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999.   Estranha Pirâmide no Peru Construída Para Parecer um Vulcão


  Arqueólogos têm estado perplexos há muito tempo com uma bizarra estrutura construída centenas de anos atrás no Peru que parece ser modelada na forma de um vulcão.

  Situada no Vale Nepeña, não há vulcões na vizinhança da antiga pirâmide, ou quaisquer estruturas artificiais similares que lembrem sua forma.

  Em uma nova investigação, pesquisadores descobriram uma escadaria desabada no interior do monte levando a um piso de argamassa de barro – e um altar contendo carvão e conchas.

  E, datação por radiocarbono revelou a ocorrência incomum de quatro eclipses solares totais no local durante um intervalo de apenas 22 anos, sugerindo que ele pode ter sido usado para celebrar “a vitória da Lua sobre o Sol”.

Pesquisadores comparam a aparência da antiga pirâmide (direita) com o cone de cinzas vulcânicas no Vale Andahua (esquerda)

  A estranha pirâmide, também referida como um “monte”, foi identificada primeiro na década de 1960.

  Embora não se saiba exatamente quando foi construída, sua proximidade do centro Formativo Final (900-200 a.C.) de São Isidrio sugere que pode haver uma ligação com este período, explicam os pesquisadores em um novo estudo publicado no periódico Antiquity.

  Ela se eleva a aproximadamente 15,5 metros (50,8 pés) de altura, e tem uma estranha característica semelhante a uma cratera escavada no topo.

  Desde sua descoberta, os cientistas têm estado confusos com a sua estrutura.

  “Quando visto a distância, o local parece um cone de cinzas vulcânicas, tal qual aquele no Vale Andahua no sul do Peru, e por causa disso chamamos o local de El Volcán”, escreveu um dos autores.

  “Deve ser notado, entretanto, que não há vulcões na vizinhança de El Volcán para servir de modelo, e também não há outros exemplos de estruturas com forma de vulcão conhecidas no Peru ou em qualquer outro lugar.”

  Ao longo dos anos, pesquisadores sugeriram várias explicações, levando a duas hipóteses prevalecentes: uma argumenta que a “cratera” é resultado de pilhagem ou erosão durante sua vida, e outra sugere que foi construída originalmente para se assemelhar a um cone vulcânico, e poderia estar ligada a eventos astronômicos.

  No novo estudo, entretanto, os pesquisadores argumentam que atividades subsequentes ou processos naturais não são causas prováveis da criação dessa característica.

  Os pesquisadores cavaram uma vala na parede sul da cratera, revelando uma escadaria desabada, uma fileira de tijolos de adobe, e um fragmento de piso de argamassa de barro dois metros abaixo da superfície.

  Eles também descobriram os restos de um antigo altar abaixo do centro do núcleo interno. Datação por radiocarbono dos restos encontrados no altar indicaram a data de 1.563 d.C., em uma faixa potencial de 1.492 a 1.602 d.C (110 anos).

Os pesquisadores cavaram uma vala na parede sul da cratera, revelando uma escadaria desabada, uma fileira de tijolos de adobe, e um fragmento de piso de argamassa de barro dois metros abaixo da superfície. Eles também descobriram os restos de um antigo altar abaixo do centro do núcleo interno. Datação por radiocarbono dos restos encontrados no altar indicaram a data de 1.563 d.C., em uma faixa potencial de 1.492 a 1.602 d.C (110 anos)

Enquanto, em primeiro lugar permanece incerto porque a estrutura foi construída neste formato, a descoberta sugere que a pirâmide pode ter tido ligações com o eclipse solar, pelo menos em seus dias finais. A localização da escadaria está indicada por uma seta no mapa acima

  E, durante este tempo, os pesquisadores descobriram algo muito incomum – um raro grupo de quatro eclipses solares totais em um intervalo de 22 anos: 1.521, 1.538, 1.539 e 1.543 d.C.

  “Como eclipses solares totais em qualquer local considerado ocorrem por acaso cerca de uma vez a cada 360 anos, a probabilidade de quatro eclipses ocorrerem em 110 anos é de 0,0003”, escreveram os autores.

  “Os habitantes da área não teriam tido experiência prévia com tal agrupamento.”

  “É até mesmo ainda menos provável que quatro eclipses pudessem ocorrer no intervalo observado de 22 anos entre os eclipses de 1.521 d.C. e 1.543 d.C.”

Subindo até o topo da montanha de São Isidrio próxima para uma vista melhor, onde há plataformas que se alinham com o pôr-do-sol do Solstício de dezembro, os pesquisadores descobriram que qualquer cerimônia no local teria sido visível de onde eles estavam

  Esses eventos em período tão curto poderiam ter exigido uma celebração; o povo das costas central e norte, os Yugas, ao contrário dos Incas que viriam mais tarde, recebiam o eclipse do Sol com alegria, não medo. A datação média por radiocarbono de 1563 d.C. cai logo depois deste grupo de eclipses, fazendo possível que uma cerimônia de encerramento tenha sido ligada a um desses eclipses.

  Enquanto, em primeiro lugar permanece incerto porque a estrutura foi construída neste formato, a descoberta sugere que a pirâmide pode ter tido ligações com o eclipse solar, pelo menos em seus dias finais.

  “Possivelmente o altar de El Volcano era um local de celebração da vitória da Lua (e do mar) sobre o Sol (e a terra)”, concluíram os pesquisadores.

  “Isso também pode ter marcado o uso final desta estrutura única.”

Fonte : Daily Mail, 20/06/2017

Autor : Cheyenne Macdonald

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