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1000.   Duas “Super Terras” Potencialmente Habitáveis São Localizadas Orbitando Tau Ceti


  Dois planetas potencialmente habitáveis foram descobertos orbitando a estrela similar ao Sol mais próxima, Tau Ceti.

  Uma equipe internacional de pesquisadores descobriu os planetas entre quatro mundos de tamanho semelhante à Terra circundando a estrela, que se situa 12 anos luz distante do Sol – perto o suficiente para ser vista a olho nu.

  Os dois planetas são “Super-Terras” localizadas na zona habitável da estrela, e os pesquisadores afirmam que poderiam manter água líquida na superfície.

Dois planetas potencialmente habitáveis (e, f) foram descobertos orbitando a estrela similar ao Sol mais próxima, Tau Ceti. Essa ilustração compara quatro novos planetas detectados em volta da vizinha estrela Tau Ceti (em cima) com os planetas internos do nosso sistema solar (em baixo)

  Também conhecida como “Zona Cachinhos Dourados”, esta é a região orbital que não é nem muito quente nem muito fria para permitir água líquida superficial e, potencialmente, vida.

  A nova descoberta é uma continuação de pesquisa anterior neste sistema estelar, no qual cientistas detectaram cinco planetas orbitando a estrela, chamados Tau Ceti “b” até “f”.

  O novo estudo, o qual incluiu especialistas da Universidade de Hertfordshire, confirmou a existência de Tau Ceti “e” e “f” e descobriu dois novos planetas, chamados Tau Ceti “g” e “h”.

  Os três planetas “b”, “c” e “d” propostos no estudo anterior não foram detectados no último conjunto de dados.

  Os quatro planetas identificados têm massas tão baixas quanto 1,7 vezes a massa da Terra, tornando-os os menores planetas jamais detectados em torno de estrelas similares ao Sol com tais órbitas tão afastadas.

  A pesquisa anterior sugeriu que os planetas “e” e “f” eram grandes demais para serem rochosos e assim era improvável que tivessem a atmosfera necessária para abrigar vida alienígena.

  O novo estudo mostrou que “e” e “f” têm massas equivalentes a 3,9 vezes a da Terra, o que, dizem os pesquisadores, significa que eles poderiam sustentar vida afinal de contas.

  A equipe concorda, entretanto, que o massivo disco de destroços em torno da estrela reduz a atual habitabilidade dos planetas, devido ao intenso bombardeamento por asteróides e cometas.

  Os planetas foram detectados pela observação de pequenas oscilações no movimento de Tau Ceti.

  Mudanças no movimento da estrela tão pequenas quanto 30 centímetros por segundo foram usadas para detectar os mundos.

A imagem mostra uma impressão artística do sistema estelar Tau Ceti

  Técnicas sofisticadas de modelagem usando dados de milhares de observações permitiram à equipe detectar minúsculos sinais gerados pelos puxões gravitacionais sobre Tau Ceti provocados pelas “Super Terras” em órbita.

  Movimentos estelares de 10 centímetros por segundo são o limite superior requerido para detectar um análogo da Terra – um planeta ou lua com condições ambientes similares àquelas encontradas no planeta Terra.

  O Dr. Fabo Feng, um astrônomo da Universidade de Hertfordshire e chefe pesquisador do estudo, disse:”Estamos chegando tantalizantemente perto de alcançar os limites corretos requeridos para detectar planetas similares à Terra”.

  “Nossa detecção de tais fracas oscilações é um marco na busca por análogos da Terra e sobre a habitabilidade da Terra através de comparação com eles.”

  Supõe-se que estrelas similares ao Sol são os melhores alvos para a busca de planetas habitáveis do tamanho da Terra, devido à sua similaridade com nossa própria estrela.

  Tau Ceti é muito similar ao Sol em seu tamanho e brilho, e ambos abrigam sistemas multi-planetários.

Tau Ceti está apenas 12 anos luz distante do nosso próprio cantinho da galáxia e pode ser vista no céu noturno, mas os cientistas tiveram que usar delicadas medições para detectar e descrever seus planetas

  Se os dois planetas externos do sistema Tau Ceti se mostrarem rochosos e habitáveis, através de métodos tais como obtenção direta de imagens, então a estrela poderia ser um alvo de colonização interestelar no futuro.

  A mesma equipe de pesquisadores também investigou Tau Ceti quatro anos atrás em 2013, quando o pesquisador Dr. Mikko Tuomi da Universidade de Hertfordshire chefiou um estudo para desenvolver técnicas de análise de dados com essa estrela como um caso referência.

  Eles chegaram a um novo meio de determinar a diferença entre sinais causados por planetas e aqueles causados por uma atividade estelar.

  “Percebemos que poderíamos ver como a atividade estelar diferia em comprimentos de onda diferentes e usar esta informação para separar esta atividade dos sinais dos planetas”, disse o Dr. Tuomi.

  “Desde então nós melhoramos laboriosamente a sensibilidade de nossas técnicas e pudemos eliminar dois dos sinais que nossa equipe identificou em 2013 como planetas.”

  “Mas não importando como olhemos para a estrela, parece haver pelo menos quatro planetas rochosos em órbita dela.”

  “Estamos lentamente aprendendo a dizer a diferença entre oscilações causadas por planetas e aquelas causadas por atividade estelar superficial.”

  “Isso nos permitiu verificar a existência dos dois planetas externos potencialmente habitáveis no sistema.”

Fonte : Daily Mail, 09/08/2017

Autor : Harry Pettit

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