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959.   Avanço Radical Armazena Fotos Digitais em DNA Pela Primeira Vez


  É esperado que o “universo digital” atinja 44 trilhões de gigabytes por volta de 2020, o que excede nossa capacidade de armazenamento.

  Com o objetivo de resolver esta falta de espaço, pesquisadores desenvolveram uma técnica que armazena informação digital dentro de DNA.

  Embora a idéia tenha sido tentada antes, agora os pesquisadores codificaram dados digitais de arquivos de imagem em uma sequência de nucleotídeos de fragmentos de DNA sintético e reverteram o processo para recuperá-los – com perda zero de dados.

  Os pesquisadores da Universidade de Washington (UW) e da Microsoft colaboraram no trabalho de comprimir a maciça quantidade de dados digitais que poderia encher um supermercado Walmart ao tamanho de um cubo de açúcar.

  “A vida produziu esta fantástica molécula chamada DNA que armazena eficientemente todos os tipos de informação sobre seus genes e como um sistema vivo funciona – é muito, muito compacto e muito durável”, disse o co-autor Luis Ceze, professor associado de ciência e engenharia de computadores na UW .

  Os pesquisadores começaram por converter as longas cadeias de uns e zeros de dados digitais para os quatro blocos básicos de sequências de DNA – adenina, guanina, citosina e timina.

  “Como você vai de uns e zeros para As, Gs, Cs e Ts realmente importa, porque se você usa uma abordagem inteligente, você pode torná-lo muito compacto e não comete um monte de erros”, disse o co-autor George Seelig, um professor associado de engenharia elétrica e ciência e engenharia de computadores na UW .

  “Se você o fizer errado, terá um monte de enganos.”

  Os dados digitais foram então cortados em pedaços e armazenados pela sintetização de um número maciço de minúsculas moléculas de DNA, que podem ser desidratadas e preservadas por um longo tempo.

  Com o objetivo de recuperar os dados armazenados, a equipe codificou o equivalente de códigos CEP e endereços de ruas nas sequências de DNA, o que lhes permitiu encontrar facilmente o que precisavam.

  E usando técnicas de sequenciamento de DNA, os pesquisadores podem “ler” os dados e transformá-los de volta na sua forma original usando os endereços para reordenar os dados.

  Eles codificaram e recuperaram com sucesso dados digitais de imagens e vídeos.

  “Demonstramos a viabilidade do nosso projeto de sistema com uma série de experimentos de laboratório, nos quais armazenamos com sucesso dados em DNA e executamos acesso randômico para ler de volta somente valores selecionados”, lê-se no artigo.

  “Em seguida avaliamos nosso projeto usando simulações para entender as características de correção de erro de diferentes esquemas de codificação, e fazer projeções sobre a futura viabilidade baseada em tendências tecnológicas.”

  Moléculas de DNA são capazes de armazenar informação muitos milhões de vezes mais densamente do que as tecnologias existentes para armazenamento digital, explicaram os pesquisadores.

  Todos os equipamentos de armazenamento digital que usamos – flash drives, discos rígidos, medias magnética e ótica, degradam-se depois de uns poucos anos.

  Mas usando este novo método preservaremos a informação por séculos.

  Entretanto, o grupo enfrenta um desafio que é tornar este método mais efetivo em termos de custo e eficiência de modo que possa ser utilizado em larga escala.

  “Esta abordagem multidisciplinar é o que torna o projeto excitante”, disse Karin Strauss, uma pesquisadora da Microsoft e professora associada afiliada de ciência e engenharia de computação na UW.

  “Estamos lidando com um conjunto de diversas disciplinas para avançar as fronteiras do que pode ser feito com DNA.”

  “E, como um resultado, criando um sistema de armazenamento com densidade e durabilidade sem precedentes.”

Fonte : Daily Mail, 08/04/2016

Autor : Stacy Liberatore

Referência : A DNA-Based Archival Storage System



Com o objetivo de resolver esta falta de espaço, pesquisadores desenvolveram uma técnica que armazena informação digital dentro da pálida mancha rosa de DNA que repousa na extremidade de um tubo de ensaio

Com o objetivo de recuperar os dados armazenados, a equipe codificou o equivalente de códigos CEP e endereços de ruas nas sequências de DNA

Os pesquisadores da Universidade de Washington (UW) e da Microsoft colaboraram no trabalho de comprimir a maciça quantidade de dados digitais que poderia encher um supermercado Walmart ao tamanho de um cubo de açúcar. O grupo enfrenta agora um desafio que é tornar este método mais efetivo em termos de custo e eficiente de modo que possa ser utilizado em larga escala



Veja também :

Imagens e vídeo são gravados em DNA - e lidos sem erros (Inovação Tecnológica, 12/04/2016)

Memória de DNA

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