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982.   Satélite Localiza um Gigantesco Buraco na Superfície de Marte


  Uma bizarra cavidade no hemisfério sul de Marte deixou cientistas perplexos sobre a sua formação.

  A característica, que parece o lar da fera fictícia de Stars Wars que podia engolir uma pessoa inteira, deve ter sido criada pelo impacto de uma rocha espacial desgarrada – ou, poderia ser o resultado de um colapso da superfície.

  Uma deslumbrante imagem nova obtida pelo instrumento HiRISE (Experimento de Imagens de Ciência em Alta Resolução) a bordo do Orbitador de Reconhecimento de Marte (MRO) da NASA revelou uma vista da estranha formação circular e do terreno circundante parecendo queijo suíço.

  A imagem foi obtida em 25 de março, durante os últimos estágios do verão de Marte no hemisfério sul, dizem os pesquisadores.

  Nessa época, o Sol está baixo no horizonte, revelando melhor a sutil textura da superfície marciana.

  “Vemos muitas cavidades rasas na brilhante cobertura residual de gelo de dióxido de carbono (também chamado 'terreno queijo suíço')”, escreveu Alfred McEwen, do Laboratório Lunar e Planetário da Universidade do Arizona.

  “Também há uma formação circular mais profunda que penetra através do gelo e poeira.”

A deslumbrante imagem nova obtida pelo instrumento HiRISE (Experimento de Imagens de Ciência em Alta Resolução) revelou uma vista da estranha formação circular e do terreno circundante parecendo queijo suíço

  O especialista diz que o buraco poderia ser uma cratera de impacto ou resultado do colapso do solo, ambos sendo ocorrências comuns em Marte.

  Do ângulo capturado pelo HiRISE, a depressão de aparência ameaçadora parece muito com a Grande Cova de Carkoon, que abrigava o sarlacc carnívoro de Jabba the Hutt na série Star Wars.

  Não é a primeira vez que cientistas localizaram uma cratera incomum em Marte.

  Anteriormente neste ano, pesquisadores investigaram uma bizarra característica de aparência escamosa descoberta nos depósitos em camadas no Pólo Sul.

  Embora se suponha que seja uma cratera de impacto, o terreno gelado sofre processos que alteram drasticamente a forma das características da superfície como essa, causando incerteza sobre sua verdadeira origem.

  O tamanho e freqüência das crateras de impacto em Marte podem ajudar os cientistas a formar uma imagem mais clara da idade de uma paisagem, de acordo com a NASA.

  Mas, conforme elas se achatam e transformam com o tempo, é algumas vezes difícil certificar uma origem de impacto.

  Este é o caso com a estranha incrustação escamosa capturada pelo instrumento HiRISE.

  Uma imagem da característica projetada na escala de 50 centímetros (19,7 polegadas) por pixel mostra como ela apequena todas as outras marcas que pontuam a paisagem.

  Isto aconteceu apenas dias depois da NASA ter revelado que o Orbitador de Reconhecimento de Marte (MRO) tinha completado 50.000 órbitas ao redor do planeta vermelho desde 2006.

  A agência espacial liberou uma formidável animação que mostra como as observações se acumularam nos últimos 11 anos.

  O mosaico mostra a crescente cobertura de apenas uma foto por mês, revelando como a Câmera de Contexto (CTX) montou uma cobertura de mais de 99 por cento da superfície marciana.

  A Câmera de Contexto (CTX) “explora um ponto de equilíbrio harmonioso entre resolução e tamanho do arquivo de imagem”, de acordo com a NASA.

  Ela alcança uma resolução de aproximadamente 20 pés (6 metros) por pixel, e nos anos desde que foi ligada fotografou 99,1 por cento de Marte – mais ou menos o equivalente à área de terra do nosso planeta.

  De acordo com a agência espacial, nenhuma outra câmera enviada ao planeta vermelho capturou tão detalhadas observações dele.

  Ao longo de cerca de uma década, a câmera obteve aproximadamente 90.000 imagens, com cada uma cobrindo uma faixa de terreno com cerca de 18,6 milhas (30 km) de extensão.

  Apesar da distância, ela pode captar características tão pequenas quanto uma quadra de tênis.

  A câmera fez umas poucas viagens de retorno, observando 60,4 por cento do planeta mais de uma vez para ajudar os cientistas a melhor entender a sua superfície, e aprender mais sobre futuros locais de pouso.

  “Alcançar 99,1 por cento de cobertura foi complicado por causa de um número de fatores, incluindo condições climáticas, coordenação com outros instrumentos, limitações de tráfego de dados no link, e restrições da órbita, que tendem a limitar onde e como podemos fotografar”, disse Michael Malin, chefe da equipe da Câmera de Contexto, da Malin Space Science Systems, São Diego.

  “Uma cobertura única fornece ume base que podemos usar para comparação com futuras observações, quando procurarmos por alterações.”

  “Fotografar novamente áreas atende duas funções: procurar por mudanças e formar vistas estereoscópicas a partir das quais podemos fazer mapas topográficos.”

  A Câmera de Contexto observou dramáticas mudanças na superfície, incluindo mais de 200 observações de crateras de impacto recentes, o que permitiu aos cientistas calcular a taxa de colisões por rochas espaciais.

  E, algumas dessas crateras revelaram material que se pensa ser gelo de água.

O último ajuste do MRO teve lugar semana passada, com uma queima de 45,1 segundos de seis foguetes de tamanho intermediário para alterar a órbita de tal modo que a nave possa estar no lugar certo para receber transmissões do módulo de pouso InSight Marte da NASA, conforme ele desça até a superfície em 26 de novembro de 2018. A imagem mostra tomadas do HiRISE em uma análise de pontos de pouso eventuais para o InSight

  O Orbitador de Reconhecimento de Marte (MRO) foi lançado em 12 de agosto de 2005, e começou a obter imagens depois de alcançar sua órbita em 2006.

  Eventualmente ele revisou sua órbita depois de vários meses, usando o atrito com a atmosfera superior de Marte.

  Seu último ajuste teve lugar semana passada, com uma queima de 45,1 segundos de seis foguetes de tamanho intermediário para alterar a órbita de tal modo que a nave possa estar no lugar certo para receber transmissões do módulo de pouso InSight Marte da NASA, conforme ele desça até a superfície em 26 de novembro de 2018.

  “Depois de 11,5 anos de vôo, a nave espacial está em forma e permanece totalmente funcional”, disse Dan Johnston, diretor de Projeto do MRO no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA.

  “É um veículo magnífico que esperamos servirá ao Programa de Exploração de Marte e Ciência de Marte por muitos mais anos por vir.”

Fonte : Daily Mail, 02/06/2017

Autor : Cheyenne Macdonald

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