foi aparentado com as lulas.

  Mas moluscos como as lulas são invertebrados, significando que eles não têm espinha dorsal.

  Nova pesquisa sobre o Monstro de Tully mostrou que essas criaturas tinham uma rígida haste cartilaginosa que suportava seu corpo e também guelras.

  Isto significa que as criaturas de estranha aparência foram predadores vertebrados, similares a algum peixe primitivo.

  Victoria McCoy, uma paleontologista que conduziu a pesquisa na Universidade de Yale, mas agora está na Universidade de Leicester, disse : “Eu primeiro fiquei intrigada pelo mistério do Monstro de Tully.”

  “Com todos os fósseis excepcionais, nós tínhamos uma imagem muito clara de como ele se parecia, mas não uma imagem clara do que ele era.”

  “Ele é tão diferente dos seus parentes modernos que não sabemos muito sobre como ele vivia.”

  “Ele tinha olhos grandes e montes de dentes, de modo que era provavelmente um predador.”

  O Monstro de Tully, foi oficialmente denominado Tullimonstrum gregarium por causa do caçador de fósseis amador que o descobriu em 1958, Francis Tully.

  Milhares de fósseis da criatura foram extraídos de rochas duras encontradas em buracos de minas de carvão em Mazon Creek, muicípio Grundy, Illinois.

  Desde então a criatura tornou-se imensamente popular e até aparece nos lados de caminhões e trailers no Illinois.

  Usando a coleção de 2.000 fósseis do Monstro de Tully do Museu Field, Miss McCoy e colegas analisaram a morfologia e preservação do animal.

  Usando novas técnicas de análise poderosas, tais como mapeamento síncrono elementar, que mostra as características físicas através do mapeamento da química do fóssil, eles foram capazes de revelar sua estrutura.

  Descobriram que o animal tinha um cordão espinal rudimentar, conhecido como notocorda, e guelras, que não tinham sido identificadas anteriormente nos fósseis.

  O Professor Derek Briggs, curador de paleontologia de invertebrados no Museu de História Natural Peabody de Yale, que foi co-autor do estudo publicado no periódico Nature, disse : “Basicamente, ninguém sabia o que era aquilo.”

  “Os fósseis não são fáceis de interpretar, e eles variam bastante. Algumas pessoas pensaram que poderia ser um bizarro molusco nadador. Decidimos aplicar todas as possíveis técnicas de análise nele.”

  Entretanto, ainda permanecem muitas questões. Nenhum fóssil desta criatura foi encontrado em qualquer outro lugar do mundo e não está claro quando elas surgiram na Terra.

  Supõe-se que viveram nas águas rasas lamacentas que cercavam a costa que outrora existiu naquela área do Illinois há 300 milhões de anos atrás.

  Quando morreram foram cobertas por lodo e acabaram encapsuladas na rocha dura que se formou mais tarde.

Fonte : Daily Mail, 16/03/2016

Autor : Richard Gray



Com um estranho corpo tubular de até 1 pé de comprimento (30 cm), barbatana caudal, olhos na extremidade de hastes e dentes no final de uma longa e fina tromba, o Monstro de Tully deixou perplexos os cientistas durante décadas

Fósseis do Monstro de Tully intrigaram os pesquisadores desde a sua descoberta em1958, uma vez que eles foram incapazes de determinar se o animal era um molusco ou um parente dos peixes



Veja o resumo do artigo na Nature :

The ‘Tully monster’ is a vertebrate

  Problematic fossils, extinct taxa of enigmatic morphology that cannot be assigned to a known major group, were once a major issue in palaeontology. A long-favoured solution to the ‘problem of the problematica’, particularly the ‘weird wonders’ of the Cambrian Burgess Shale, was to consider them representatives of extinct phyla. A combination of new evidence and modern approaches to phylogenetic analysis has now resolved the affinities of most of these forms. Perhaps the most notable exception is Tullimonstrum gregarium, popularly known as the Tully monster, a large soft-bodied organism from the late Carboniferous Mazon Creek biota (approximately 309–307 million years ago) of Illinois, USA, which was designated the official state fossil of Illinois in 1989. Its phylogenetic position has remained uncertain and it has been compared with nemerteans, polychaetes, gastropods, conodonts, and the stem arthropod Opabinia. Here we review the morphology of Tullimonstrum based on an analysis of more than 1,200 specimens. We find that the anterior proboscis ends in a buccal apparatus containing teeth, the eyes project laterally on a long rigid bar, and the elongate segmented body bears a caudal fin with dorsal and ventral lobes. We describe new evidence for a notochord, cartilaginous arcualia, gill pouches, articulations within the proboscis, and multiple tooth rows adjacent to the mouth. This combination of characters, supported by phylogenetic analysis, identifies Tullimonstrum as a vertebrate, and places it on the stem lineage to lampreys (Petromyzontida). In addition to increasing the known morphological disparity of extinct lampreys, a chordate affinity for T. gregarium resolves the nature of a soft-bodied fossil which has been debated for more than 50 years.

Fonte : Nature, 16/03/2016

Autor : Victoria E. McCoy, Derek E. G. Briggs,...

Referência : doi:10.1038/nature16992

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