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1010.   A Sonda Espacial Dawn - Missão Vesta e Ceres V


Espaçonave Dawn Revela Novas Imagens Formidáveis de Ceres


  A espaçonave Dawn da NASA está enviando incríveis imagens aproximadas do planeta anão Ceres.

  A espaçonave vem orbitando Ceres desde 2015, e em junho, alcançou a sua órbita mais baixa até agora, voando perto da superfície a até 22 milhas (35 quilômetros) de altura.

  As últimas fotos oferecem vistas sem precedentes de uma enorme cratera de impacto conhecida por seus brilhantes depósitos salinos, e desmoronamentos são claramente visíveis no anel.

Uma colina com o topo achatado localizada no lado oeste da Cerealia Facula foi obtida pela espaçonave Dawn da NASA em 22 de junho de 2018 a partir de uma altitude de 21 milhas (34 quilômetros). Ela tem intrigado os cientistas desde a sua descoberta nas primeiras imagens da missão Dawn em Ceres. Essas novas imagens revelam a relação entre o material brilhante, composto principalmente por carbonato de sódio, e o fundo escuro que pode guardar pistas sobre a origem das fáculas (manchas brilhantes)

  O engenheiro chefe Marc Rayman do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena, Califórnia, diz que os resultados são muito melhores do que o esperado.

  “Obter essas espetaculares fotografias foi um dos maiores desafios na extraordinária expedição extraterrestre da Dawn, e os resultados são melhores do que jamais esperaríamos”, disse Rayman.

  “A Dawn é como um mestre artista, adicionando ricos detalhes à beleza sobrenatural em seu retrato intimista de Ceres.”

  As imagens lançam nova luz sobre uma misteriosa colina localizada no lado oeste da Cerealia Facula.

  Ela vem intrigando os cientistas desde sua descoberta nas primeiras imagens da missão Dawn em Ceres.

  Essas novas imagens revelam a relação entre o material brilhante, composto principalmente por carbonato de sódio, e o fundo escuro que pode guardar pistas sobre a origem das fáculas (manchas brilhantes).

  Em particular, os cientistas têm estado se perguntando como aquele material foi exposto, ou a partir de um reservatório raso e logo abaixo da superfície de água carregada de minerais, ou a partir de uma fonte mais profunda de salmoura (água líquida enriquecida com sais) difundindo-se para cima através de fraturas.

  “A riqueza de informação contida nessas imagens, e mais que estão planejadas para ser recebidas nas próximas semanas, ajudará a responder questões chave abertas sobre a origem das fáculas, os maiores depósitos de carbonatos observados até agora fora da Terra, e possivelmente Marte”, disse a NASA.

Esta imagem aproximada da Vinalia Faculae na Cratera Occator foi obtida em 14 de junho de 2018 a partir de uma altitude de cerca de 24 milhas (39 quilômetros). A imagem revela o padrão intrincado de materiais brilhantes e escuros ao longo da característica de fluxo. A complexa estrutura do fundo escuro lembra os fluxos de lava observados na Terra. Entretanto, no caso de Ceres, o material que fluiu provavelmente envolveu muito gelo. O material brilhante é composto principalmente por carbonato de sódio, um sal cuja exposição no solo da cratera envolveu uma fonte de líquido. O centro desta foto está localizado a cerca de 21,0 graus de latitude norte e 241,3 graus de longitude leste

  Antes de chegar a Ceres, a Dawn explorou o asteróide Vesta. Ambos estão no cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter.

  Lançada em 2007 e dotada de um motor iônico, a Dawn está perto de terminar a sua missão estendida. A NASA espera que a espaçonave dure mais alguns meses.

  As últimas observações de baixa altitude obtidas com outros instrumentos da Dawn, um detector de raios gama e nêutrons e um espectrômetro de mapeamento com luz visível e infravermelha, revelarão a composição de Ceres em uma escala mais precisa, lançando nova luz na origem dos materiais encontrados em sua superfície.

  Novas medições da gravidade também podem revelar detalhes abaixo da superfície.

  “As primeiras vistas de Ceres obtidas pela Dawn destacaram para nós uma única mancha luminosa ofuscante”, disse Carol Raymond do JPL e diretora da pesquisa com a Dawn.

Esta imagem mostrando desmoronamentos ao longo do anel da Cratera Occator foi obtida em 9 de junho de 2018 a partir de uma altitude de 27 milhas (43,5 quilômetros). A Dawn tem orbitado Ceres desde 2015, depois de explorar primeiro o asteróide Vesta. Ambos se localizam no cinturão de asteróides entre as órbitas de Marte e Júpiter

Esta foto é uma das primeiras imagens enviadas pela Dawn em mais de um ano, conforme ela se movia para a sua órbita mais baixa e final ao redor de Ceres. A Dawn captou essa vista em 16 de maio de 2018 a partir de uma altitude de cerca de 270 milhas (440 quilômetros). A grande cratera perto do horizonte tem cerca de 22 milhas (35 quilômetros) de diâmetro, que não está longe de uma série de tholi (pequenas montanhas) que incluem a Kwanzaa Tholus. A cratera de tamanho médio em primeiro plano está situada a cerca de 75 milhas (120 quilômetros) da cratera grande

  Na foto acima, a paisagem áspera sugere que essas características estão sobre antigos terrenos”, disse a NASA.

  A espaçonave Dawn enviou muitas imagens de ângulo no curso de sua missão.

  “Essas imagens oferecem perspectiva complementar para as imagens geralmente obtidas fotografando-se a superfície diretamente abaixo da espaçonave”, disse a NASA.

  “Este exemplo mostra que o relevo de Ceres é relativamente liso apesar da superfície áspera, porque seu grande corpo foi arredondado pela gravidade.”

  As imagens foram obtidas enquanto a Dawn manobrava para a mais baixa altitude já alcançada, para um exame aproximado do único planeta anão do sistema solar interior.

  A Dawn coletará espectros de raios gama e nêutrons, o que ajudará os cientistas a entender variações na composição química da camada superior de Ceres.

  Descobertas anteriores sugeriram que a água – um dos ingredientes chave para a vida – está presente por toda a superfície do planetóide rochoso.

  E mais ainda, a distribuição das áreas congeladas sugere que o planetóide ainda em evolução pode ter seu próprio ciclo de água abaixo da superfície.

  Ceres é de particular interesse para os cientistas porque é o planeta anão mais próximo da Terra e pode abrigar os blocos de construção necessários para a vida alienígena.

  A sonda vem mapeando o objeto desde 2015 e, em um novo estudo, especialistas usaram imagens capturadas pela nave para estudar compostos na superfície de Ceres. Eles procuraram especificamente por carbonatos, compostos que foram previamente detectados pela Dawn, que se supõe serem fortes indicadores de água líquida.

  Pesquisadores do Instituto de Astrofísica e Planetologia Espacial da Itália, em Roma, usaram o espectrômetro de mapeamento em luz visível e infravermelha para analisar o planetóide. E o detector de raios gama e nêutrons lê o espectro químico de compostos abaixo da superfície para identificá-los.

  Eles descobriram que carbonatos de sódio, sais de ácido carbônico, podem ser encontrados pela inteira superfície observada de Ceres.

Essa vista mostra a mais alta montanha de Ceres, Ahuna Mons, com 2,5 milhas (4 quilômetros) de altura e 11 milhas (17 quilômetros) de largura. Este é um dos poucos locais de Ceres no qual uma quantidade significativa de carbonato de sódio tem sido encontrado, mostrado nas cores verde e vermelho na imagem inferior direita

  Algumas das áreas de carbonato, que são tão extensas quanto um quilômetro de largura, apresentam carbonato de sódio na sua forma hidratada. Isso somente pode ocorrer nas proximidades de água líquida, sugerindo que o planetóide tem um oceano sob a superfície.

  A equipe italiana, chefiada pelo Dr. Filippo Carrozzo, escreveu em seu artigo: “Carbonato de sódio hidratado poderia formar-se inicialmente em um oceano global em equilíbrio com a fase rochosa alterada e ser incorporado na crosta de Ceres após o congelamento daquele oceano.”

A Dawn capturou as primeiras imagens de duas áreas reflexivas distintas em 2015. A imagem mostra uma simulação das áreas brilhantes da Cratera Occator, a Cerealia Facula no centro e a Vinalia Facula ao lado

  Áreas de carbonato de sódio hidratado foram encontradas pela equipe ao redor de crateras com domos ou colinas.

  Os compostos poderiam ter-se formado tão recentemente quanto uns poucos milhões de anos atrás, disseram os pesquisadores. Porque eles ainda não se desidrataram, os cientistas sugerem que o planeta ainda está expelindo água de sua superfície e assim sendo ainda está evoluindo.

Os pesquisadores também se concentraram em áreas de gelo cobrindo a cratera de impacto Jugling de Ceres (na imagem). A cratera, situada no hemisfério sul, é sombria e escura ao contrário de outras crateras no hemisfério norte onde gelo de água foi encontrado anteriormente

  Algumas crateras mostraram características únicas, tais como fraturas no solo, que os autores dizem indicar áreas onde a água tem sido ejetada.

  Os pesquisadores também se concentraram em áreas de gelo cobrindo as paredes da cratera de impacto Jugling de Ceres.

  Para melhor compreender as características de gelo de água da Jugling, a equipe italiana analisou os dados do espectro de luz previamente obtidos pela missão Dawn. Especificamente, eles compararam como a quantidade de gelo nas paredes da cratera mudou ao longo do tempo de acordo com a incidência do sol em diferentes regiões.

  Seus resultados mostraram um claro aumento da área coberta pelas paredes ricas em gelo da cratera conforme o tempo passou. De acordo com os autores, a conexão entre abundância de gelo e fluxo solar sugere que ciclos sazonais de água são responsáveis pelo aumento observado.

  As descobertas completas do estudo foram publicadas no periódico Science Advances.

Fonte : Daily Mail, 02/07/2018

Autor : Mark Prigg

Nota 1 do Site: A imagem abaixo mostra a notável viagem da espaçonave Dawn até alcançar Ceres. Notem que o campo gravitacional de Marte foi usado para dar um impulso adicional à espaçonave.

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