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983.   Telescópio Espacial Kepler Localizou Mais 10 Planetas na Zona Habitável


  A espaçonave Kepler detectou 219 novos candidatos a exoplaneta – e dez poderiam ser habitáveis.

  Em uma entrevista para a imprensa hoje no Centro de Pesquisa Ames da NASA, cientistas revelaram o “mais confiável” catálogo já produzido de potenciais planetas em nossa galáxia, trazendo o total para 4.034.

  De acordo com os cientistas, mais de 2.300 planetas localizados durante as missões Kepler até agora foram confirmados, incluindo mais de 30 planetas do tamanho da Terra que ficam na zona habitável de suas estrelas.

  Dos 219 novos candidatos a planeta, 10 são aproximadamente do tamanho da Terra e orbitam dentro da zona habitável da sua estrela hospedeira, revelaram os cientistas do Kepler durante a entrevista de hoje.

  A zona habitável representa uma faixa na qual um planeta poderia ter a temperatura certa para manter água líquida na superfície.

  Com a nova análise, o número de candidatos do tamanho da Terra em zonas habitáveis subiu agora para cerca de 50, com mais de 30 confirmados como exoplanetas.

  O candidato a Terra mais próximo é um objeto conhecido como K77-11, dizem os pesquisadores.

  Ele recebe justamente a mesma quantidade aproximada de energia que nós recebemos do nosso Sol, e é somente ligeiramente maior do que a Terra, com um raio de 1,3 vezes o da Terra, explicou Susan Thompson, cientista pesquisadora do Kepler no Instituto SETI em Mountain View, Califórnia.

  O último catálogo representa a pesquisa final do Kepler na constelação do Cisne, e abrange os primeiros quatro anos de dados da espaçonave.

  Dos 4.034 candidatos identificados até agora, 2.335 já foram verificados.

  Os pesquisadores dizem que as descobertas poderiam basicamente ajudar na busca por vida alienígena, oferecendo “a mais completa e confiável contagem de mundos distantes até o momento”.

O último catálogo representa a pesquisa final do Kepler na constelação do Cisne, e abrange os primeiros quatro anos de dados da espaçonave. A espaçonave Kepler detectou 219 novos candidatos a exoplaneta – e dez poderiam ser habitáveis

Com a nova análise, o número de candidatos do tamanho da Terra em zonas habitáveis subiu agora para cerca de 50, com mais de 30 confirmados como exoplanetas

  “Este novo resultado apresentado hoje tem implicações para o entendimento da freqüência de diferentes tipos de planetas e galáxias, nos ajudando a avançar nosso conhecimento sobre como os planetas se formaram”, disse Mario Perez, cientista de programação do Kepler na Divisão de Astrofísica da Diretoria de Missões de Ciência da NASA em Washington, durante a conferência.

  Em acréscimo aos novos candidatos a exoplaneta, os pesquisadores também identificaram uma notável distinção entre grupos de planetas pequenos, o que poderia ajudar a guiar a busca por vida alienígena.

  Com as observações do Kepler e do Observatório W. M. Keck no Havaí, os pesquisadores descobriram que grupos de planetas pequenos poderiam ser divididos em duas categorias: planetas rochosos do tamanho da Terra, e planetas gasosos menores que Netuno.

  A descoberta sugere que – por razões ainda não conhecidas – o Universo tende a criar planetas rochosos até cerca de 75 por cento maiores que a Terra.

Dos 4.034 candidatos identificados até agora, 2.335 já foram verificados. Os pesquisadores dizem que as descobertas poderiam basicamente ajudar na busca por vida alienígena, oferecendo “a mais completa e confiável contagem de mundos distantes até o momento”

Com as observações do Kepler e do Observatório W. M. Keck no Havaí, os pesquisadores descobriram que grupos de planetas pequenos poderiam ser divididos em duas categorias: planetas rochosos do tamanho da Terra, e planetas gasosos menores que Netuno

  E, aproximadamente metade destes planetas ganha pequenas quantidades de hidrogênio e hélio, fazendo-os crescer dramaticamente em tamanho.

  Como resultado, eles ‘saltam o intervalo”, para se tornar um dos mundos do tamanho de Netuno.

  “Gostamos de pensar sobre esse estudo de classificação de planetas do mesmo modo que biologistas identificam novas espécies de animais”, disse B.J. Fulton, candidato a doutorado na Universidade do Havaí em Manoa e no Instituto de Tecnologia da Califórnia.

  “Descobrir dois grupos distintos de exoplanetas é como descobrir mamíferos e lagartos que formam ramos distintos de uma árvore de famílias.”

  A missão Kepler localizou milhares de exoplanetas confirmados ao longo dos anos, com 21 planetas menores que o dobro da Terra com existência confirmada na zona habitável.

Em 2013, devido a falhas no seu sistema direcional, o Kepler começou sua missão K2, o que proporcionou um campo de visão eclítico com oportunidades maiores para observatórios baseados em terra nos hemisférios norte e sul

A missão Kepler localizou milhares de exoplanetas confirmados ao longo dos anos, com 21 planetas menores que o dobro da Terra com existência confirmada na zona habitável

  De acordo com a NASA, o novo catálogo é o resultado “da mais sofisticada análise até agora feita” pela missão Kepler, e dará origem a novas linhas de pesquisa de exoplanetas.

  O telescópio espacial Kepler lançado em 2009, é o maior avanço na busca de planetas do tamanho da Terra fora do nosso sistema solar que possam estar na ou perto da zona habitável de suas estrelas.

  Agora mesmo no último verão, astrônomos revelaram que eles descobriram 197 novos candidatos a planeta, e confirmaram 104 deles através da missão Kepler.

  Alguns dos planetas, que são todos 20 a 50 por cento maiores que a Terra em diâmetro, estão orbitando a estrela anã K2-72, situada 181 anos luz distante.

  Na época, os pesquisadores liderados pela Universidade do Arizona disseram que a possibilidade de vida em planetas em torno de uma estrela deste tipo não pode ser descartada.

O telescópio espacial Kepler lançado em 2009, é o maior avanço na busca de planetas do tamanho da Terra fora do nosso sistema solar que possam estar na ou perto da zona habitável de suas estrelas

  Desde o seu lançamento, a missão Kepler tem sido prejudicada por vários contratempos – mas, ela ainda continuou a localizar novos objetos fora do nosso sistema solar.

  Em sua missão inicial, o Kepler examinou apenas uma área do céu no hemisfério norte, medindo a frequência de planetas cujo tamanho e temperatura poderiam ser similares aos da Terra orbitando estrelas similares ao nosso Sol.

  Na missão estendida da espaçonave em 2013, ela perdeu sua capacidade de apontar com precisão para sua área alvo original, mas uma alternativa foi encontrada para dar uma segunda vida ao telescópio.

  Depois disso, o Kepler iniciou sua missão K2, que forneceu um campo de visão eclítico com oportunidades maiores para observatórios baseados em terra nos hemisférios norte e sul.

  Porque ela cobre mais do céu, a missão K2 é capaz de observar uma fração maior de estrelas mais frias e menores, do tipo anã vermelha.

Fonte : Daily Mail, 20/06/2017

Autor : Cheyenne Macdonald



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NASA DIVULGA CATÁLOGO DO KEPLER COM CENTENAS DE NOVOS CANDIDATOS A PLANETA (20/06/2017)

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