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970.   Arqueólogos Descobrem Elaboradas Pinturas Sobre o Egito em Pompéia


  Um jardim de uma grande vila antiga em Pompéia que foi o lar de deslumbrantes pinturas poderia guardar segredos de como o Império Romano em seu início foi influenciado pelo antigo Egito.

  Intrincados desenhos na Casa dell’Efebo, que foi uma das maiores casas da cidade antes de ser destruída na sua maior parte quando o Monte Vesúvio entrou em erupção em 79 d.C., mostra uma série de murais sobre o Nilo com crocodilos, hipopótamos, lótus e homens de baixa estatura lutando com animais selvagens.

  Caitlin Barret do departamento de clássicos da Universidade de Cornell disse que os desenhos dão à casa um ar mais cosmopolita e mostram como os romanos tiveram um forte interesse na cultura do antigo Egito tal como a religião.

  Barret disse à IBTUK: “As pinturas da Casa dell’Efebo foram criadas depois que o Egito foi incorporado ao Império Romano, mas várias gerações depois da conquista inicial do Egito por Augusto.”

  “Alguns pesquisadores voltaram-se para explicações enfatizando a religião: talvez pinturas de paisagens do Egito tenham a ver com um interesse nos deuses egípcios.”

  “Outros interpretaram essas pinturas como declarações políticas: talvez sejam uma celebração da conquista do Egito. Eu sugiro que ao invés de tentar aplicar uma explicação única para tudo, deveríamos olhar para o contexto e escolhas individuais.”

  Entrementes, representações de atividade sexual, música e consumo de álcool são frequentemente o centro dessas pinturas.

A pesquisa foi submetida ao American Journal of Archaeology e também assegura que os artefatos encontrados pelo jardim da casa e a estrutura elaborada da arquitetura tal como instalações de água representam a natureza variada do Império Romano.

  Barret continuou: “Neste conjunto particular, ao invés de tentar somente fazer algum tipo de declaração sobre rituais de Isis ou política romana, o proprietário da casa parece estar afirmando uma identidade cosmopolita como um cidadão do Império.”

  “Nas casas de Pompéia neste tempo, quando as pessoas estão representando terras longínquas na arte doméstica, elas estão também tentando mostrar o que significa para elas serem participantes do Império Romano.”

  O estudo diz que as pinturas do Nilo na casa de Pompéia forneceram aos habitantes uma oportunidade de mudar o local e suas identidades do Império Romano e recriar um microcosmo do mundo em que viveram.

  “As pessoas algumas vezes imaginam que fenômenos como a globalização são criações do mundo moderno. De fato, se você olha o Império Romano há montes de paralelos para algumas das interações inter-culturais que também são muito parte do nosso próprio mundo contemporâneo”, concluiu a pesquisadora.

Fonte : Daily Mail, 07/05/2017

Autor : Simon Holmes



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