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984.   Out of Place Artifacts (OOPArts) III


  Esta página visa reunir informações sobre alguns dos assim chamados “Out of Place Artifacts”, que a Wikipédia define como:

”Artefatos de interesse histórico, arqueológico ou paleontológico encontrados em um contexto não usual, que desafiam a cronologia histórica por serem “muito avançados” para o nível de civilização que existia na época, ou indicam “presença humana’ antes que os humanos tenham reconhecidamente existido.”

  Um comentário oportuno do site Skeptoid:

”O fato é que os OOPArts, apesar de toda a excitação que provocam, até agora nunca se mantiveram diante de qualquer escrutínio. Os exemplos testáveis, como o Mecanismo de Antikythera, provaram se encaixar em nosso entendimento da história e no melhor dos casos, o aperfeiçoaram. O resto, até agora, mostrou ser tudo contos de fada não existentes (como as Pedras Dropa), notícias sensacionalistas de objetos comuns (como o Artefato Coso), ou alguma coisa que encaixa nas agendas revisionistas dos adeptos da Terra Jovem, dos OVNIs, ou de qualquer outro grupo que coloca a ciência de lado em favor da ideologia.”

Artefato de Coso

Este seria um caso de "objeto erroneamente datado"

  Em 1961, o artefato foi descoberto por Wallace Lane, Virginia Maxey e Mike Mikesell, que procuravam minerais para vender em sua loja em Olancha, Califórnia. Encontraram um objeto arredondado cuja camada externa mostrava fragmentos de conchas fósseis, e também foram observadas duas incrustações metálicas não magnéticas. Vejam abaixo o aspecto do exterior do objeto, que bem superficialmente parece um geode.

  No dia seguinte, Mike Mikesell cortou ao meio o objeto com uma serra de diamante, e no interior das duas metades viu uma seção circular branca muito dura parecendo porcelana com uma haste metálica no centro, que se mostrou sensível ao imã. Ao redor da porcelana havia uma camada de cobre corroído e depois uma camada hexagonal escura.

  Virginia Maxey alegou ter levado o que acharam ser um geode a um geologista, que o datou como tendo cerca de 500.000 anos de idade. Mas não sabemos quem foi este geologista, como ele analisou o objeto, e o que ele disse realmente. Como o objeto não pode ser um geode, por ter características completamente diferentes, a própria existência do geologista ou da sua capacidade profissional se torna duvidosa.

  Para ter uma idéia de contexto, consultamos a Wikipédia e descobrimos que Olancha em 2010 tinha menos de 200 HABITANTES, imaginem em 1961! A lojinha de Lane, Maxey e Mikesell deve ter sido aberta para atender os poucos turistas que se aventuravam na região. Não devia ser muito lucrativa, e um objeto estranho como aquele deve ter parecido uma boa maneira de chamar atenção e aumentar o movimento turístico.

  Mais tarde, um geologista criacionista, Ron Calais, fotografou e obteve imagens com raios X das duas metades do objeto. Ao que se sabe, Calais foi a única pessoa a examinar o artefato além dos três descobridores (e do suposto geologista que o datou).

  Quando o artefato se tornou conhecido, logo surgiram as mais imaginosas sugestões para a sua origem, como uma antiga civilização avançada, visitantes alienígenas pré-históricos e humanos viajantes do tempo. Alguns proponentes dessas histórias fantásticas mencionaram “misteriosos anéis de cobre” envolvendo a porcelana. No entanto, os anéis de cobre entre camadas de asbestos são um recurso de projeto adotado para compensar a enorme diferença entre os índices de dilatação da porcelana e do aço.

  Mas os pesquisadores Pierre Stromberg e Paul Heinrich fizeram uma detalhada investigação, e, com o auxílio dos Colecionadores de Velas da América, identificaram o artefato como sendo uma vela automotiva Champion da década de 1920, muito usada nos Fords T e A. O envoltório da vela era uma concreção composta por ferro oriundo da oxidação da peça. Os dois pesquisadores produziram um detalhado relatório que foi o melhor texto que achamos sobre o assunto (ver a Referência [1]).

  Atualmente não se sabe o paradeiro do artefato, e sobre os três descobridores, o Sr. Lane é falecido, a Sra. Maxey não dá declarações, e do Sr. Mikesell nada se sabe.

  E, a propósito, o nome “Artefato de Coso” vem da cadeia de montanhas Coso, onde foi encontrado.

. Referências

[1] The Coso Artifact, Mystery from the Depths of Time (www.talkorigins.org/faqs/coso.html)

[2] Coso artifact (Wikipedia) (en.wikipedia.org/wiki/Coso_artifact)

[3] The 10 Most Not-So-Puzzling Ancient Artifacts: The Coso Artifact (archyfantasies.com/2012/07/09/the-10-most-not-so-puzzling-ancient-artifacts-the-coso-artifact/)

[4] The ‘Coso Artifact’ (www.badarchaeology.com/out-of-place-artefacts/anomalously-old-technology/the-%E2%80%98coso-artifact%E2%80%99/)

[5] The Coso Artifact (ncse.com/library-resource/coso-artifact)

[6] Out of Place Artifacts - The Coso Artifact (skeptoid.com/episodes/4403)

[7] El artefacto de Coso (www.lamentiraestaahifuera.com/2010/07/19/la-bujia-de-coso/)



Artefato Enigmalith ou Petradox

Este seria um caso de "criações modernas, falsificações e hoaxes"

  O artefato foi encontrado em 1998 por John J. Williams, engenheiro eletricista, enquanto caminhava por uma zona rural erma, longe de quaisquer habitações e instalações industriais. O Sr. Williams chegou ao artefato com o auxílio de um detector de metais e viu três pinos de aparência metálica saindo da terra, e escavando o local desenterrou a pedra que ele diz ser de granito, mas tem aparência porosa. A pedra tem 61mm de comprimento, 38mm de largura e 22mm de altura, e os pinos têm 1mm de diâmetro, com separação de 2,5mm.

  O Sr. Williams diz ter consultado um geologista que datou a rocha em 100.000 anos, e ele mesmo alega ter realizado uma série de testes que são descritos em seu site (referência 3). Ele desafiou cientistas e céticos a testarem seu achado, desde que o custo corresse por conta deles, ele estivesse presente, e os testes fossem não destrutivos. Infelizmente parece que ninguém se interessou, e em seu site ele faz um amargo desabafo contra a “covardia” da comunidade científica. De qualquer modo, autenticada ou não, a pedra com sua surpreendente incrustação está à venda por 500.000 dólares. O site é muito pitoresco e vale uma leitura atenta, ele nos diz muito sobre a personalidade do Sr. Williams.

  Nessa história toda, tudo se resume nas alegações do Sr. Williams, que mantém sigilo sobre o local do achado supostamente para protegê-lo. E há coisas em relação ao achado que chamam a atenção:

- Se a rocha é autêntica e tem 100.000 anos, 100 milhões de anos ou alguma outra idade tão recuada, como se explica que os pinos metálicos estejam em perfeitas condições, sem apresentar corrosão ou deformação?

- Não é uma estranha coincidência que um engenheiro eletricista ache justamente um componente elétrico preso numa pedra?

  Deste modo, até prova em contrário, só podemos considerar o artefato como uma falsificação ingênua.

. Referências

[1] The Williams Petradox (www.ghosttheory.com/2014/01/01/the-williams-petradox)

[2] The "Petradox": The Rock That Plugs In! (www.jasoncolavito.com/blog/the-petradox-the-rock-that-plugs-in)

[3] "The WILLIAMS PETRADOX" / "The WILLIAMS ENIGMALITH" (www.consumertronics.net/petradox.htm)

[4] O ‘enigmalito’ de Williams (www.epochtimes.com.br/enigmalito-de-williams/#.VdxL-H2rHcg)

[5] LA PIEDRA PETRADOX: THE WILLIAMS ENIGMALITH (www.dogmacero.org/la-piedra-petradox-the-williams-enigmalith/)

[6] A Pedra Petradox: O Mais Recente OOPARTs (www.assombrado.com.br/2013/11/a-pedra-petradox-o-mais-recente-ooparts.html)

[7] Un enchufe de 100.000 años (www.lamentiraestaahifuera.com/2014/02/04/un-enchufe-de-100000-anos/)



Cubo de Salzburg ou Ferro de Wolfsegg

Este seria um caso de "objeto erroneamente datado"

  O objeto teria sido encontrado por um operário de uma fundição em Braun, dentro de um bloco de lignita vindo de uma mina em Wolfsegg am Hausruck, Áustria, em 1885. É uma massa de ferro de dimensões 6,7 x 6,7 x 4,7 centímetros, e 785 gramas de peso, com uma profunda ranhura central a toda sua volta.

  Inicialmente foi identificado por cientistas como sendo de origem meteórica. No entanto, uma análise feita em 1966-67 com tecnologia eletrônica de micro-análise pelo museu de História Natural de Viena não revelou traços de níquel, cromo ou cobalto, o que tornou improvável a origem meteórica. Devido ao baixo conteúdo de magnésio, o Dr. Gero Kurat do museu e o Dr. Rudolf Grill do Escritório Geológico Federal em Viena, formularam a hipótese de que se trata de ferro fundido, e que massas similares a essa eram usadas como lastro em antigas máquinas de mineração.

  Atualmente uma cópia do objeto é mantida no Oberösterreichischen Landesmuseen em Linz, Áustria, enquanto a peça original está guardada no Museu Heimathaus de Vöcklabruck, também na Áustria.

  O objeto foi classificado como OOPArt pelos “adeptos do fantástico”, sendo descrito como um “perfeito cubo usinado de aço” (!?) encontrado em um veio de carvão de 20 milhões de anos. Na mídia esquisotérica também consta erroneamente que ele desapareceu do Museu de Salzburg em 1910.

  Na Referência 2 afirma-se que uma investigação feita pela revista Pursuit em 1973 mostrou que o objeto era uma sobra de fundição, e não provinha de um veio de lignita.

. Referências

[1] Wolfsegg Iron (Wikipedia) (en.wikipedia.org/wiki/Wolfsegg_Iron)

[2] Cube de Salzbourg (www.paranormal-encyclopedie.com/wiki/Articles/Cube_de_Salzbourg)



Helicóptero de Abidos

Este seria um caso de "interpretação improvável"

  No templo de Seti I em Abidos encontra-se um painel com desenhos que, segundo os “adeptos do fantástico”, representam um helicóptero, um aeroplano, um disco voador e outros aparelhos modernos. Como os antigos egípcios não possuíam tais coisas, isto é interpretado como resultado de um contato com alienígenas. Isto é, os egípcios viram estes aparelhos sendo usados e os desenharam de modo estilizado. A primeira objeção que logo ocorre ante tal absurdo é que se eles tivessem visto algo tão extraordinário, haveria desenhos por toda parte, e não apenas em um cantinho obscuro em um único templo.

  A construção do templo foi iniciada por Seti I e terminada por seu filho, Ramsés II. Segundo egiptologistas, o que aconteceu foi que a inscrição original na pedra foi coberta por argamassa, e por cima nova inscrição foi feita, sendo essa prática de apagar e escrever por cima comum naqueles dias. Com o tempo, parte da argamassa soltou-se, de modo que os hieróglifos aparecem misturados, produzindo imagens não intencionais.

  A inscrição de Seti I dizia: “Ele que renova os nascimentos, forte com uma espada, que subjuga os nove vencidos”, e a de Ramsés II: “Protetor do Egito, que derrota países estrangeiros”. A tradução das inscrições varia um pouco com a fonte, estas duas são da Referência 5. A inscrição de Seti I se estende mais para a direita, enquanto a de Ramsés II se concentra na parte dos “aparelhos”:

  Parte do nome de Seti I: “que subjuga os nove vencidos”, aparece em outra parte do templo:

  Para facilitar a consulta, transcrevemos a seguir parte de uma ótima crítica (Referência 7) ao programa “Opening the Lost Tombs: Live from Egypt”, que nos pareceu ser da mesma linha do infame “Ancient Aliens” do Sr. Giorgio A. Tsoukalos (o destaque em vermelho é nosso):

  “Eventually we get to the expected tie-in with the previous Sunday’s news report. Besides being told repeatedly that the Egyptian constructions were "seemingly supernatural” in their technical perfection,5 the hieroglyphs that "prove” our extraterrestrial origins are shown again. This time, Hoagland is our interpreter, despite the fact that even Fox won't stoop so low as to claim he has any expertise in this matter. We are shown a wall inscription, which Hoagland says has pictures of “high-tech things” like “helicopters and land speeders and spaceships and the Millennium Falcon.” To prove his point, the Fox production team overlays video of an Apache helicopter to show the similarity. According to Ms. Griffis-Greenberg, an Egyptologist at the University of Alabama at Birmingham, who saw this broadcast, this interpretation is absurd, but not new to her - it has cropped up on the Usenet so many times she is tired of answering it. But she was glad to explain yet again, and referred me to more credible sources.

  I spoke to several other Egyptologists who were amazed that this was being done on television, although one said to me that he expects this sort of thing now, "It is just what TV does.” But what do the experts say about this “helicopter” glyph? This will serve as an example for all the rest: the “helicopter” is in fact the Abydos palimpsest. A palimpsest is what is created when new writing is inscribed over old. In the case of papyri, old ink is scraped off, but in the case of inscriptions, plaster is added over the old inscription and a new inscription is made. The image described as a helicopter is well known to be the names of Rameses inscribed over the names of his father (something Rameses was known to do quite frequently). A little bit of damage from time and weathering has furthered the illusion of a “helicopter." 6 What we should ask is why no Egyptologists were questioned about this, something well known in the literature? As one of them said to me, “We don't live under rocks!” It would not have been hard to get an expert to clarify the meaning of the "helicopter"-they had several experts on camera already. Hawass is heard saying the claim of aliens coming from space and building the pyramids “is nuts,” but he is never asked to comment on any specific details of the arguments being made. This is a very one-sided investigation. The people are not being fairly informed.”

  Para encerrar, a Referência 4 tem um comentário final apropriadíssimo:

  “To summarize, therefore, we can conclude that the "Abydos helicopter" is, in fact, irrational bullshit.”

. Referências

[1] Helicopter hieroglyphs (Wikipedia) (en.wikipedia.org/wiki/Helicopter_hieroglyphs)

[2] Debunking The Abydos Helicopter Hieroglyphics (www.handylore.com/a/debunking-the-abydos-helicopter-glyphs)

[3] The Abydos-Hieroglyph does NOT depict a Helicopter (members.tripod.com/a_u_r_a/abydos.html)

[4] Abydos helicopter (rationalwiki.org/wiki/Abydos_helicopter)

[5] Helicopter Hieroglyphs Explained (raincool.blogspot.com.br/2010/05/helicopter-hieroglyphs-explained.html)

[6] Pharaoh's Helicopter? (www.catchpenny.org/abydos.html)

[7] Flash! Fox News Reports that Aliens May Have Built the Pyramids of Egypt! (www.csicop.org/si/show/flash_fox_news_reports_that_aliens_may_have_built_the_pyramids_of_egypt)



Martelo de Londres (Texas)

Este seria um caso de "objeto erroneamente datado"

  Em junho de 1936, Max Hahn e sua esposa Emma caminhavam ao longo do curso do Riacho Vermelho (Red Creek) perto de sua casa em Londres, Texas, quando avistaram uma curiosa formação rochosa sobre uma saliência sob uma cachoeira no rio. Havia um pedaço de madeira emergindo do objeto, que eles resolveram levar para casa. Dez anos depois, seu filho George quebrou o objeto, revelando então o martelo em seu interior. Um criacionista da Terra Jovem, Carl Baugh, veio a se interessar pelo objeto e o comprou em 1983, tendo-o colocado em exposição no seu Museu de Evidência da Criação, aberto em 1984, com o nome "Artefato de Londres".

  Baugh relutou em deixar que o cabo de madeira fosse datado pelo Carbono 14, mas no final da década de 1990 isso foi supostamente feito, mas os resultados foram inconclusivos, com a datação chegando a até 700 anos atrás. Não se informou onde a análise aconteceu e nenhum relatório foi apresentado. E este resultado é estranho porque os laboratórios apresentam uma data seguida da margem de erro para mais e para menos, e não um intervalo de tempo.

  É claro que seria interessante termos uma datação confiável para o martelo, mas isso não é o fundamental no caso. O importante é que não há evidência de que a concreção que envolve o martelo tenha pertencido ao estrato do Cretáceo que caracteriza a geologia local. Sem essa evidência o objeto é apenas uma interessante peça para um museu de curiosidades geológicas. Mas vejamos o que dizem sobre o objeto os criacionistas do Museu de Evidência da Criação (o destaque em vermelho é nosso):

  “Further analysis is planned to answer questions that include the following: Is the chlorine content in the iron alloy found throughout the hammerhead or only at the surface? Is the concentration of iron oxides higher in the rock immediately next to the hammerhead? Are there carbon-bearing residues in the cavity? There are reports that the file mark may contain FeO. This iron oxide does not readily form under present environmental conditions. We also know that evidence points to a decaying geomagnetic field, with a half-life of approximately 1400 years. If the hammer is truly ancient, could the stronger magnetic field have had the effect of helping the formation of FeO? If the artifact is truly from the Cretaceous time frame, where does this leave evolutionary theory, since man was not supposed to have evolved for another 100-million years or so? If the artifact is relatively recent, that means that the Cretaceous Hensell Sand formation from which it came is relatively young. Some may argue that the original rock and fossil were eroded and reworked, but reworked fossils show evidence of wear. The fossils in the concretion retain fine detail, indicating that they were not reworked, but part of the original formation. Again, where does that leave evolutionary theory with its traditional dates for the Cretaceous formations?”

  Então é isso! Se o martelo tem alguns séculos de existência e a concreção pertence ao Cretáceo, para onde vão os milhões de anos deste período? A Ciência está errada, a Bíblia é que está certa!

  Como falta a evidência principal, o que temos realmente é um martelo provavelmente do século XIX envolto em uma concreção formada por sedimentação de material em data relativamente recente:

  “As with all extraordinary claims, the burden of proof is on those making the claims, not on those questioning them. Despite some creationist assertions that the hammer is a dramatic pre-Flood relic, no clear evidence linking the hammer to any ancient formation has been presented. Moreover, the hammer's artistic style and the condition of the handle suggest a historically recent age. It may well have been dropped by a local worker within the last few hundred years, after which dissolved sediment hardened into a concretion around it. Unless Baugh or others can provide rigorous evidence that the hammer was once naturally situated in a pre-Quaternary stratum, it remains merely a curiosity, not a reliable out-of-place artifact.” (Referência [1])

  A Referência [1] é o texto mais completo que encontramos sobre o assunto.

. Referências

[1] The London Hammer: An Alleged Out-of-Place Artifact (www.paleo.cc/paluxy/hammer.htm)

[2] London Hammer (Wikipedia) (en.wikipedia.org/wiki/London_Hammer)

[3] Analyzing anomalous artifacts (skeptophilia.blogspot.com.br/2011/09/analyzing-anomalous-artifacts.html)

[4] If I Had a Hammer (ncse.com/cej/5/1/if-i-had-hammer)

[5] The London Artifact (Texas) (www.badarchaeology.com/out-of-place-artefacts/very-ancient-artefacts/the-london-artifact/)

[6] The London Hammer: An Object Out of Time? (skeptoid.com/blog/2014/07/10/the-london-hammer-an-object-out-of-time/)



Tubos de Baigong

Este seria um caso de "objetos naturais tomados como artefatos"

. Descoberta e Localização

  Segundo as referências, o local foi descoberto por Bai Yu em 1996 enquanto ele viajava pelo local. Em seu livro “Into the Qaidam” ele descreve um lago sem vida rodeado por colinas de forma cônica. Em uma dessas colinas ele avistou uma caverna de formato triangular com cerca de seis metros de profundidade. Perto havia mais duas cavernas que tinham desabado, não permitindo a entrada. O que o deixou admirado foi ver no interior da caverna tubulações metálicas, uma delas com 40 centímetros de diâmetro, que saíam do piso e estavam embebidas nas paredes. Do lado de fora ele avistou mais tubulações saindo da colina, e ainda outras ao longo da margem do lago a 80 metros de distância.

  A colina mencionada é o Monte Baigong (ou Monte Branco) a cerca de 40 quilômetros da cidade de Delinga, na Província de Quingai, China, e o lago é o Lago Tuosu. Eis um mapa da região:

  Imagens do Monte Baigong e da entrada da caverna:

Vista da caverna como é atualmente

Notar ao fundo o local onde havia um tubo

  Imagens do local onde havia um tubo, e de um tubo de pequeno diâmetro:

  A imagem que abre este tópico é a seção reta de um tubo que foi quebrado ou serrado rente ao solo. Observem que nenhuma das imagens sugere algo artificial, nada que justifique títulos de artigos como: “Pirâmide Chinesa Abriga Instalações Alienígenas com 150.000 Anos”.

. Primeiras Análises

  Bai Yu encaminhou uma amostra para o laboratório do Ministério da Indústria Metalúrgica e a análise mostrou que 92% do tubo eram constituídos por 30% de ferro e grande porcentagem de dióxido de silício e óxido de cálcio. Um resíduo de 8% deixou de ser analisado, mas uma análise posterior mais completa mostrou que este resíduo se compunha de potássio, alumínio e sódio.

  Em 2001 uma equipe de cientistas da Administração Sismológica da China visitou o local e recolheu amostras, que foram levadas para o Instituto de Geologia de Beijing. Elas foram examinadas por termoluminescência, e obtida uma idade de 140.000 a 150.000 anos. Tubos de ferro com 150.000 anos de idade? Só poderiam ser alienígenas! O próprio Bai Yu acreditava nessa hipótese, e achava que as proximidades do Monte Baigong eram um local de pouso de espaçonaves de outros mundos. Parece que só em 2002 o caso ganhou notoriedade através da publicação de um artigo pela Xinhua News Agency. Os “adeptos do fantástico” vibraram com mais este caso para ser incorporado à sua coleção de historinhas.

. A Solução

  Cientistas procuraram uma explicação racional para os insólitos objetos, inicialmente pensando apenas em termos de formações geológicas. Mas em 2003, de acordo com um artigo no Xinmin Weekly, cientistas chineses usando espectroscopia por emissão atômica encontraram nos tubos matéria orgânica de origem vegetal, e, além disso, o microscópio mostrou anéis de árvore. Deste modo, os tubos agora são vistos como moldes fossilizados de árvores ou raízes. Objetos similares já foram relatados, como os “Tubos Navajos” e os “Cilindros da Luisiana”. Pesquisando o assunto, encontramos imagens de formações naturais semelhantes a tubos, que apresentamos abaixo:

. Referências

[1] Baigong pipes (Wikipedia) (en.wikipedia.org/wiki/Baigong_pipes)

[2] The Baigong Pipes (skeptoid.com/episodes/4181)

[3] Are There 150,000-Year-Old "Pipes" in Quinghai, China? (www.jasoncolavito.com/blog/are-there-150000-year-old-pipes-in-quinghai-china)

[4] Researching the Baigong Pipes (www.skepticblog.org/2009/12/03/researching-the-baigong-pipes/)

[5] Mistérios "faça você mesmo": os tubos de Baigong (informacaoincorrecta.blogspot.com.br/2012/05/misterios-faca-voces-mesmo-os-tubos-de.html)

[6] Las tuberías de Baigong (www.lamentiraestaahifuera.com/2010/12/20/las-tuberias-de-baigong/)

[7] Monte Baigong: Pirâmide Alienígena Chinesa com Tubos Metálicos de Milhares de Anos! (www.assombrado.com.br/2014/08/monte-baigong-piramide-alienigena.html)

[8] Los Tubos de Baigong (thegloomyboulevard.blogspot.com.br/2011/12/los-tubos-de-baigong.html)

[9] Se encuentra una red de tuberías de 150.000 años de antigüedad debajo de una Pirámide en China (www.paraloscuriosos.com/a6308/se-encuentra-una-red-de-tuberias-de-150-000-anos-de-antigueedad-debajo-de-una-piramide-en-china)

No site em 22/06/2017

Atualizado em 17/07/2017



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