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19.   Teoria Quântica e Misticismo Quântico


  A idéia básica para este ensaio foi comentar o problema da deturpação da Teoria Quântica em apoio a proposições que nada tem a ver com Ciência. Pessoas que desejam divulgar suas idéias baseadas em princípios religiosos, filosóficos e metafísicos tentam dar credibilidade a essas idéias citando  afirmações científicas. No entanto, a Ciência é sistematicamente adulterada para se “adaptar” à crença em questão. Em alguns casos não há propriamente uma adulteração, mas o autor explora certos temas que ainda estão na “fronteira” da Ciência (como a Teoria Quântica) e usam as muitas incógnitas que ainda existem para sugerir explicações que fogem completamente ao âmbito desta mesma Ciência. É preciso grande cautela ao se ler este tipo de texto ou assistir a vídeos de palestras, e o público leigo geralmente não têm o conhecimento e o treinamento necessários para identificar as falácias.

  Escolhi quatro tópicos que estão entre os mais utilizados para fundamentar esquisoterismos. Como exemplo de misticismo quântico, optei pelo livro “A Física da Alma”, do Dr. Amit Goswami. Fiz esta escolha por ser um autor e conferencista conhecidíssimo, e pelo fato de que tem formação acadêmica em Física, o que certamente contribui para a sua credibilidade junto ao público. Justamente esta última circunstância é que torna suas idéias mais decepcionantes para o cético, pois seria de se esperar que alguém com o título de Ph.D em Física Quântica apresentasse proposições menos fantasiosas. As colocações do Dr. Goswami são apresentadas sempre em seguida às explicações sobre cada tópico. O objetivo do texto não é criticar as religiões orientais ou mesmo o misticismo do Dr. Goswami. Nosso objetivo é mostrar que as alegadas bases científicas para suas idéias, ou similares de outros autores, são no mínimo altamente questionáveis.

1 - O Experimento das Duas Fendas → Uma partícula passa por dois lugares ao mesmo tempo ?

  Uma fonte luminosa é colocada em frente a um anteparo ou uma chapa fotográfica, e entre os dois, outro anteparo opaco com duas fendas estreitas bem próximas. O anteparo ou chapa mostrará o conhecido padrão de interferência de faixas claras e escuras, correspondendo aos pontos onde houve reforço ou cancelamento das ondas difratadas pelas duas fendas.

  Trocando a fonte por uma outra capaz de emitir fótons individuais, seria de se esperar o aparecimento de duas faixas claras, pois metade dos fótons passaria por cada uma das fendas. Mas não é o que acontece, o mesmo padrão de interferência é obtido depois de algum tempo ! Cada fóton é difratado pelas duas fendas e interfere consigo mesmo, como isso é possível ? Há duas interpretações possíveis, cada uma com seus partidários :

Teoria da superposição de estados : só sabemos duas coisas com certeza, que o fóton deixa o filamento e que atinge o anteparo ou chapa fotográfica, o que acontece entre estes dois momentos é uma incógnita. Como a posição do fóton é totalmente desconhecida entre estes dois momentos, ele se comporta como uma onda que passa pelas duas fendas e cria um padrão de interferência. Portanto não é o "fóton-partícula" que passa pelas duas fendas ao mesmo tempo, e sim o "fóton-onda". Essa condição é chamada superposição de estados, isto é, se o fóton não pode ser observado, só podemos falar em probabilidades da partícula assumir um determinado estado. E essas probabilidades são definidas pela sua função de onda.

Teoria dos muitos mundos : ao deixar o filamento o fóton tem duas escolhas (fenda da direita ou da esquerda) e nesse momento o universo se divide em dois, em cada um dos dois o fóton passa por uma fenda diferente. O número de universos gerados em um dado evento será igual ao número de estados possíveis, isso se chama multiverso.

2 - Salto Quântico → Por onde passou o elétron ?

  Os elétrons de um átomo só podem assumir determinados estados de energia, que correspondem a certas distâncias do núcleo, ou órbitas. Quando o átomo é excitado, um elétron pode saltar para uma órbita mais exterior, e posteriormente voltar à sua órbita original. Mas como o elétron só pode ocupar distâncias DISCRETAS do núcleo, ele deve saltar sem passar pelo espaço intermediário entre as órbitas, o que foi chamado de “salto quântico”. Mas por onde o elétron passou ? Por alguma fantástica dimensão paralela ? Não é preciso ir tão longe, a flutuação quântica explica o que ocorre, veja a figura seguinte :

  O elétron (e-) que vai mudar de órbita é o que aparece mais à esquerda. Ao mesmo tempo (ponto C) o vácuo quântico emite um elétron (e-) e um pósitron (e+). O pósitron aniquila o elétron original no ponto A, de modo que a energia líquida é zero. Como não é possível distinguir os dois elétrons um do outro através de qualquer experimento, parece que o original desapareceu em A e apareceu em B, dando um salto quântico instantâneo. A distância AB deve ser compatível com o comprimento de onda associado à partícula.



  “Objetos quânticos podem dar um salto descontínuo (1)... É possível observar a natureza radical desse salto quântico se o visualizamos como o elétron que pula de uma órbita superior, em torno do núcleo atômico, para outra inferior, sem viajar pelo espaço entre as órbitas (1) .” (A Física da Alma, Capítulo 1)

(1) O Dr. Goswami assume aqui o salto descontínuo, e sequer menciona a explicação da flutuação quântica.



3 - Entrelaçamento Quântico → Comunicação Instantânea ?

  No estado de entrelaçamento quântico, partículas elementares diferentes apresentam uma “interligação” entre suas propriedades, como o spin de elétrons ou a polarização de fótons. Supondo um par de partículas entrelaçadas, se fizermos uma medição em uma delas, a outra terá a mesma propriedade afetada, não importa a distância que separe as duas. Parece existir uma “correlação não local”.

  À primeira vista parece que acontece uma “comunicação instantânea” que viola a Teoria da Relatividade, mas como nenhuma informação é transmitida pelos dois estados entrelaçados, não há conflito. Explicando melhor, vamos supor que um medidor registre certa propriedade de uma partícula A aqui na Terra, e que sabemos que o seu par (partícula B) se encontra lá longe, em Júpiter. Enquanto os estados da partícula B não forem medidos, eles serão apenas probabilidades contidas em sua função de onda. Precisamos então de um medidor em Júpiter para registrar a propriedade que nos interessa da partícula B (colapso da função de onda). Mas como saber se o entrelaçamento quântico “funcionou” ? Somente estabelecendo comunicação entre o laboratório aqui na Terra e o laboratório em Júpiter, o que só pode ser feito obedecendo ao limite imposto pela velocidade da luz segundo a Teoria da Relatividade.

  Portanto, a tal “comunicação instantânea” é ilusória, uma vez a determinação dos estados das partículas exige medidores em ambas as extremidades, e um canal de comunicação subluminal. É importante entender que EM TERMOS DE CIÊNCIA NÃO É VÁLIDO AFIRMAR que os cientistas na Terra “sabem” que a partícula B assumirá instantaneamente a propriedade prevista pelo entrelaçamento quântico. Algum tipo de detecção em Júpiter é necessário, assim como, o canal de comunicação para fechar o elo.



  “Sabe-se, experimentalmente, que objetos quânticos, quando correlacionados de modo adequado, influenciam-se mutuamente de forma não local (2), ou seja, sem sinais pelo espaço (2) e sem que decorra um tempo finito (2). Portanto, objetos quânticos correlacionados devem estar interligados em um domínio que transcende o tempo e o espaço. Não-localidade implica transcendência. Decorre disso que todas as ondas quânticas de possibilidade situem-se em um domínio que transcende tempo e espaço, ao qual vamos chamar de domínio da potencialidade transcendente (3),...” (A Física da Alma, Capítulo 1)

  “Como a interligação pôde ser preservada apesar da distância, manifestando-se sem o transcorrer do tempo, sem uma troca de sinais ? é claro que a correlação e seu colapso são não locais (2), envolvendo um domínio de interconexão que transcende o domínio imanente do tempo e do espaço reais (3), onde as coisas são vistas como independentes e separadas.” (A Física da Alma, Capítulo 2)

  “Segue ainda que a consciência, agindo não localmente (2), provoca o colapso simultâneo (4) de dois objetos quânticos correlacionados.” (A Física da Alma, Capítulo 2)

(2) O Dr. Goswami assume aqui a “comunicação instantânea”.

(3) Aqui o Dr. Goswami inventa uma outra dimensão, o “domínio da potencialidade transcendente”.

(4) A consciência provoca o colapso quântico ? Quer dizer que os detectores esperam o observador estar presente para funcionar ?



4 - O Papel do Observador → Criando a realidade ?

  É preciso distinguir entre “sondagem” e “observação”. A sondagem exige uma troca de energia deliberada, criada pelo observador, isto é, o objeto observado pode perder ou receber energia. Poderíamos chamar a sondagem de “observação ativa” em oposição à “observação passiva”.

  Um astrônomo ou astrofísico ao utilizar seus telescópios e antenas para registrar características de corpos celestes, está “observando passivamente”, pois os objetos estudados não são afetados. Mas quando usamos um termômetro para registrar a temperatura de um líquido, estamos afetando este líquido, pois o termômetro rouba calor (energia) dele. Neste caso o ato de medir altera a grandeza medida, é uma observação ativa.

  Outro exemplo : se quiséssemos medir a velocidade de uma bala, poderíamos fazê-la passar por dois feixes luminosos incidentes em fotossensores. A bala interromperá os feixes ao passar por eles e os fotossensores registrarão os dois eventos. A energia dos fótons que atingem a bala é muitas ordens de grandeza menor em relação à sua energia cinética, de modo que não precisamos levar este efeito em conta. Mas se quiséssemos medir a velocidade de um elétron usando um arranjo semelhante, teríamos problemas. Seria preciso usar um comprimento de onda muito curto (alta energia) para obter uma interação, e o choque do fóton com o elétron alteraria sua velocidade. A precisão da medida é fortemente afetada.

  Até aqui não há nada que sugira uma alteração da realidade por parte do observador. Os cientistas apenas se preocupam em montar seus experimentos levando em conta o problema da influência do aparato de medição sobre a grandeza medida.

  Os experimentos com objetos quânticos poderiam sugerir que o observador cria uma dada realidade ao provocar o colapso da função de onda com seu aparato de medição, assim “puxando” o “objeto fantasma” para o “mundo real”. É uma interpretação falaciosa (ou fantasiosa ?), pois a função de onda é uma abstração matemática que permite definir propriedades da partícula na forma de probabilidades. É uma forma de representar as propriedades de objetos na escala atômica, que assume um viés probabilístico devido ao Princípio da Incerteza de Heisenberg. O “colapso da função de onda” significa apenas que o aparato de medição provocou uma interação com o objeto quântico de tal modo que seja registrada a característica que interessa ao observador. O pior é que esquisotéricos costumam, através de uma prodigiosa fantasia, estender esta suposta “criação da realidade” ao mundo macroscópico, onde os aspectos quânticos não são perceptíveis, e a Física Clássica pode ser aplicada.

  O universo existe há mais de 13 bilhões de anos, diz a Ciência, mas os observadores são bem recentes. Como é que as coisas se passavam antes de existir a toda poderosa consciência do observador para colapsar as funções de onda e tornar a matéria “real” ? O universo existia mesmo ou era apenas um infinito de probabilidades ? Tudo é possível dentro do pensamento esquisotérico.

  Do mesmo modo poderiam alegar que a Teoria da Relatividade justifica a idéia da “criação da realidade”, uma vez que o valor de certas grandezas depende do referencial do observador. Portanto, bastaria ao observador escolher o referencial certo para criar sua própria realidade (5) ! Como a Teoria Quântica permite vôos de imaginação mais espetaculares, ela foi escolhida como a vítima preferida. Não há nada na Física, ou mesmo na Ciência em geral, que dê embasamento a este tipo de alegação. Ela pertence ao âmbito da Filosofia, é uma espécie de Idealismo reciclado para a linguagem da Nova Era.

(5) Eu sei que isso não faz sentido, mas é assim mesmo que os esquisotéricos argumentam.



  “As respostas encontram-se baseadas em uma nova física, chamada física quântica, que, fundamentada na filosofia do primado da consciência, dá-nos uma janela visionária...” (A Física da Alma, Capítulo 1)

  “Em lugar disso, o mesmo paradigma postula um monismo baseado no primado da consciência – que a consciência (...),e não a matéria, é a base de tudo o que existe; um monismo baseado em uma consciência unitiva e transcendente, mas que se torna muitas em seres sencientes como nós. Nós somos essa consciência. Todo o mundo da consciência, inclusive a matéria, é a manifestação material de formas transcendentais de consciência.’’ (A Física da Alma, Capítulo 1)

  “Essa visão monista da realidade, à qual dou o nome de idealismo monista, é bastante antiga e constitui a base de grandes tradições espirituais do mundo, motivo pelo qual às vezes é chamado de filosofia perene.” (A Física da Alma, Capítulo 1)

  “Objetos quânticos existem como superposição de possibilidades até que nossa observação cause a realidade da potencialidade, gerando um evento real e localizado dentre os diversos eventos possíveis.” (A Física da Alma, Capítulo 1)

  “... , e a consciência tem o poder supremo, chamado de causação descendente, de criar a realidade manifestada por meio da livre escolha dentre as possibilidades oferecidas.” (A Física da Alma, Capítulo 1)

  “A resposta sucinta que tem aparecido nos últimos anos é que o ato de o observador contemplar o fenômeno cria uma única realidade para a onda de possibilidades – ou seja, a observação consciente faz com que o real evento se manifeste, dentre todos os possíveis eventos.” (A Física da Alma, Capítulo 2)

  “Perceba, porém, que as ondas de possibilidade não viajam no tempo e no espaço, pois, se o fizessem, elas não teriam se reduzido instantaneamente a uma partícula (6). (...) As ondas quânticas são ondas de possibilidade em potencialidade transcendente, e é preciso a consciência para reduzir a possibilidade a uma realidade, o que é feito exercendo sua liberdade de escolha, o poder – já mencionado – da causação descendente.” (A Física da Alma, Capítulo 2)

(6) Aqui se trata claramente do ponto de vista do Dr. Goswami, a Física não afirma isso.

  “No pensamento monista idealista, só existe a consciência; ela é a base de toda existência, a única realidade suprema. A consciência pode transformar as possibilidades materiais porque ela transcende o universo material; fica além da jurisdição da mecânica quântica.” (A Física da Alma, Capítulo 2)

Portanto, o Dr. Goswami adota claramente a idéia da consciência do observador criando a realidade, mas isto não é Ciência, é Filosofia. E a inclinação do Dr. Goswami é mesmo para o misticismo, suas colocações mostram isto :

  “O que é potencial pode ser mais real do que aquilo que é manifestado, pois a potencialidade existe em um domínio atemporal, enquanto qualquer realidade é meramente efêmera : ela existe no tempo. É assim que pensam os orientais, é assim que pensam místicos do mundo todo, e é assim que pensam físicos que ouviram a mensagem da física quântica.” (A Física da Alma, Capítulo 1)

  “Aqui, já se pode ver parte da metáfora certa para a física quântica da alma. Enquanto o corpo físico, vivo, representa possibilidades que sempre precisam se manifestar como uma estrutura localizada, com início finito e término finito, a alma representa possibilidades, potencialidades, sem uma estrutura localizada na manifestação (7).” (A Física da Alma, Capítulo 1)

(7) O Dr. Goswami faz uma analogia bastante forçada e tola entre o corpo físico como objeto quântico e a alma como sua função de onda !

  “É claro que ao canalizadores são pessoas com um talento particular e a abertura para agir nesse sistema; com sua pureza de intenções, podem estabelecer uma correlação não local com uma mônada quântica desencarnada (8).” (A Física da Alma, Capítulo 7)

(8) A mônada quântica é uma das invenções do Dr. Goswami, e aqui ele também usa de maneira absurdamente fantasiosa a correlação não local.



  Todo o livro é assim : fraquíssimo no que se refere ao embasamento científico, com argumentação e conclusões dando enormes saltos de imaginação no vazio. Poderia ter sido escrito por um místico indiano que tivesse adquirido algumas noções de Teoria Quântica.

  Citando o Dr. Victor Stenger (*) :

  “A Mecânica Quântica, peça central da física moderna, é interpretada erroneamente como implicando que a mente humana controla a realidade e que o universo é um todo conectado que não pode ser entendido pela usual redução a partes.

  Entretanto, nenhum argumento persuasivo ou evidência requerem que a Mecânica Quântica represente um papel central na consciência humana ou forneça conexões instantâneas e holísticas através do Universo. A física moderna, incluindo a Mecânica Quântica, permanece completamente materialista e reducionista enquanto se mantém consistente com todas as observações científicas.

  O aparente comportamento não local e holístico de fenômenos quânticos, como exemplificado por uma partícula parecendo estar em dois lugares ao mesmo tempo, pode ser entendido sem descartar a noção de senso comum de partículas seguindo caminhos definidos no espaço e tempo ou requerendo que sinais viajem mais rápido que a velocidade da luz.

  Nenhum movimento ou transmissão de sinais acima da velocidade da luz foi jamais observado, em concordância com o limite estabelecido pela Teoria da Relatividade. Além disso, interpretações de efeitos quânticos não precisam também jogar de lado a Física Clássica, ou o senso comum, de modo a torná-los inoperantes em todas as escalas – especialmente na escala macroscópica na qual os humanos funcionam. A física newtoniana, que descreve com sucesso virtualmente todos os fenômenos macroscópicos, se encaixa sem problemas no limite de muitas partículas da Mecânica Quântica. E o senso comum continua a aplicar-se na escala humana.” (Quantum Quackery)

(*) O Dr. Victor J. Stenger é professor emérito de Física e Astronomia na Universidade do Havaí, e professor visitante de Filosofia na Universidade do Colorado. Tem livros publicados, entre eles : “Not By Design”, “Physics and Psychics”, “The Unconscious Quantum” e “Timeless Reality : Symmetry, Simplicity, and Multiple Universes”.

Cyro - 08/06/2011

Sobre o abominável “What the Bleep do We Know ?” veja :
dragaodagaragem.blogspot.com/2006/11/o-guia-ctico-para-assistir-what-bleep.html

Sobre o idiótico “O Segredo” veja : dragaodagaragem.blogspot.com/2007/11/o-guia-ctico-para-assistir-o-segredo.html

Sobre o Dr. Deepak Chopra veja : brazil.skepdic.com/ayurvedica.html



Adendo em junho/2012 : No periódico “Prana” de junho/2012, encontramos na pág. 10 sob o título “A Mesa Radiônica Quântica”, um caso de total deturpação ou desconhecimento da Teoria Quântica. Veja os três primeiros parágrafos do texto :

“Qualquer Terapia Quântica obedece o preceito da Quântica que é de, alterando-se um dos itens de paralelos A e B, gera-se um novo paralelo C, com tendência ao infinito.

  Transferindo-se para o ser humano e a análise existencial, se mexo no campo magnético composto de todos os aspectos do ser (físico, mental, emocional e supradimensional), podemos alterar passado e futuro, através da desintoxicação e reprogramação no presente, desde que seja profunda, para que sejam alterados paradigmas (salto quântico).

  Na Física Quântica já é comprovado como o resultado de uma experiência é alterado profundamente a partir, apenas, da mudança de intenção de comprovação ao iniciá-la.”


  Observem que as afirmações nada têm a ver com a Teoria Quântica real, e essa desinformação toda está sendo atirada ao público desprevenido.



Veja também : Biocentrismo, Falácias e Má Ciência (dezembro/2014)


Adendo em agosto/2015 : Neste link você encontra uma troca de idéias entre dois físicos brasileiros sobre Teoria Quântica e misticismo. O Dr. Adonai Schlup Sant’Anna tem formação em Física, Filosofia e Matemática, e coloca objeções à divulgação para leigos de visões pessoais de acadêmicos de supostas ligações entre a Teoria Quântica e concepções místicas. Já o Dr. Gabriel Guerrer é Doutor em Física e tem divulgado através de palestras e cursos suas idéias sobre o tema, que fogem ao que é aceito pela comunidade científica. Ele inclusive pretende realizar um experimento para demonstrar a ação do pensamento dirigido sobre fenômenos físicos. Vale a pena uma leitura atenta da página, que leva o título “Física Quântica e Misticismo – Resposta de Gabriel Guerrer”.



Adendo em maio/2016 : Veja também

Misticismo Quântico (Wikipédia)

Misticismo Quântico (Ceticismo Aberto, 09/08/2009)

Charlatanismo Quântico (Ateus.net)

10 argumentos que você não deve usar em uma discussão sobre misticismo quântico (Simetria de Gauge, 01/10/2013)

A Cura Quântica Possui Respaldo Científico ? (Simetria de Gauge, 27/09/2013)

O Fenômeno Cultural do Misticismo Quântico (Teoria Quântica - estudos históricos e implicações culturais)

A Quantum of Common Sense (Skeptic Report)

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