Home

979.   A Arte dos Mundos Alienígenas

NASA revela como são criadas suas incríveis representações artísticas de exoplanetas


  Se você fechar seus olhos e imaginar um planeta distante do nosso, há chance de que já haja uma imagem bem formada esperando em sua mente – ele é estéril, com rachaduras correndo através de sua superfície, ou é coberto por extensos oceanos?

  De muitas maneiras, nossas visões de mundos alienígenas são moldadas por artistas que dão vida a importantes conjuntos de dados científicos, acrescentando a descrição mais plausível de suas paisagens.

  Uma dupla de artistas conhecida por suas imagens conceituais impressionantes de exoplanetas, incluído o recentemente descoberto sistema Trappist-1, revelaram um pouquinho sobre o extenso processo de criar visualizações que cativem o público e satisfaçam exigências científicas.

  Como explicam os especialistas, o trabalho começa com “um montão de responsabilidade” conforme eles transformam números e “rabiscos em tabelas” em representações plausíveis de planetas reais.

  O cientista de visualização Robert Hurt do centro IPAC do Caltech, e o produtor de multimídia Tim Pyle criaram juntos algumas das imagens mais memoráveis da NASA com base em dados do Telescópio Espacial Spitzer e outros observatórios.

  “Nossas concepções artísticas se tornam a face pública de alguns destes objetos”, explicou Pyle em um vídeo recente para o Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, explicando o significado do seu trabalho.

  “As imagens não podem ser apenas bonitas – elas também têm que mostrar as condições ambientes do planeta de forma tão precisa quanto possível.”

  “Tome Trappist-1, por exemplo.”

  “As propriedades que obtemos com este tipo de observação incluem o diâmetro do planeta e seu período orbital, explicou Hurt.”

  “Se é plausível que ele seja preso pelo efeito maré” (Nota 1), Pyle aduziu, “isto dirá alguma coisa sobre como o planeta provavelmente se parece.”

  “Se é menos denso que a Terra, deve ter mais voláteis, como água nele, este é o porquê de dois dos planetas de Trappist terem sido mostrados como mundos com água”, disse Hurt.

  “Se ele tem uma densidade maior que a da Terra, então é provavelmente um pouco mais rochoso.”

  Para aqueles que acompanharam a história desde a descoberta do sistema Trappist-1 próximo, que se sabe conter sete planetas do tamanho da Terra, três dos quais situados mesmo dentro da zona habitável, o punhado de imagens conceituais ficaram gravadas em nossas mentes quando imaginando como eles poderiam se parecer.

  Um, em particular, mostra uma aparência espetacular de saliências pontudas e água líquida que poderiam existir na superfície de Trappist-1f (ver imagem acima).

  Os artistas trabalham com cientistas para assegurar que suas imagens conceituais seguem a direção certa.

  E, se alguma coisa não está certa, os cientistas rejeitarão aquela versão.

  No caso de Trappist-1d, por exemplo, os artistas explicam que suas representações foram inicialmente recusadas por sua descrição inexata de água líquida no “lado do dia” do planeta.

  De acordo com os cientistas, ao invés a água é mais provavelmente encontrada no lado escuro.

  Situações como essa frequentemente levam a um acordo, explicou Hurt.

  No final, eles criaram uma imagem que melhor representava os dados, mas também incluíram mais água no lado do dia do que os cientistas esperariam.

  Não somente imagens conceituais artísticas ajudam o público a ter melhor compreensão do que as condições poderiam ser em mundos distantes, mas os especialistas dizem que também funcionam como uma “história visual” da evolução da ciência.

  A habilidade pode ser remontada ao artista Chelsey Bonestell, que alcançou a fama nos anos 1950 e 60 pelo seu trabalho em arte sobre o espaço e ilustrações com base na ciência, explica Hurt.

  “Se você voltar e olhar a história completa da arte sobre o espaço e ilustração com base na ciência, chegando a muitas, muitas décadas atrás, você terá uma história visual, um registro visual do nosso entendimento em evolução”, disse Hurt.

  “A arte é tanto um registro histórico do nosso entendimento dinâmico do Universo quanto os livros que escrevemos.”

  As imagens não tencionam significar que aquilo que é mostrado é exatamente como os planetas se parecem, explicou Pyle.

  Mas, elas objetivam “ilustrar ao máximo toda a extensão daquilo que seria plausível”.

  “Para o público, o valor disso não é apenas lhe dar uma imagem de alguma coisa que alguém fez”, disse Douglas Hudgins, um cientista do programa de Exploração de Exoplanetas da sede da NASA em Washington.

  “Estas são conjecturas realistas, abalizadas sobre como alguma coisa se pareceria para seres humanos.”

  “Uma imagem vale por mil palavras.”

Fonte : Daily Mail, 09/06/2017

Autor : Cheyenne Macdonald

Nota 1 do Site : Se o planeta estiver próximo demais de sua estrela mãe, a atração gravitacional irá "freando" a rotação até que uma face fique permanentemente voltada para a estrela



A imagem impressionante revela como o clima poderia se parecer em uma “anã marrom” – um objeto frio parecido com uma estrela, mas com massa insuficiente para sustentar fusão nuclear em seu centro

Uma dupla de artistas conhecida por suas imagens conceituais impressionantes de exoplanetas, incluído o recentemente descoberto sistema Trappist-1, revelaram um pouquinho sobre o extenso processo de criar visualizações que cativem o público e satisfaçam exigências científicas

A concepção do artista mostra o que o exoplaneta 55 Cancri e pode se parecer, como um mundo quente e rochoso. Os cientistas dizem que o planeta tem cerca de duas vezes o tamanho da Terra

As imagens não podem ser apenas bonitas – elas também têm que mostrar as condições ambientes do planeta de forma tão precisa quanto possível. A imagem acima mostra o planeta Kepler-16b similar a Tattooine, que se sabe orbitar dois sóis

Como explicam os especialistas, o trabalho começa com “um montão de responsabilidade” conforme eles transformam números e “rabiscos em tabelas” em representações plausíveis de planetas reais. A deslumbrante imagem conceitual mostra o planeta KELT-9b, o mais quente gigante gasoso descoberto até agora, orbitando sua estrela hospedeira

De muitas maneiras, nossas visões de mundos alienígenas são moldadas por artistas que dão vida a importantes conjuntos de dados científicos, acrescentando a descrição mais plausível de suas paisagens. Kepler-186f, por exemplo, o primeiro planeta do tamanho da Terra validado, a orbitar na zona habitável de uma estrela distante, como mostrado acima

<p align="center"> <font face="tahoma" size=4> <a href="Menu_alternativo.htm" target="_top"> <font color="ff0000">Voltar para o Menu Alternativo</font> </a> </font> </p>